terça-feira, 31 de julho de 2012

Mensagem do presidente: julho 2012

(FIFA.com)
Mensagem do presidente: julho de 2012
© Foto-net
Prezadas federações afiliadas e prezados amigos,
Bem-vindos à edição de julho da "Mensagem do presidente". Este mês foi movimentado mais uma vez e esteve marcado por vários eventos importantes.
Em destaque
Reunião Especial da IFAB, 5 de julho
Nesse encontro, a IFAB concordou de forma unânime em usar a tecnologia da linha do gol (TLG), que está sujeita às disposições do Programa de Qualidade da FIFA para a mesma. Ao mesmo tempo, a Board determinou que a adoção da tecnologia no futebol se limitaria somente à linha do gol. A entidade também aprovou unanimemente o uso dos árbitros assistentes adicionais e acordou em permitir o uso do véu no futebol feminino por um período experimental que durará até 2014. Nenhuma dessas três decisões é obrigatória nem específica a uma competição. Isto significa que os organizadores dos torneios podem optar por adotar ou não esses itens.
Sorteio oficial da Copa do Mundo Feminina Sub-17 Azerbaijão 2012, 6 de julho
As 16 seleções classificadas descobriram quem serão suas adversárias na primeira fase. O país-sede enfrentará a Colômbia em sua capital, Baku, no jogo de abertura, marcado para o dia 22 de setembro.
Reunião extraordinária do Comitê Executivo, 17 de julho
O Comitê Executivo deu mais um passo importante neste mês ao aprovar por unanimidade o novo Código de Ética da FIFA e nomear Michael J Garcia como presidente da câmara de investigação do Comitê de Ética e Hans-Joachim Eckert como seu homólogo na câmara decisória. O executivo também indicou os membros de ambas as câmaras do órgão, recentemente reestruturado, que começou seus trabalhos no último dia 25 de julho. Esta também foi a primeira vez que uma mulher – a burundinesa Lydia Nsekera – participou de uma reunião do Comitê Executivo da FIFA, após ser nomeada como integrante do organismo no Congresso de 2012, em Budapeste.
Na estrada
Fases finais da Eurocopa 2012, 27 de junho a 1º de julho
Parabéns à UEFA e a seu presidente, Michel Platini, além de aos países-sede, Polônia e Ucrânia, pelo excelente torneio que organizaram. A Espanha escreveu mais um capítulo da história ao vencer, de forma inédita, os três principais torneios que disputou consecutivamente. Aguardarei ansiosamente para ver tanto espanhóis quanto italianos disputando a Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.
Torneios Olímpicos de Futebol de Londres 2012, 25 de julho a 11 de agosto
Estou muito animado por estar acompanhando de perto os Jogos Olímpicos na capital britânica, principalmente porque os torneios de futebol contam com jogadores de grande peso, como Neymar, Marta, Hope Solo, Ryan Giggs e Luis Suárez.
Na sede da FIFA
Crianças bielorrussas visitam o Salão da Fama
Meninas e meninos da Bielorrússia seriamente afetados pela contaminação radioativa da explosão na usina de Chernobyl fizeram uma visita à FIFA neste mês, organizada pela associação suíça Tschernobylhilfe Hardwald. Tive o enorme prazer de encontrar essas crianças e sentir seu enorme entusiasmo.
FIFA recebe torneio interescolar de Zurique, 7 de julho
Tivemos a grande satisfação de organizar o 75º torneio anual interescolar de Zurique na sede da entidade. Como morador de longa data da cidade, é importante para mim que a FIFA também esteja comprometida com o apoio à comunidade local, principalmente com ações que envolvem as crianças e o futebol.
Estudantes formados no Curso de Mestrado da FIFA, 20 de julho
Parabéns aos 29 alunos que acabam de se formar no mestrado da FIFA! Entre eles, estão duas mulheres: a capitã da seleção da Palestina, Honey Thaljieh, e a chinesa Tracy Lu, integrante dos Comitês da FIFA para o Futebol Feminino e para a Copa do Mundo Feminina. O mestrado da FIFA foi qualificado como o melhor curso de gerenciamento esportivo da Europa.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Olho na simulação

                                                                     Foto: Fifa.com
Se o leitor anotar uma partida de futebol, por exemplo da década de 1970, verá enormes diferenças, sobretudo em nível de tática. E notará em particular como o futebol jogado nos dias de hoje é rápido se comparado com a época de então.
O árbitro não foge à regra e também não está imune a esta evolução. A propósito, lendo recente edição da revista da Champions League da Europa, me chamou a atenção as afirmações de vários dirigentes da arbitragem européia, na sua maioria todos árbitros de elite, num passado não muito distante, defendendo que a intensidade do  futebol praticado na atualidade obriga o árbitro a manter excelente condição física, pois do contrário os homens de preto estão liquidados.
Digo isso porque hoje é impossível o árbitro e assistentes passarem despercebidos. Há de 10 a 20 câmeras de TV em volta do campo de jogo. Cada tomada de decisão da arbitragem é microscópicamente analisada e essas decisões devem ter elevadas doses de confiança, força mental e atenção.
Os árbitros estão, mais do que nunca, no centro das atenções em função da crescente sofisticação televisiva. Um gol perdido por um jogador, um penal desperdiçado ou mesmo o placar da partida não tem o destaque, por exemplo, de um equívoco do árbitro ou do assistente. Cada passo da arbitragem é analisado e as implicações financeiras tornaram-se desmedidas.
É imperativo ressaltar que dentre os óbices enfrentados pelos árbitros no futebol de hoje, está a incapacidade dos homens do apito no momento de detectar simulações de faltas e quedas principalmente nas imediações da área de pênalti. Por quê isso acontece? Resposta: porque os atletas de futebol, em especial no Brasil, conseguiram desenvolver práticas que transformaram este tipo de lance em verdadeiras obras de arte. Daí a necessidade de os árbitros estarem muito atentos e estudarem as características de alguns atletas que são useiros e vezeiros nesta prática, que é tipificada pela Fifa como antijogo e deve ser punida com cartão amarelo.
O árbitro do século XXI é como um atleta de alto de nível. Tem que ter capacidade de raciocínio para interpretar e aplicar as Regras do Jogo de Futebol de forma inteligente e estudar todas as táticas imagináveis e inimagináveis com enorme sensibilidade para compreender o espírito do jogo que vai dirigir. Além disso, deve ter confiança, serenidade e autoridade.

PS: é vergonhoso para o futebol pentacampeão do mundo, a designação pela CA/CBF, de um contingente considerável de árbitros e assistentes, que exibem a cada rodada do Brasileirão/2012, uma descomunal protuberância abdominal.  Pergunto:  a CA/CBF formada pelos senhores Sérgio Corrêa da Silva (presidente) e pelos membros Luiz Cunha Martins, Manoel Serapião e Paulo Jorge Alves, não veem as partidas do Campeonato Brasileiro? Não são informados do fato pelos delegados especiais ou pelos Assessores de Arbitragem?

Árbitros têm vida fácil

Os árbitros estrangulam Campeonato Brasileiro. Não passa uma rodada sem erros grosseiros dos apitadores. Dirigentes, jogadores e, principalmente, treinadores têm chorado à beça contra as falhas absurdas da arbitragem. Deitam falação após os jogos e no dia seguinte são alvos do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF. No banco dos réus, são condenados com suspensões sem muito direito à defesa. Para complicar, recebem processos dos árbitros na justiça comum. Muitos deles cobram indenizações milionárias, com alegações de que sofreram danos à moral ou foram caluniados com declarações pesadas na imprensa. Haja bolso para atender às sentenças judiciárias. Diante desse quadro de constante revolta dos dirigentes, jogadores e treinadores, a CBF até aqui não moveu uma palha para repensar a arbitragem ou pelo menos corrigir o que está dando errado no Brasileirão. Há um silêncio sem constrangimento, diria cúmplice, dos dirigentes para com os homens do apito. Eles quase nunca são afastados ou punidos com suspensões como são apenados os atletas, dirigentes e treinadores. Nas 13 rodadas do campeonato, Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Tite, Oswaldo de Oliveira, Celso Roth, Abel Braga, só para ficar nos mais conceituados, já cobraram os árbitros. E muitos deles também pegaram um gancho no STJD pelas reclamações. Os jogadores ainda têm outro problema. Flagrados peles lentes da televisão em lances polêmicos, também são levados aos tribunais. E dificilmente escapam de punições pesadas impostas pelos auditores.
Um dos alvos preferidos da arbitragem, Felipão vem batendo pesado. Neste domingo, por exemplo, para evitar maiores aborrecimentos e até uma nova punição, preferiu não dar entrevistas após a derrota do Palmeiras para o Cruzeiro em Belo Horizonte. O treinador saiu revoltado com o pênalti mal marcado em Montillo pelo árbitro gaúcho Fabrício Neves Correa. Também saiu indignado no segundo gol de Borges – o lance, segundo os jogadores palmeirenses, teve origem em um impedimento claro que não foi assinalado pelo bandeirinha. Com ou sem razão, Felipão já não tem mais como chamar atenção dos dirigentes para os equívocos da arbitragem. A CBF continua uma paisagem. O Brasileirão ainda está no primeiro turno e, se os erros dos apitadores se repetirem nas próximas rodadas, a tabela vai sofrer interferências perigosas. Por enquanto, os prejuízos aos clubes no campeonato não pesam na balança. Quando a corda apertar no pescoço, a revolta vai ser geral.
Aí pode ser tarde.

(coluna publicada no Jornal da Tarde/SP)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ex-árbitro Jack Taylor morre aos 82 anos

O inglês Jack Taylor, o árbitro que dirigiu a final do Campeonato do Mundo de 1974 e que três anos antes tinha arbitrado a final da Taça dos Campeões Europeus, morreu aos 82 anos.

Antigo árbitro Jack Taylor morre aos 82 anos
Jack Taylor, o árbitro que dirigiu a final da Taça dos Campeões Europeus de 1971, morreu aos 82 anos ©Getty Images
Jack Taylor, o árbitro inglês que dirigiu a final do Campeonato do Mundo de 1974 entre a Holanda e a República Federal da Alemanha, faleceu aos 82 anos.
Taylor, que nasceu em Wolverhampton, dirigiu mais de mil jogos de clubes ao longo de uma carreira na arbitragem que se prolongou por três décadas. Em 1971 apitou a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus em Wembley entre o AFC Ajax x FC Panathinaikos, que os holandeses venceram por 2 x 0.
O inglês também dirigiu mais de 100 jogos internacionais, com destaque para a final do Campeonato do Mundo de 1974, em Munique, onde fez história ao ser o primeiro a assinalar uma  penalidade na final de um Mundial.
O antigo árbitro da Premier League, Mike Riley, que agora é o responsável pela Associação de Árbitros Profissionais (PGMOL), afirmou: "Todos os árbitros da minha geração admiravam o Jack Taylor, porque ele estabeleceu um novo patamar. O trabalho que realizou no Campeonato do Mundo de 1974, motivou toda uma geração de árbitros neste país."
Fonte: Uefa.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Árbitros: cartão amarelo não é uma arma

A história diz que a criação dos cartões amarelo e vermelho foi engendrada pela mente prodigiosa do tenente-coronel do exército britânico, Kenneth George Aston. Aston, além de militar foi árbitro do futebol inglês e um dos mais respeitados apitos do Continente europeu. Foi o primeiro árbitro a utilizar a indumentária de preto, que posteriormente se tornou o uniforme oficial dos árbitros em todo o planeta, e daí segundo os estudiosos deriva a expressão “homens de preto”.
Assim que encerrou a carreira, Kenneth Aston foi convidado por Stanley Rouss, que foi presidente da Fifa de 1961 a 1974, para ocupar a direção do Comitê de Arbitragem da entidade que controla o futebol no planeta.
Mas a implementação dos cartões que hoje se vê no futebol, ocorreu em função de dois episódios: o primeiro, na partida Inglaterra x Alemanha na Copa de 1966, quando o árbitro  Rudolf Kleitlein expulsou verbalmente o meia-argentino Rattin, que se recusou a sair do campo de jogo, já que o atleta platino alegava desconhecer os motivos da sua expulsão e somente deixaria o campo se lhe fosse explicado o motivo. Como as diferenças de idioma eram gritantes à época, a situação descambou e o episódio ganhou proporções extremamente negativas.
O segundo, ocorreu com o atleta inglês Jack Charlton, que ao ler os jornais do dia seguinte, observou que havia sido advertido verbalmente pelo árbitro na partida contra a Argentina. Mas tanto o jogador, como os membros da Seleção Inglesa, desconheciam tal advertência. Este fato gerou um telefonema dos ingleses para Aston, que prometeu equacionar o problema.
No dia posterior ao ocorrido, Aston retornava do Estádio de Wembley para Lancaster Gate, e ao volante de seu veículo, refletiu sobre a confusão de  linguagem e o desconforto do árbitro com os atletas Charlton e Rattin. Foi ali no seu carro que Aston teve a idéia de criar os cartões coloridos com a codificação nas cores (amarelo e vermelho). Ele avaliou que a exibição de cartões coloridos para os jogadores iria superar as barreiras  linguísticas e esclarecer para os espectadores, a imprensa e atletas, quem fora  advertido ou expulso do campo de jogo.
 O cartão amarelo apareceu pela primeira vez no futebol, na Copa do Mundo de 1970, no jogo México x União Soviética, pelas mãos do árbitro alemão Kurt Tscherncher. Posteriormente em outras partidas o cartão  vermelho e a partir dali estava superado o impasse de idioma e de desentendimento entre árbitros e jogadores. Porém, ficava ainda como está até os dias atuais, o grande imbróglio dos critérios de sua utilização.
O cartão amarelo é um valioso instrumento de auxílio à  manutenção da disciplina durante o jogo, daí a importância de o árbitro conhecer os meandros da sua correta aplicação. O árbitro não deve usar indiscriminadamente o cartão amarelo. Antes de tomar a decisão  de aplicá-lo, deve ter discernimento se a natureza da infração cometida é ou não passível da sua aplicação. Muitas vezes, uma advertência verbal equaciona o problema.
Um amarelo aplicado indevidamente coloca o árbitro como alguém que ficou “devendo” e isto dificultará o uso do segundo e a conseqüente expulsão do atleta infrator. Em contraposição, no momento que sentir que a justa medida é a aplicação do cartão, o árbitro não deve hesitar em usá-lo tantas vezes quanto necessário, no resguardo das Regras do Jogo de Futebol.
No futebol brasileiro há enorme distorção sobre os métodos de aplicação do cartão amarelo. Aqui em muitas situações nossos apitos o utilizam como uma “arma”, como objeto de coação a todo o momento, chegando ao absurdo em alguns casos em que o árbitro leva a mão ao bolso da camisa, mas não aplica o cartão. O cartão amarelo é um instrumento de correção de uma infração que mereça advertência severa, após o que, em caso de reincidência, cabe apenas o cartão vermelho.
É inadmissível as cenas “vergonhosas” que vivenciamos a cada rodada do Campeonato Brasileiro nas Séries A e B via TV, a ameaça do árbitro de puxar o cartão com o intuito de atemorizar os jogadores. Ao árbitro cabe punir os infratores diz a Fifa, e não atemorizá-los.
PS: e, por derradeiro, a Fifa determina que o árbitro quando for advertir um jogador que estiver caído ao solo, deve aguardar o atleta se por em pé para daí apresentar-lhe o cartão. No atual Brasileirão, tem árbitro aplicando cartão amarelo aos atletas que estão sentados ou deitados no campo de jogo. 

domingo, 22 de julho de 2012

Temerária a situação do apito no Brasil


Me perguntam por que não há  renovação de árbitros no futebol brasileiro. Respondo: o principal motivo está na didática que é desenvolvida pelas federações estaduais há mais de uma década. Um exemplo específico de árbitros malformados, acontece na Federação Paranaense de Futebol, onde existem aproximadamente 320 árbitros inscritos, mas a FPF não consegue indicar há três anos um árbitro para o quadro de Asp/Fifa da CBF. O último árbitro de ponta do futebol pentacampeão, encerrou sua carreira há dois anos e de lá para cá não surgiu nenhum nome com as características de Carlos Eugênio Simon (foto). Simon, além de excelente árbitro, sabia transitar nos labirintos do futebol de maneira invejável, o que lhe proporcionou participar de três Mundiais consecutivos (2002, 2006 e 2010), e dirigiu inúmeras partidas decisivas no futebol Sul-americano.
 Divulgação
          Carlos Simon, ao lado de Oscar Ruiz

 Outro óbice para a renovação de apitos no nosso futebol é a política. Todo mundo apregoa a renovação no apito, mas a partir do momento em que a mudança é anunciada, o discurso dos dirigentes e  sobretudo da imprensa, muda radicalmente. É necessário oxigenar a arbitragem e dar um basta no paternalismo vigente, principalmente na indicação dos nomes para compor a Relação Nacional de Árbitros  de Futebol (Renaf).
É inadmissível que um árbitro de qualidades por ser desse ou daquele Estado, seja preterido pela CBF no momento de ser indicado para ostentar o escudo da  Fifa. Se as federações estaduais fossem dirigidas por pessoas comprometidas com o futebol e a arbitragem, o descobrimento de futuros árbitros ocorreria nos próprios campeonatos que elas patrocinam. Se houvesse comprometimento das Comissões de Árbitros dessas federações, as Escolas de Formação de Arbitragem, seriam compostas por ex-árbitros com notório conhecimento sobre as Regras do Jogo de Futebol, e os treinamentos aos novos talentos deveria acontecer de forma constante. Infelizmente, não é o que acontece.
Em que pese os investimentos realizados pela CBF nos últimos anos no aprimoramento da condição física, teórica, tática, psicológica e uma seqüência de cursos na Granja Comary, entre outras ações, os resultados não atingiram o esperado.
Diante do exposto, entendo que a própria CBF deveria criar uma entidade nacional de formação de árbitros, mais atraente do que a Escola Brasileira de Futebol (EBF), já que os investimentos realizados até o presente momento, na formação de futuros talentos na arbitragem nacional, não conseguiu produzir árbitros de excelência.
Na nossa opinião, o Brasil está precisando muito mais de uma escola: o Instituto dos Árbitros de Futebol, com ramificações em todas as federações estaduais. Fora disso, os tempos passarão e o nível do apito brasileiro ficará onde está, ou ainda  mais  abaixo.
PS: o Ranking que versa sobre os melhores árbitros de futebol do planeta, divulgado na semana que passou, pela  Federação Internacional de História e Estatística, não traz nenhum apito do  nosso futebol.  


Taxas excelentes, sem profissionalização

Divulgação 
 
                       Wolfgang Stark        
Na semana que passou, o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB) Wolfang Nierschach, fez um balanço sobre o desempenho da arbitragem na Bundesliga, na temporada 2011/2012 e também as melhorias implantadas aos homens de preto do futebol alemão.  
Na oportunidade, Nierschach relatou que os três árbitros de elite da federação, Wolfgang Stark, Florian Meyer e  Felix Brych, receberam cada um livre de despesas e impostos na última edição,  R$ 12.310.00 por mês.
Já os apitos considerados regulares pela entidade e com perspectivas de atingir o quadro internacional de árbitros, foi pago per capita, R$ 9.232.50 ao mês, e aos árbitros com menos de cinco de atividade na Bundesliga, coube a quantia de R$ 6.155.00, por mês. Os valores aqui mencionados foram convertidos do euro para o real.
Também foi anunciado, que na próxima temporada cada equipe de arbitragem que atuar na Bundesliga, terá a seu dispor um fisioterapeuta que, estará munido de um conjunto de técnicas para orientar e prevenir contusões, e quando um membro da arbitragem se lesionar, imediatamente realizar o acompanhamento desse árbitro no momento da contusão e sua posterior recuperação.

Não à profissionalização
Indagado sobre a profissionalização da arbitragem como quer a Fifa, já para a Copa de 2014, o homem forte da (DFB) Wolfang Nierschach, foi taxativo:estamos fazendo o melhor para os nossos árbitros e não enxergo nenhuma possibilidade de regulamentar a atividade do árbitro de futebol em nosso país.
Fonte: Revista Árbitros

sábado, 21 de julho de 2012

Árbitros que atuaram na final da Copa do Brasil 2012 recebem Medalha de Honra ao Mérito ANAF

 

Os árbitros que atuaram na final da Copa do Brasil 2012, disputada no dia 11 de julho por Coritiba e Palmeiras, no estádio Couto Pereira, na capital paranaense, receberam a Medalha de Honra ao Mérito ANAF. A premiação simbólica foi entregue pelo presidente da entidade, Marco Antônio Martins, momentos antes da partida que deu o título ao Palmeiras, frente aos donos da casa.

Receberam a Medalha de Honra ao Mérito ANAF o árbitro Sandro Meira Ricci (FIFA/PE), os auxiliares Carlos Berkenbrock (FIFA/SC) e Alessandro da Rocha Matos (FIFA/BA), o quarto árbitro Nielson Nogueira Dias (ESP-2/PE), Adicional 1 Roberto Braatz (FIFA/PR) e os Delegados especiais Luiz Cunha Martins (RS) e Manoel S. Filho (BA).
Em 2011, a ANAF criou a Medalha de Honra ao Mérito ANAF para premiar os árbitros que participam das finais dos diversos campeonatos brasileiros, bem como para homenagear os árbitros que por atingirem a idade limite (45 anos) são jubilados de sua função.






Fonte: Anaf

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Gente, vamos estudar!

No crepúsculo da tarde e no limiar de domingo à noite assim que terminam os jogos, quem gosta de futebol, incontinenti continua plugado na TV para acompanhar os lances das partidas que não puderam ser assistidas. Com o advento do controle remoto as opções são diversificadas. Mas o que me chama a atenção não só durante as transmissões, mas sobretudo nos  programas esportivos noturnos de domingo, é o total desconhecimento das Regras do Jogo de Futebol dos profissionais que participam dessas programações. 
É impressionante a falta de discernimento para informar o telespectador, é vergonhosa a quantidade de achismos, do eu quero ver de novo, foi falta, não foi, foi pênalti, não foi. Em alguns lances mesmo com a repetição que suscitou dúvidas num determinado jogo, a falta de conhecimento para informar corretamente o que fez ou o que deveria ter feito o árbitro é total.
Esse tipo de comportamento deveria gerar através das Associações  dos Cronistas Esportivos de todo o país, um movimento para que uma classe de relevância como é a dos cronistas que cobrem o futebol, fossem submetidos a um processo mínimo de conhecimento das leis que regem o futebol dentro do campo de jogo. E, o pior: além de desinformarem o telespectador na sua plenitude sobre os equívocos ou não da arbitragem, muitos desses profissionais se perdem não sei por passionalismo ou desconhecimento, e abrem seu tacape verbal contra a arbitragem e omitem a realidade do maior interessado, no caso o telespectador.

Obrigado Plínio
Em função de algumas inverdades que circulam nos dias atuais sobre a Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná (Apaf), informo que sua origem teve início numa iniciativa do ex-árbitro da Federação Paranaense de Futebol, Plínio Duenas. Foi através de uma iniciativa sua, que a primeira entidade representativa dos homens de preto do Paraná foi criada e a época recebeu a denominação de grupo. Ainda segundo Plínio, foram fundadores do grupo, os ex-árbitros Alcione Cordeiro, Braulio Zanotto, Rubens Maranho, Tito Rodrigues, Wilson Edi dos Santos e Wilson Santos. Já o Sindicato Profissional dos Árbitros de Futebol do Estado do Paraná, foi fundado em 2003 e tem como presidente o seu idealizador, que é o ex-árbitro Airton Nardeli.

O fim das associações?
O Congresso Nacional vota no segundo semestre deste ano a regulamentação da atividade do árbitro de futebol no Brasil. Assim que isso acontecer, imediatamente será fundada a Confederação Brasileira dos Árbitros de Futebol. Resta saber como ficará a situação das associações de árbitros de futebol, que foram transformadas em verdadeiros “currais” das federações estaduais e, por extensão, das Comissões de Arbitragens.

Não à simulação
A simulação de faltas pelos jogadores com o intuito de, por exemplo, cavar um penal, um cartão para o adversário, e até mesmo jogar a torcida contra a arbitragem diz a Fifa, é antijogo é deve ser punida com cartão amarelo. Observando o Campeonato Brasileiro do ano em curso, penso que é chegado o momento de a CA/CBF iniciar uma campanha no sentido de coibir a continuidade exagerada de simulações de faltas. Mas não basta fazer campanha pelo fim da simulação de faltas se os árbitros continuarem marcando infrações por “comodismo”, “covardia”, diferentemente de um contato físico que faz parte do jogo, quando nada deve ser marcado. É imperativo que se faça um treinamento específico com os árbitros, principalmente na preparação física e no estudo sobre a forma de agir de alguns atletas nas imediações da  área de pênalti quando na posse de bola. O árbitro é o guardião das Regras do Jogo e não pode ser permissivo com essa “malandragem”.   

Bagunçou geral
 
                                         Wagner Reway
O que era para ser exceção está se transformando em regra. A cada final de jogo do Brasileirão 2012, quer na Série A ou na B, um grupo de jogadores, coadjuvados muitas vezes pelo seu técnico e até mesmo pelos cartolas, invade o campo de jogo no intervalo ou no final das partidas e desfere uma seqüência de impropérios impublicáveis contra o trio arbitragem. O árbitro ao invés de fazer uso da prerrogativa que lhe dá a Fifa em relação aos atletas (cartão vermelho) – simplesmente faz ouvidos moucos e ainda tenta contemporizar a situação. Resultado: o intervalo e o final das partidas do maior campeonato de futebol do mundo se transformou numa bagunça, dada a omissão e  pusilânimidade do personagem principal do espetáculo, que é o árbitro.   

Entrevista: Wilmar Roldan


Divulgação

Wilmar Roldan
 
O árbitro Wilmar Roldan, vai às Olimpíadas de Londres, o colombiano acredita que essa designação da Fifa é um prêmio pela sua persistência. Roldan, desde o início da sua carreira dirigiu 170 jogos no futebol profissional colombiano. Em 2008, o juiz antioquenho recebeu seu distintivo Fifa. Daí em diante, foram 9 jogos na Taça Sul-Americana, 21 na Taça Libertadores e 2 nas eliminatórias, são alguns números que falam do seu trabalho no futebol internacional.

No seu auge
Na edição da Copa Libertadores, Roldan dirigiu nove confrontos. "Fico feliz que as coisas estão acontecendo, que a Comissão de Arbitragem da CONMEBOL está me dando as oportunidades aos poucos. Eu acho que é um prêmio à perseverança, ao sacrifício, ao treinamento e pelo que faço no campo de jogo" , diz o juiz colombiano para explicar por que ele foi nomeado para o jogo final entre Corinthians x  Boca Juniors.

Primeira final internacional
Wilmar Roldán é atualmente o arbitro mais destacado da Colômbia. Seu desempenho lhe valeu ser escolhido como o referee da final da Copa Libertadores, disputada pelo Corinthians e Boca Juniors. Além disso, o árbitro em tela é um dos indicados para o Mundial do Brasil em  2014, e nas próximas horas viaja rumo a Londres, onde será um dos árbitros nos Jogos Olímpicos.

Roldan falou sobre sua vida profissional e dos seus futuros desafios a Revista Árbitros do meu amigo José Borda, confira a entrevista abaixo.

Como surgiu na arbitragem?
Num jogo na escola, na quinta série a professora apitou um pênalti. Eu lhe disse não era e que ela não sabia apitar. Em seguida me desafiou: "Apite se você sabe". Emprestou-me um apito de pinata, consegui uma caixa de goma, que foi o cartão amarelo, e um pacote de bombom, que  era o vermelho. A partir daí comecei a apitar.

Antes de ser árbitro o que sr. fazia?
Desde criança gostava de futebol. Eu era um zagueiro central e goleiro. Era um tipo assim como o uruguaio Paolo Montero, intimidava os atacantes e sempre estava nas brigas. O que tinha que fazer, fazia. O lema era que passava a bola ou o jogador, mas nunca os dois. Alguns deles permaneceram no meu pé.

Um ídolo ...
Num jogo Nacional contra Santos na Libertadores, apitou o argentino Javier Castrilli e naquele dia fiquei impressionado. Ele expulsou a John Jairo Trellez, que foi uma das coisas mais ousadas que eu já vi um árbitro fazer. Embora o estádio quisesse cair em cima dele,  ele mostrou muita personalidade.

Tem algo de Castrilli?
Temos um temperamento muito parecido. Desde que eu apitava em torneios regionais, as pessoas me disseram o "Castrilli do Nordeste '. Havia jogos que expulsava três ou quatro jogadores, o treinador, apitava pênalti no último minuto e nunca tive problemas.

Alguma vez um jogo ficou fora de controle?
Não, as pessoas começaram a acreditar em mim desde o início. Havia jogadores que me falavam iam me bater. Dava o vermelho e nunca dei um passo atrás.

Existe sempre o jogador que quer ser experto. Teve algum ?
No dia em que fiz a minha estreia, Arnulfo Valentierra se atirou na área e recebeu o cartão vermelho. Mas o mais complicado de dirigir é o Victor "Curo' Cortes, que segundo ele é um cristão e, quando está no campo de jogo é muito diferente. Se converte.

O seu trabalho é susceptível de erro. Qual é o que mais lhe dói?
Não gosto mesmo de lembrar, mas foi uma decisão de bom senso na final de 2008 entre a América e Chicó. Finalizei o jogo quando uma equipe estava atacando. Foi duro sair dessa queda. Além disso, fui punido quase três meses.

Oscar Julian Ruiz é considerado o melhor da Colômbia. Você vai atrás dele?
Não. Outro árbitro como Oscar Ruiz não haverá. Ele é único e é muito difícil de atingir o nível que tinha. Por enquanto, só estou focado em fazer uma boa apresentação nas Olimpíadas em Londres.

Como foi o seu desempenho no final da Libertadores?
Não deixei nada ao acaso. Assisti ao primeiro jogo e, por exemplo, notei alguns atritos entre os jogadores que mantive em mente para cortá-los desde o início.

Arbitragem em 3ª Dimensão

Estereoscópio 3D treina olhos dos árbitros de futebol; projeto quer melhorar o ambiente de aprendizagem da FIFA.
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Investigadores da Universidade Carlos III de Madrid (UC3M) estão a aplicar o estereoscópio 3D na gravação de exercícios de fora de jogo para que a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) os utilize como material de aprendizagem nos cursos de formação para árbitros assistentes. De acordo com a Fundação AlphaGalileo, o objetivo do projecto de inovação é melhorar o ambiente de aprendizagem dos assistentes com materiais multimédia que consigam uma experiência visual mais parecida possível com a que podem ter em campo e poder treinar a percepção visual na tomada de decisões sobre situações de fora de jogo.

Durante dois dias, os investigadores da UC3M gravaram 500 simulações de jogadas de fora de jogo em estereoscópio 3D com diferentes modalidades de exercícios, parecidas às utilizadas nos cursos de formação de árbitros internacionais da FIFA. “Entre elas escolheram-se as mais adaptadas para criar um material interactivo que possa ser utilizado pelos árbitros assistentes de todo mundo”, explica o professor da UC3M, Manuel Armenteros. “A utilização das imagens estereoscópicas vai melhorar significativamente a experiência de aprendizagem uma vez que o ambiente com imagens estereoscópicas 3D produz uma experiência visual muito mais realista que as imagens 2D”, afirma o também coordenador do projecto.

Para criar imagens estereoscópicas são necessárias duas lentes, uma para cada olho, as quais permitem alcançar uma sensação maior de profundidade do que a obtida com uma imagem em 2D. O sistema perceptivo visual utiliza a diferença entre as imagens que oferece por cada olho para calcular a profundidade.

Apesar da tecnologia estereoscópica 3D já se usar há anos, não teria expandido se não tivesse tido processamento digital de imagens. Para os investigadores, a revolução do estereoscópio 3D tem sido associada à revolução digital. E a superposição de duas imagens necessárias para a criação de imagens estereoscópicas é simplificada com o computador, que elimina as imperfeições técnicas anteriores.

Fonte: Ciência Hoje - Safergs

sábado, 14 de julho de 2012

Critérios antigos faleceram

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 O inglês Howard Webb, e seus compatriotas Darren Cann e Mike Mullarkey

Os ingleses, país onde o futebol apareceu no século XVIII, criou e elaborou as Regras do Jogo de Futebol no século XIX.  Não satisfeitos com o desempenho da arbitragem nas suas competições na Premier League, recentemente, os inventores das leis do jogo implementaram um  novo experimento, objetivando aprimorar a qualidade dos seus árbitros. Foi constituído um grupo de delegados multidisciplinar, que têm a missão precípua de observar de forma minuciosa as ações do quarteto de árbitros a cada rodada.
Esse grupo é escolhido e composto por um delegado indicado pela Liga Inglesa, por ex-técnicos, ex-jogadores, ex-dirigentes que estejam em  interação com o futebol, e ex-árbitros com notório conhecimento sobre as regras que regem os destinos do esporte das multidões no retângulo verde.
O delegado designado como observador vai após 72h da realização da partida, conversar com o treinador de cada equipe e ouve os prós e os contra da arbitragem. O espaço de 72h tem como objetivo propiciar aos técnicos de futebol uma opinião ponderada, já que os ânimos estão acalmados e  porque aquele profissional viu, reviu e treviu os acertos e equívocos da arbitragem.
Além de observar e realizar uma análise do comportamento dos atletas, dos homens do apito, do público, dos dirigentes, da integridade física e da segurança, esse grupo, elenca sobretudo as deficiências negativas e os aspectos positivos do árbitro e seus assistentes, desde o momento em que chegam ao estádio, durante o jogo e após o seu final.
De posse das opiniões do relatório desse grupo, exceto o relatório do ex-árbitro, o delegado escalado faz um relato pormenorizado e o  encaminha à Premier League. Procedimento semelhante faz o ex-árbitro. A mudança foi uma exigência dos clubes, que querem uma maior responsabilização nos atos dos árbitros. Com dois relatórios de alto nível avaliando a sua competência os árbitros a meu ver, apresentarão um desempenho significativo e os críticos terão uma visão mais racional das tomadas de decisões da arbitragem assim que a bola rolar.
PS: esse método deveria ser criado no futebol brasileiro mas na sua forma específica, isto é, com a indicação de pessoas credenciadas para o desempenho do mister. No Brasil, como principalmente no futebol paranaense, essa missão vêm sendo outorgada em alguns casos, habitualmente, a quem não entende nada sobre as Regras do Jogo de Futebol.

       

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Escalando árbitros, por escalar

Ao vislumbrar a escala de árbitros do próximo final de semana Série A do Campeonato Brasileiro, vislumbro os nomes de Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP),  árbitro pré-selecionado para a Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014,Francisco Carlos Nascimento (Fifa/AL) e Evandro Rogério Romam (Fifa/PR).
Dito o acima, resta reflexões necessárias e oportunas para o caso presente, visto que os escalados acima, foram convocados para atividade respectiva sem que previamente, fossem submetidos a provas de capacidade física e mesmo de conhecimento das Regras do Jogo de Futebol, o que torna, num primeiro momento, a indicação capaz de acarretar problemas sérios no decurso dos jogos em que forem escalados. Continuamos desta forma, a fazer o trajeto de sempre, isto é, designar árbitros que temerariamente se encontram sem as condições exigidas pela Fifa, para o exercício que deverão cumprir.
Este é um mal crônico no futebol brasileiro, desde a há muitos anos criticado sem que ocorressem a adoção de medidas adequadas para fixar no centro de uma partida de futebol, o homem mais importante da mesma, que é o árbitro.
Tudo indica que os críticos nesta área estão gritando no deserto e ouvido pelas suas dunas. Afirmado assim, deixa-se mais esta mensagem de advertência para quem de direito.
                                 Fotos: Divulgação


PS (1): será que o Dr. Carlos Alarcón, o dirigente máximo da arbitragem da Conmebol, compactuaria com o noticiado a respeito do trio de arbitragem brasileiro nas competições da Confederação Sul-americana de futebol? Pierluigi Collina, o manda-chuva dos árbitros da Uefa, escalaria nas competições daquela entidade árbitros que não realizaram os testes e privilegiaria estes mesmos árbitros até a 9ª rodada dos seus campeonatos? Angel Maria Llona Villar, o presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, designaria nas Eliminatórias do Mundial de 2014, no Mundial de Clubes ou na Copa das Confederações, árbitros que estão em descompasso com as normas da Fifa? Resposta: nunca. É por motivos como este e outros que desconhecemos, que, a arbitragem brasileira é questionada na sua qualidade e na sua idoneidade a cada rodada nas competição da CBF.
PS (2): Atlético, Coritiba e Paraná Clube estão reclamando do desempenho da arbitragem nacional, acusando-a de maltratar o futebol do estado do Paraná nas competições da CBF. Na verdade falta ao futebol paranaense representatividade junto a entidade que controla o futebol brasileiro. Representatividade que o Dr. Mota Ribeiro e o Dr. Haroldo Alberge exerceram com enorme sobriedade quando ocuparam o trono da FPF. De lá para cá o que se vê é um processo de decadência que parece não ter fim. Resta ao trio de ferro da capital se almejam serem "lembrados" na CBF, produzir um nome portentoso para quando 2014 chegar ou então continuar com o mais do mesmo.   

Árbitros assistentes adicionais vão continuar

Os árbitros assistentes adicionais vão continuar a ser utilizados nas competições de clubes da Uefa, na sequência da decisão do International Football Association Board (IFAB).

Árbitros assistentes adicionais vão continuar
Os árbitros assistentes adicionais em acção na final de 2012 da UEFA Champions League ©Domenic Aquilina.
A Uefa decidiu continuar com a utilização dos árbitros assistentes adicionais a partir dos jogos do "play-off" da Champions League de 2012/13, na fase de grupos da Europa League de 2012/13 e da SuperTaça Europeia de 2012.
Esta situação surge na sequência da decisão unânime, tomada no dia 5 de Julho, por parte do International Football Association Board (IFAB), no sentido de alterar as Leis do Jogo e autorizar a utilização desses árbitros adicionais, reconhecendo o apoio que por eles é dado no melhor ajuizamento dos lances, depois dos ensaios bem-sucedidos que foram efetuados, nos últimos anos, em várias competições.
Como parte dos testes, foram seis os árbitros que intervieram nos jogos – ao árbitro, dois assistentes e quarto árbitro, juntaram-se-lhes dois árbitros assistentes adicionais, posicionados ao lado da linha de baliza, cujo principal objetivo foi analisar as incidências na grande área.
A experiência teve início nos torneios de apuramento para a edição de 2008 do Campeonato da Europa  Sub-19. Foi depois implementada em todos os 144 jogos da fase de grupos da época 2009/10 da Uefa Europa League, bem como nas rodadas a eliminar e na final.
Após a decisão do IFAB, em Julho de 2010, os testes continuaram nos desafios da Champions League e da  Europa League nas temporadas 2010/11 e 2011/12. A SuperTaça Europeia de 2011 também contou com seis juízes e os assistentes adicionais também estiveram presentes na Eurocopa/2012.
No essencial, os árbitros assistentes adicionais fornecem mais dois pares de olhos na análise à partida e no assegurar do cumprimento das Leis do Jogo. Informam o árbitro de quaisquer incidentes que ele possa não ter visto, em especial em áreas mais sensíveis do relvado, como a grande área e as imediações. O árbitro continua a ser o responsável máximo pelo encontro e o seu único decisor.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

CBF ignora o mais importante


A arbitragem brasileira está vivenciando momentos difíceis neste 2012. A cada jogo da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, a capacidade, honestidade e imparcialidade dos árbitros são colocadas em cheque. Por que isto está acontecendo? Porque, mesmo sabendo com antecedência de que o  país Pentacampeão de futebol irá sediar a Copa das Confederações e a Copa de Mundo de 2014, a CBF não se preocupou até o presente instante em implementar um projeto de modernização de alto nível na arbitragem nacional. E, o que foi realizado até o momento, é pouco diante das exigências que cada árbitro  enfrenta a cada tomada de decisão nos jogos que apita.  
Projeto este que deveria ter como alvo principal a formação de dois trios de arbitragem de ponta para apresentar a Conmebol e a Fifa nas suas competições, sobretudo para a Copa do Mundo, e, por extensão, requalificar os demais homens de preto para os campeonatos que a CBF realiza.
 Mas isto não aconteceu e os problemas estão surgindo paulatinamente a cada partida  que a entidade que controla o futebol nacional patrocina. Falo isso porque tenho acompanhado a maioria dos jogos e o que se observa é uma seqüência interminável de equívocos de diferentes dimensões, com cada árbitro querendo fazer prevalecer nos jogos que apita, a sua interpretação e aplicação diferentemente do que está nas Regras do Jogo de Futebol.
Pois bem, na quarta-feira acontece em Curitiba a finalíssima da Copa do Brasil envolvendo Coritiba x Palmeiras, e ao invés de os atletas serem os principais protagonistas das discussões e do espetáculo, discute-se a qualidade e a credibilidade  da arbitragem escalada, que está no epicentro da decisão sob forte pressão em função do exposto acima. 
Diante do que se leu, resta ao bom árbitro Sandro Meira Ricci (foto/Fifa/PE) e aos assistentes Carlos Berkenbrok e Alessandro Rocha Matos, a dificílima missão de  desfocar as atenções que hoje está focada no trio de árbitros que vai laborar nesta partida, com uma atuação idônea, transparente e em consonância com as determinações da Fifa e do International Board, no que tange as regras.
PS: sentiu o leitor a força, o sentido e a preocupação da comunidade esportiva brasileira o que representa a omissão da CBF, no que diz respeito a gerar um período mais adequado no fim de “gerenciar” as arbitragens que como se sabe é o fator de importância decisiva para qualquer partida de futebol. No país esse setor vive o que conseguem realizar os árbitros por si próprios, eis que fossem depender da entidade nacional haveria uma graduação pior do que a média. É preciso dizer que chega o momento da CBF sem Ricardo Teixeira, criar algo parecido como a universidade das arbitragens. Caso isso não suceda, os sofrimentos perdurarão até um tempo que esgote a paciência do mundo da bola. Dito isso, nada mais a dizer.