segunda-feira, 26 de março de 2012

Raio-X da arbitragem

 Paulo Roberto Alves Júnior (foto), o árbitro de Atlético/PR 3 x 0 Cianorte  é um jovem em início de carreira e como todo o principiante comete equívocos na atividade que está desenvolvendo. Portanto, não pode ser exigido na sua plenitude.
Mas precisa ser orientado de que há circunstâncias numa partida de futebol, em que o diálogo deve ser deixado de lado e a aplicação do cartão amarelo ou vermelho é imperativa. Nesta mesma partida, o árbitro em tela equivocou-se em várias interpretações técnicas e disciplinares, o que poderia comprometer sua atuação, mas a superioridade do rubro-negro da Baixada encobriu essas deficiências. Esteve muito bem no posicionamento com a bola em jogo e no quesito físico sobrou em campo.
Entendo que o indigitado árbitro deve ser submetido a um processo de orientação, de acompanhamento, por pessoa qualificada no setor de arbitragens da FPF, objetivando corrigir as deficiências nominadas, o que irá qualificá-lo não só nas competições em âmbito local, como também para um futuro teste na  CBF.

Com que sistema eu vou?
A Fifa e o International Board decidem ao final da Eurocopa 2012, que será realizada na Polônia e na Ucrânia em julho próximo, qual dos dois sistemas eletrônicos, vencedores na reunião do último dia 2 de março do Board, irá ser implementado na Copa de 2014 no Brasil. Os dois sistemas foram escolhidos entre oito concorrentes. Para serem aprovados, tiveram de cumprir as exigências como a de que o aviso de gol deve ser emitido apenas para o árbitro até um segundo após a bola ultrapassar totalmente a linha de meta.
A Fifa entende que nas competições mais importantes como, a Copa das Confederações,  Copa do Mundo e o  Mundial de Clubes, a exigência da tecnologia se tornou indispensável.
Os dois sistemas que tem a preferência da Fifa foram criados para outros esportes. O Hawk-Eye (olho de falcão) foi introduzido no tênis em 2005. Posteriormente, foi incorporado ao críquete e ao rúbgi. Já o segundo sistema vencedor, o GoalRef apareceu na Dinamarca e implementado no Handebol, embora  ainda não tenha sido usado em nenhum torneio oficial desse  esporte. 

Como funciona o GoalRef: antenas especiais criam um campo magnético que cobre com exatidão a área delimitada pelas traves. Quando a bola inteira ultrapassa a linha do gol, o campo magnético se altera e o árbitro recebe a informação instantaneamente em seu cronômetro. A desvantagem dessa sistema, é que as bolas terão que sofrer modificações com a instalação de cinco anéis de cobre que vão interagir  com o campo magnético.

Como funciona o Hawk-Eye (olho de falcão): câmeras especiais de alta velocidade instaladas em ângulos cruzados atrás das traves produzem imagens que, analisadas por um computador, fornecem a exata posição da bola em relação a linha do gol. O sistema emite um sinal eletrônico para o cronômetro do árbitro ou para um ponto eletrônico no seu ouvido. A desvantagem aqui é que embora não exija modificações na bola, a instalação das câmeras especiais é caríssima e requer manutenção que nem todo  estádio pode oferecer. O olho de falcão já é utilizado no tênis, no críquete e no rúgbi.


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