sábado, 30 de julho de 2011

Leandro Vuaden fala sobre ação de Kleber no jogo contra o Flamengo

Árbitro disse que nunca apitou jogo em que não houve a devolução da bola quando isto era esperado pelo adversário                                              

Foto: Apito do Bicudo
(Vuaden ao centro)

Recentemente, houve uma grande especulação sobre a transferência do atacante Kleber, do Palmeiras para o Flamengo. O Gladiador havia feito apenas seis partidas pelo Verdão no Brasileirão, e caso entrasse em campo mais uma vez para defender a equipe paulista pela competição, não poderia mais atuar em outro clube no Brasileirão. O atacante ficou fora de algumas partidas e muita gente achava que o jogador estava negociando com o clube carioca. Porém, Kleber jogou a sétima partida com a camisa do Palmeiras, justamente contra o Flamengo.
No segundo tempo do jogo, um lance de bola ao chão e os jogadores do Flamengo esperavam que o atacante devolvesse a bola para a equipe rubro-negra, porém, Kleber não fez isso. O Gladiador pegou a bola, invadiu a área e chutou cruzado, buscando o gol. Logo, uma confusão estabeleceu-se em campo, com os jogadores do Flamengo partindo em direção ao atacante, irritados com tal atitude do jogador.
Com o fato, o atacante Kleber e o árbitro Leandro Vuaden foram denunciados pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O árbitro foi denunciado no artigo  266, por (deixar de relatar as ocorrências disciplinares da partida), enquanto Kleber no artigo 258, por "Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva". Em julgamento realizado nesta sexta-feira, dia 29 de julho, realizado pela Quarta Comissão Disciplinar do STJD, o árbitro recebeu uma advertência, enquanto o atacante foi absolvido.
Leandro Vuaden esteve presente no julgamento, e em seu discurso, afirmou que foi a primeira vez que viu, em um jogo que ele apitou, um lance como este, onde um jogador não devolve a bola ao outro time, quando os adversários esperam que isso aconteça. Os lances do chamado "Far Play" são comuns no futebol, mas a história aponta alguns lances em que isso gera alguma confusão.
O Far Play neste caso, acontece quando a bola é jogada para fora, o jogo é paralisado por algum motivo e após o recomeço da partida, a bola é entregue para a equipe que a detinha quando o jogo foi paralisado. Porém, alguns lances geram uma dupla interpretação e nem sempre uma equipe deixa a bola com a outra.

Fonte: Danilo Silveira - Justiça Desportiva

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os melhores assistentes

Foto: Apito do Bicudo
Hausmann e Braatz ladeados por Colina e Simon.
Recebo e-mails questionando o porquê deste colunista indicar apenas os melhores apitos, e não apontar os melhores árbitros assistentes do Brasileirão até o momento. Então vamos lá: analisando o conjunto de atribuições dos assistentes num jogo de futebol, a partir do posicionamento e trabalho em equipe que versa sobre o tiro de saída, o posicionamento durante a partida, no tiro de meta, quando o goleiro solta a bola de suas maõs, no tiro penal, nos momentos em que um gol é consignado, no tiro de canto, nos tiros livres (direto e indireto), nos sinais com a mão ou gestos, na técnica de deslocamento (os movimentos laterais), na utilização da bandeira eletrônica (bip), nos sinais de substituição, arremesso lateral para o atacante, arremesso lateral para o defensor, no tiro de meta, no tiro de canto, no impedimento, parte próxima do campo, no impedimento no centro do campo e impedimento na parte mais afastada do campo.


Na falta cometida por um defensor, na falta cometida por um atacante, na técnica de utilização da bandeira e trabalho em equipe, nas substituições, no posicionamento das faltas fora/dentro da área penal, nos confrontos coletivos, no contato visual com o árbitro em situações em que é necessário este tipo de visualização e na entrada em campo para auxiliar o árbitro na contagem dos 9,15 metros, os melhores são: Altemir Hausmann (Fifa/RS), Marcelo Bertanha Barison (CBF-1/RS), Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP) e Roberto Braatz (Fifa/PR).

Marcelo Henrique vem aí

Após brilhante participação nos jogos mundiais militares, inclusive apitou a final, o ótimo árbitro Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ), retorna a Curitiba no final de semana e no limiar da noite de domingo, comanda Atlético/PR x Santos/SP.

Tenho predileção pelo estilo de alguns árbitros em dirigir uma partida de futebol. E, o indigitado árbitro é um deles, porque exprime nas suas tomadas de decisões no campo de jogo (através de ações, gestos e palavras), ótima concentração, perfeito controle emocional, bom condicionamento físico, posicionamento impecável em campo, firmeza nas decisões, pleno domínio das regras do futebol e, acima de tudo, nos jogos que tenho observado, imparcialidade e muito entusiasmo. Condições sine qua non para que um árbitro realize uma ótima arbitragem.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Apito: essa gente vai longe

 Márcio Chagas da Silva
Se há um mérito que nem ninguém pode subtrair do presidente da CA/CBF, o professor Sérgio Corrêa da Silva, é a normatização do quadro de Árbitro/Asp/Fifa. Digo isso, porque que num pretérito não muito distante, esse quadro serviu de trampolim para árbitros malformados e prepostos de presidentes das federações estaduais. Com o estabelecimento de normas criteriosas de pré-seleção e de observação da CA/CBF, o quadro de Asp/Fifa está revelando nomes com um futuro auspicioso. Falo de gente fina como André Luiz de Freitas Castro (GO), Celio Amorim (SC), Luiz Flavio de Oliveira (SP), Márcio Chagas da Silva (RS), Wagner Reway (MT) e Wilton Pereira Sampaio (DF). O sexteto aqui nominado vem realizando ótimas arbitragens, num crescente extraordinário e a turma do andar de cima que coloque as barbas de molho. 
  Antonio Carvalho Schneider (Foto: Geraldo Bubniak)
PS: Além dos Asp/Fifa, dois nomes me chamam a atenção na Série A do Brasileirão este ano. Antonio Carvalho Schneider (CBF-1/RJ) e Jailson Macedo Freitas (CBF-1/BA). Se mantiverem o mesmo estilo de arbitragem e não se curvarem às exigências dos cartolas, a indigitada dupla vai longe.

Entrevista com Sérgio Pezzotta na revista Conmebol

 Os reconhecimentos chegaram no final da carreira. A final da Libertadores e a Copa América neste ano.
- O quê significa para você dirigir esta final de Libertadores entre Santos e Peñarol?
- É uma honra que tenham pensado em mim, sobretudo porque este ano, sabendo que pela idade o último torneio que podia dirigir era a Copa América, tinha apontado a isso, e graças a Deus houve a possibilidade de ser designado. E, além disso, a satisfação de terem me escolhido para este Santos x Peñarol. Na verdade foi toda uma surpresa!
- Quantos jogos da Libertadores teve este ano?
- Vários, foram sete no total. Deviam ser sete. Estava designado para dirigir o Inter de Porto Alegre, mas justo nesse dia tive que arbitrar um jogo suspenso na Argentina e tiveram que me substituir. Foi uma das Copas Libertadores – junto com a de 2007 – que mais jogos apitei. (Entre esses 6 que menciona, Pezzotta teve ao seu cargo o único jogo em que o Santos perdeu: 3 x 2 ante o Colo Colo, em Santiago).
- Quando você se aposenta da arbitragem?
- No dia 31 de dezembro de 2012. Vou ter 46 anos.
- Você se encontra em um bom momento?
- Sim, e muito disso tem a ver a parte psicológica. Faz um tempo que estou trabalhando com este tema. O fato de morar em Rosario me dá a
possibilidade de armar uma equipe individual de trabalho. Conto com um preparador físico, um fisioterapeuta, um nutricionista e uma psicóloga. A partir do período 2003/2004 comecei a trabalhar com este grupo, que foi se armando com o correr do tempo. E creio que grande parte do crescimento que tive ao longo destes anos eu devo a esta equipe que precisamente tenho armado. Isto ajuda muito. Mais além do físico, ajuda com o psíquico, que tem a ver com a tarefa que nós árbitros desempenhamos dentro do campo de jogo.
- Há 40 anos atrás se um árbitro dissesse que contava com uma equipe pessoal com preparador físico, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, pareceria ficção científica …
- Isto tem muito a ver com o profissionalismo do futebol. Não se pode ficar à margem diante dos fatos que foram sucedendo nos últimos  anos. Tem que se preparar como as equipes fazem.
- Nota-se que através de todo este trabalho, com este grupo, melhorou muito, se sente outro árbitro?
- Com certeza. Quando cheguei no futebol profissional tinha uma certa falta de experiência e essa experiência fui construindo dirigindo as equipes. Estreei aos 32 e aos 33 fui internacional.
- É o primeiro árbitro rosarino em dirigir uma final da Copa Libertadores?
- Sim e representar a todos os meus companheiros do interior é um privilégio. Baldassi é de Córdoba, mas ele mora em Buenos Aires e fez toda sua carreira ali. Na verdade, é uma grande honra. Três árbitros de Rosario surgiram nos últimos tempos: Claudio Martín, já aposentado, Saúl Laverni e eu.
- Nunca dirigiu um Rosario Central x Newells?
- Não, pelo fato de ser rosarino e por uma questão de segurança não posso arbitrá-lo. Nenhum rosarino dirigiu esse clássico. Para mim sempre foi uma conta pendente o fato de ter dirigido os melhores clássicos argentinos e não o da minha cidade. O povo é muito passional em Rosario.
- O que esperava do jogo Santos x Peñarol?
- Passar o mais inadvertido possível. O importante nestes casos é estar tranquilo, frio. E que seja um espetáculo para as pessoas. Esta partida é vista por milhões de pessoas. Além das equipes implicadas, atrai o torcedor neutro e bom, que a gente possa desfrutar.
- Quando entra em campo, qual é o seu máximo objetivo como árbitro?
- Demonstrar serenidade. Creio que o árbitro deve transmiti-la ao jogador porque quando este confia no que está fazendo, tudo fica muito  mais simples. É uma tarefa de convencimento. Convencer o jogador do que se está sancionando. Penso que isso lhe dá experiência. Em  campo falo o necessário. Não sou de dialogar muito. Uma palavra no devido tempo evita uma sanção e o jogador finalmente reconhece. O  jogador está a mil por hora e o juíz tem que demonstrar mais serenidade.
- Que outros aspectos te preocupam?
- Obviamente, acertar o máximo possível. Provoca-me muita dor o equívoco. A maioria dos equívocos formam parte de uma desconcentração ou de uma má colocação dentro do campo de jogo. Creio que estar concentrado e bem colocado diminui a margem de  erro, sempre algo pode escapar, porque o jogo é rente ao piso e há 22 pessoas que se movem constantemente.
- Que recomendações você dá à Comissão de Árbitros da CONMEBOL?
- Estar atento às simulações. E o tema do jogo brusco é importantíssimo. A Copa Libertadores em seus inícios se caracterizou pelo jogo  violento. Com a intervenção da TV neste torneio e a todo o futebol, esse nível de violência abaixou. A premissa da Comissão é reduzir a violência.
SERGIO FABIÁN PEZZOTTA
Nascimento: 28 de novembro de 1967, Rosario, Argentina
Trajetória profissional:
- Estreia na 1a. División: Talleres 1 x 0 Estudiantes (05/04/1999)
- Estreia como árbitro internacional: Atlético Paranaense x Emelec (2000)
- Atuou nos Sulamericanos Sub-17 (Venezuela 2005), Sub-20 (Paraguai 2007), Copa América (Venezuela 2007, México 2 x 0 Brasil, Brasil 1 x0 Equador, México 6 x 0 Paraguay) e Copa Libertadores.

Fonte: Revista Conmebol (tradução) - Refnews
Autor: Jorge Barraza

terça-feira, 26 de julho de 2011

Entrevista do novo chefe do Departamento de Arbitragem da Fifa

Arbitragem algarvia

"O lance de Busacca", "A partida do número 1", "Busacca surpreende com a mudança", "Busacca muda de lado", "Busacca revoluciona carreira": essas são algumas das manchetes publicadas logo depois da decisão do melhor árbitro suíço de aceitar o convite da organização desportiva.
Em entrevista à swissinfo.ch, o suíço de 42 anos levanta a perspectiva de incluir mais dois árbitros adicionais aos jogos durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. No entanto, a solução do quinta e sexto árbitro precisa ainda ser testada na Eurocopa de 2012 na Polónia e na Ucrânia. Busacca só consegue imaginar a utilização de câmaras nas linhas do gol.

swissinfo.ch: Abandonar o posto de árbitro activo surpreendeu e causou irritação. O recém-saído chefe de árbitros Urs Meier chegou a declarar-se chocado. Você se surpreendeu com essas reacções?
Massimo Busacca: Não muito, mas é uma honra para mim escutar que o Busacca era importante ou que o Busacca tinha qualidade. Se não fosse isso, a surpresa seria seguramente menor. As pessoas perguntam-se a razão por abandonar a minha carreira três anos antes de concluí-la. Eu decidi aceitar esse cargo de chefe dos árbitros na FIFA, pois ele me dá grandes possibilidades. Assim posso continuar actuando na área de arbitragem, que eu sempre amei. Sobretudo posso assim transmitir minha experiência de 22 anos de carreira aos outros árbitros. Não é uma despedida, mas sim apenas um simples adeus.
Tenho de agradecer a Deus e à minha mulher pela minha carreira, ao qual me sacrifiquei por todos esses anos. Também agradeço ao meu empregador (o cantão do Ticino), que sempre dizia  "Massimo, pegue o dia livre, você pode ir". Mas exactamente agora no final não era sempre fácil conjugar o emprego com a actuação de árbitro.

swissinfo.ch: Você defende a ideia de árbitros profissionais na Suíça, como o chefe dos árbitros, Urs Meier, já reivindicou?
M.B.: Na minha cabeça eu sempre fui um profissional, mesmo sem o apoio profissional da federação. Meu lema era: "Se você quer alcançar algo, é preciso se sacrificar e então vêm os resultados". Eu
só pude dar esse desempenho e qualidade, pois sempre submeti a minha vida às exigências do trabalho de árbitro. Durante todos esses anos eu reduzi a minha carga de trabalho para poder me preparar seriamente aos jogos.
Minha decisão, que foi bastante pensada, não tem nenhuma relação com a saída de Urs Meier. Eu me distancio da polémica. Prefiro continuar dando uma contribuição positiva. Por isso aceitei essa nova tarefa.

swissinfo.ch: A partir de agosto, como chefe dos árbitros da FIFA, você será o mais importante árbitro do mundo. Qual será realmente o seu trabalho?
M.B.: Assim como o treinador de uma equipe de futebol, eu serei o treinador dos árbitros. Eu terei de analisar juntamente com essa equipe o que podemos melhorar.

swissinfo.ch: Os jogos ficam cada vez mais rápidos. Árbitros na linha do golo já actuam na Liga dos Campeões depois de terem participado do campeonato europeu. A Copa do Mundo de 2014 no Brasil também terá o quinto e sexto árbitro?
M.B.: Ainda é muito cedo para dar uma resposta, mas nós iremos fazer tudo para que, em 2014, os espectadores de todo o mundo possam ter um fantástico campeonato. A tentativa com os árbitros de linha de gol não foi das melhores no início. Porém, na Liga dos Campeões neste ano, a actuação dos dois árbitros adicionais foi um grande sucesso. Por isso esses testes irão continuar.
Na Eurocopa de 2012 na Polónia e na Ucrânia iremos ver, pela primeira vez, como os seis árbitros saem em um grande campeonato. Se a avaliação dos testes for positiva, iremos utilizar os árbitros de linha de gol na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

swissinfo.ch: Depois de várias decisões polémicas de árbitros durante a Copa do Mundo na África do Sul há um ano, aumentaram as exigências de provas de vídeo. Qual a sua opinião sobre o tema?
M.B.: Eu sou contra. Nós falamos do quinto e sexto árbitro. Eu estou convencido que essa é uma boa solução para avaliar melhor uma situação. Existem duas discussões: nós precisamos ter 100% de confianças nas pessoas. Nós temos confiança nos grandes jogadores, que fazem de tudo pelo sucesso das suas equipes e, por isso, ganham muito dinheiro. Mas também as estrelas cometem erros e nós aceitamos isso.
Porém, não queremos aceitar que um árbitro, que em cada jogo precisa tomar inúmeras decisões, cometa erros. E para diminuí-los, temos hoje o apoio adicional de um árbitro de linha de golo e até de uma câmara na trave. Em relação a outras situações do jogo, sou estritamente contrário à utilização de câmaras.
Assim como os jogadores, também os árbitros têm de lidar diariamente com futebol, sejam eles profissionais ou não. No papel alguém pode ser um profissional, mas apitar ruim.
A profissionalização está focada, em primeira linha, na qualidade. Para os árbitros, isso significa que eles recebem muito mais tempo para se preparar. Isso inclui o estudo das análises de vídeo, assim como do intercâmbio contínuo com a equipe de árbitros.
Mas precisamos abandonar a exigência de um árbitro que não cometa erros. Para descartar as falhas, precisamos trocá-lo por uma máquina programada. Mas eu estou convencido que essa possibilidade significaria o fim imediato do futebol.

swissinfo.ch: A idade limite dos árbitros é de 45 anos. Não seria melhor ter mais flexibilidade para manter os mais capazes?
M.B: Um efeito do bom trabalho: os árbitros poderiam ser cada vez mais exemplo para os jovens. É como na equação: "Quando melhor qualidade no cume, melhor qualidade vem da base".

Fonte: Arbitragem algarvia/swissinso.ch - Refereetip

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ivete Sangalo encabeça noite repleta de estrelas

(FIFA.com)
Ivete Sangalo encabeça noite repleta de estrelas
Getty Images

O Sorteio Preliminar da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 já conta com uma vasta lista de presenças ilustres entre os representantes das 166 seleções participantes, as dezenas de convidados especiais e a equipe de assistentes para o sorteio – que reúne nomes de toda história do futebol brasileiro, de Zagallo a Ronaldo; de Zico a Neymar.

Mas, como um dos primeiros grandes passos da Copa do Mundo da FIFA, o evento do próximo dia 30 de julho é algo que transcende o futebol. O planeta todo estará de olho no Rio de Janeiro e verá a emoção da definição das eliminatórias dividindo o palco com uma das grandes riquezas do Brasil: sua música.

As atrações de primeira são muitas e começam pela artista brasileira que mais tem levantado multidões mundo afora, Ivete Sangalo. Vivendo ainda o furor causado pelo lançamento recente do DVD “Multishow Ao Vivo – Ivete Sangalo no Madison Square Garden”, a cantora e sua coleção inacabável de hits vão animar a festa na Marina da Glória.

"A expectativa é grande!”, conta a cantora, que tem mais de 5 milhões de CDs e DVDs vendidos mundo afora. “Posso sentir a pulsação dos corações dos torcedores em todo o mundo. É uma honra estar mais uma vez ligada a um esporte com essa magnitude.”

A lista de artistas inclui um dos nomes de maior sucesso internacional na história da MPB, Ivan Lins, músico e compositor com mais de 30 anos de carreira e o primeiro brasileiro a receber o prêmio de Álbum do Ano no Grammy Latino, em 2005, com “Cantando Histórias”. Isso além do pianista e compositor Daniel Jobim, neto e herdeiro musical legítimo de ninguém menos do que Tom Jobim, e de Ana Carolina, uma das grandes cantoras brasileiras reveladas na última década.

E há ainda um lindo exemplo de integração social por meio da música de qualidade com a Orquestra Sinfônica Heliópolis, uma iniciativa do Instituo Baccarelli que desde 1996 – ano de um trágico incêndio na comunidade de Vila Heliópolis, em São Paulo – reúne como alunos integrantes de famílias de baixa renda, que recebem bolsa auxílio para que possam se dedicar à música.

Para conduzir toda a festa, foram escolhidas duas figuras mais do que conhecidas da audiência brasileira: Tadeu Schmidt, um dos apresentadores do Fantástico, da Rede Globo, e a atriz e apresentadora Fernanda Lima.

O Sorteio Preliminar é o primeiro passo de fato da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, já que nele serão decididos os grupos das eliminatórias de cinco regiões: África, Américas do Norte, Central e Caribe, Ásia, Europa e Oceania. A fase classificatória da América do Sul é disputada em formato de turno e returno e, portanto, não necessita de sorteio.

Raio-X da arbitragem

Em entrevista coletiva concedida à mass media internacional, na sua posse como novo comandante de Arbitragem da Fifa, na semana que passou, o ex-árbitro/Fifa Massimo Busacca, questionado sobre os principais atributos de um bom árbitro, respondeu: um bom árbitro necessita ser equilibrado, inteligente, frio, imparcial, às vezes educado e polido, dependendo das circunstâncias, porém, às vezes, duro e enérgico, na condução de uma partida. Além disso, afirmou Busacca: tem que possuir aptidão natural, talento e sorte. E, por derradeiro, pleno conhecimento e profundo discernimento das Regras do Jogo de Futebol, pois de boas interpretações e aplicações dependerá o sucesso da sua arbitragem.
Diante do elencado acima, os árbitros que laboraram na 11ª rodada do Brasileirão na Série A, Felipe Gomes da Silva (CBF-1/RJ), Jailson Macedo Freitas (CBF-1/BA), Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP), Alício Pena Júnior (Especial/MG), Celio Amorim (Asp/Fifa/SC), Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS), Wilton Pereira Sampaio (Asp/Fifa/DF), Heber Roberto Lopes (Fifa/PR), e os apitos Marcelo Aparecido de Souza (CBF-1/SP) e Francisco Carlos Nascimento (Asp/Fifa/AL), que atuaram
na 12ª rodada da Série B, desenvolveram ótimas arbitragens. Acrescente-se ainda, que os indigitados árbitros demonstraram ótima coordenação psicomotora(agilidade, destreza e flexibilidade raciocínio), e apurada acuidade visual.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Paulo Cesar, o melhor

 É fato que inexiste qualquer contestação: que a função do árbitro de futebol é uma arte e não uma ciência, pelo que decorre o fato de que o mesmo árbitro  em duas partidas  seguidas pode ter comportamentos antagônicos, embora possua amplos conhecimentos das Regras do Jogo de Futebol.

Ciência é exata para exemplificar  2 x 2  por mil vezes seguidas e sempre será um único resultado: 4. Infelizmente quanto ao árbitro não se aplica o mesmo senso científico, pois, é uma arte e assim o seu protagonista está sujeito a altos e baixos, toda vez que seja personagem de um espetáculo de futebol.

Voluntariamente expressamos a presente introdução, para afirmar aos nossos internautas, que estamos respeitosamente divergindo da escolha de Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa/SP), como o árbitro nº 1 do Ranking, da CA/CBF, como consta na Circular nº 16 de 28 de junho do ano em curso.

No nosso entendimento, Sálvio Spínola é profissional capaz, eficiente e digno de elogios, inclusive será o árbitro da final da Copa América, entre Paraguai x Uruguai. Porém, para quem compartilha o labor dos árbitros no dia a dia, como é o nosso caso, a CA/CBF não pesou o melhor quilate técnico dos demais concorrentes a essa honorificação, que equivale ao apito número um do país.

Num tempo de matemática e notas pertinentes, em nossa agenda concluímos  que, proporcionalmente Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP), é o melhor árbitro do futebol brasileiro na atualidade, entre os que apitaram nos últimos anos e entre aqueles que estão na nominada circular.

Longe estamos de alterar os extremos  da verdade, pois a nossa admiração pelos indigitados árbitros, fixa-se num mesmo plano. Mas, nossa consciência refletiu-se por Paulo Cesar de Oliveira. Eis que pequenos detalhes (técnicos, físicos, psicológicos e táticos) em nosso entendimento de PC, superam o seu colega Sálvio Spínola Fagundes neste momento. 

Mas para que não ocorra neste articulado qualquer sentimento de desviar o valor da arbitragem nacional e a escolha  da CA/CBF, explico: tivemos a oportunidade de propor este pronunciamento, porque vivemos numa democracia em que a liberdade de expressão é incondicional. 

Simon: somos os pobres da bola

O árbitro deve buscar sempre a verdade e a justiçaCarlos Eugênio Simon
“Opa, muito bacana e fico muito feliz em saber que essa entrevista também será lida pelo povo russo, um povo de luta e tantas lições sociais prestadas à humanidade”, despejou, visivelmente envaidecido, o ex-árbitro da FIFA Carlos Eugênio Simon, hoje um homem realizado profissionalmente. Nem poderia ser diferente. Nos 27 anos em que se dedicou à arbitragem de futebol, ele conquistou as maiores glórias possíveis na profissão: integrou o quadro FIFA, apitou inúmeros jogos, inclusive finais de competições regionais, nacionais e internacionais e, galardão maior, trabalhou nas Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 – feito raro no futebol mundial e inédito entre arbitragem brasileira. Nascido no município de Braga (RS) no dia 3 de setembro de 1965, Simon formou-se jornalista pela PUC-RS em 1991 e é Pós-Graduado em Ciência do Esporte com especialização em Futebol. É casado e pai de quatro filhos. Para especial satisfação dos árbitros gaúchos, foi presidente do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Rio Grande do Sul – SAFERGS – de 2006 a 2009, realizando uma administração dinâmica e inovadora, especialmente no âmbito da comunicação. Por ter atingindo a idade limite de 45 anos abandonou o apito em 2010, depois de receber uma aclamação consagradora dos torcedores presentes no estádio do Engenhão, na final do Campeonato Brasileiro entre Fluminense e Guarani. Afastado dos gramados recebeu dois convites de trabalho, prontamente aceitos. O primeiro foi para ser Instrutor de Árbitros da FIFA e o segundo, por parte do Governo do Rio Grande do Sul, para ser o Coordenador Executivo do Comitê Gestor da Copa do Mundo no RS. Nesta entrevista exclusiva concedida aos jornalistas José Edi e Moah Sousa para o jornal Marca da Cal, órgão oficial do SAFERGS, ele fala sobre a carreira recém encerrada, as ideias acerca do futuro da arbitragem de futebol e os novos desafios que tem pela frente. O encontro aconteceu na tarde do dia 3 de junho, no gabinete de Simon no prédio do Centro Administrativo do Estado, em Porto Alegre.
Carlos Eugênio Simon

Como estás te sentindo como um árbitro aposentado?
Tem sido difícil. Apitei 27 anos e 27 anos não são 27 dias ou 27 meses. Tenho até evitado ver jogos pela televisão, por que bate aquela saudade, aquela vontade de estar dentro de campo. Mais recentemente trabalhei como observador de arbitragem e passei rapidamente nos vestiários, vi o pessoal se preparando para o jogo. Dá saudade. Eu me preparei para sair. Todo o árbitro de futebol que começa, sabe a idade com que vai encerrar a carreira. Quando eu comecei, a idade para sair era 50 anos. Hoje é 45, amanhã pode ser 42. Mas, enfim, existe uma idade limite a partir da qual o árbitro não pode mais apitar. Há pouco tempo recebi um e-mail do presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Nota da redação: Sérgio Corrêa), informando que a minha média nos 26 jogos que participei no Campeonato Brasileiro de 2010 foi 9.5, de acordo com a avaliação dos observadores da CBF. Foi um ótimo resultado. Considero que encerrei a carreira de forma extraordinária. Além da Copa do Mundo, apitei três finais de campeonato – Supercopa (Estudiantes X LDU), Copa do Brasil (Santos X Vitória) e Campeonato Brasileiro (Fluminense X Guarani). Só não apitei a final da Sul-Americana porque havia uma equipe brasileira envolvida (Goiás X Independiente). Pela mesma razão também não apitei a final da Libertadores entre Internacional X Chivas. Das cinco finais, três eu apitei. Creio que desempenhei meu papel muito bem.

Fala um pouco sobre o teu caminho profissional depois de largar o apito.
Fui convidado por algumas grandes redes de televisão para ser comentarista de arbitragem. Sempre estive e continuo vinculado à arbitragem. Quando em janeiro a FIFA me convidou para ser Instrutor de Árbitros FIFA eu aceitei imediatamente. Este era um sonho meu. A autoridade máxima em arbitragem no Brasil, no âmbito da FIFA, sou eu. Na América Latina somos três, eu o colombiano Oscar Ruiz e o mexicano Carlos Chandia. Assim, diante deste convite, eu disse não à imprensa – rádio, televisão e jornal. Optei por ficar ligado à FIFA desempenhado a função de observar árbitros em jogos internacionais – por exemplo, no jogo entre Barcelona X Manchester, final da Liga dos Campeões da Europa, fiz um relatório e encaminhei à FIFA. Mais recentemente, em abril, o governador Tarso Genro convidou e eu aceitei ser o Coordenador Executivo do Comitê Gestor da Copa do Mundo no Rio Grande do Sul.

Como estás encarando mais este desafio?
Estou muito entusiasmado. Tenho trabalhado com muita transparência e honestidade. Digo sim quando é sim e digo não quando é não. A Copa no Brasil é do Brasil, com as nossas limitações, com as nossas desigualdades sociais, com tudo o que o país tem de bom e ruim, com toda a sua diversidade. O Brasil é um país extraordinário, tem um povo trabalhador, alegre e simpático – tudo isto tem que ser mostrado. E principalmente o nosso estado. Cansei de ouvir na Europa que o Brasil é o Rio de Janeiro. Quando tu aprofunda a conversa um pouco mais, reconhecem que existe o Nordeste e, no máximo o Pantanal. Ou seja, lá fora a Região Sul não existe. Vamos mostrar que Rio Grande do Sul é um estado extraordinário com suas diversas etnias, com uma ótima gastronomia e belíssimas paisagens. Isto precisa ser mostrado e é para isto que estamos trabalhando. O Brasil tem condições de organizar uma bela Copa do Mundo.

Tu és contra ou a favor do uso da tecnologia para auxiliar a arbitragem?
Em alguns aspectos, sou favorável ao uso da tecnologia no futebol. A bandeira eletrônica, que já existe há algum tempo, o placar eletrônico através do qual o quarto árbitro informa as substituições, o ponto eletrônico, que permite uma melhor comunicação entre árbitros e assistentes. Agora, estão propondo um chip na bola. Sou a favor, mas desde que seja inteiramente confiável. Tanto no futebol como na vida, sou pela justiça e a verdade. E nada mais justo que um lance em que a bola que transpôs a linha do gol seja consignado como gol. Estamos na era moderna. É impossível viver sem a tecnologia.

Com tantas interferências, o futebol não correria o risco de perder encantos?
Um dia destes o meu filho mais novo, o Ramirinho, me perguntou: “ô pai, como é que vocês conseguiam viver sem controle remoto?” Esta é a realidade da nossa sociedade. O futebol não pode ficar alheio à tecnologia. Alguns dizem que ela poderia tirar a magia do futebol, acabar com a discussão. Não, certamente surgirão outros motivos para discussão. Racionalmente falando, não existe nada pior do que perder uma partida de futebol por causa de um erro do árbitro. Isto não é bom. O futebol hoje é um grande negócio. O que puder contribuir para melhorar a arbitragem é bem-vindo. No entanto, faço questão de registrar que sou contra o uso das imagens de televisão como recurso para esclarecer dúvidas.


O que achas do uso de mais dois árbitros assistentes próximos às balizas?
Sou favorável porque amplia o mercado de trabalho, mas acho que vão continuar acontecendo erros, porque o erro faz parte da condição humana. No último Campeonato Carioca já aconteceu. O árbitro que estava atrás da goleira assinalou gol e a bola não entrou. Árbitros e assistentes são seres humanos e, como tal, passíveis de erro.

Não haveria também o risco destes assistentes extras minarem a autoridade do árbitro, quando, por exemplo, no momento de decidir se uma bola entrou ou não entrou?
Na busca da justiça e da verdade não há lugar para a vaidade. Temos que estar sempre em busca da justiça. Se mais pessoas puderem ajudar o árbitro, melhor. O árbitro não é o dono da verdade.

No grande negócio do futebol, os árbitros são os que menos ganham. A profissionalização da arbitragem poderia alterar este quadro?
É fundamental. Não tem cabimento manter o árbitro na condição atual, quase um semi-amador. Sempre defendi a profissionalização. Isto significa, na minha visão, proporcionar condição técnica e psicológica, acompanhamento por fisioterapeuta, preparador físico e médico. Hoje o árbitro é um solitário. Na máquina do futebol, a engrenagem mais fraca é o árbitro. O árbitro precisa ter esta consciência e saber que isto só vai mudar com a participação dele no sindicato, na associação nacional. Não tem outra saída que não seja um sindicato forte e combativo e não se faz um sindicato forte e combativo sem uma militância aguerrida. Aqui no RS temos uma estrutura boa, sólida, com sedes próprias. A participação e a conscientização da categoria são fundamentais até para poder chegar e dizer: “olha daqui em diante as coisas tem que mudar, não aceitamos mais esta situação”. Se existe um abnegado no mundo do futebol, este é o árbitro. Muitos estão no mundo do futebol por causa do dinheiro. O árbitro não. Quando tu falas quanto um árbitro ganha, as pessoas riem. Aqui no Brasil a arbitragem é honesta, transparente, correta. E muitas vezes serve de válvula de escape do dirigente incompetente, do técnico que escala mal, do jogador que erra um gol feito, do goleiro que toma um frango e de pseudos jornalistas que estão a serviço dos grandes clubes, e, diante do insucesso de suas equipes, resolvem sentar o pau no árbitro.

Qual o momento mais marcante da tua carreira?
Foi a final do Campeonato Brasileiro de 1998, entre Cruzeiro e Corinthians. Apitei o primeiro jogo no Mineirão (2 a 2). O Luciano de Almeida apitou o segundo em São Paulo e au apitei o terceiro. O Corinthians venceu por 2 a 0 e foi Campeão Brasileiro. Trabalharam comigo os assistentes José Carlos Oliveira e o Jorge Paulo de Oliveira Gomes. O trabalho da arbitragem foi considerado nota 10, pelos comentaristas de arbitragem e a imprensa esportiva em geral. Era o meu segundo ano como árbitro FIFA. Foi um momento chave na minha ascensão profissional. Depois, claro vieram as Copas do Mundo, momentos também muito significativos. E por fim, o último jogo, a final do Campeonato Brasileiro 2010, no Engenhão, Fluminense X Guarani), que igualmente me deixou muito emocionado.

Este foi um dos raros jogos em que o árbitro foi aplaudido.
Na verdade fui ovacionado pelo estádio. Não poderia ter melhor reconhecimento depois de 27 anos de carreira. Foi de arrepiar sentir o Engenhão todo me aplaudindo.

Um recado para as novas gerações
Uma coisa da qual me orgulho muito é a minha passagem pelo Sindicato. Um árbitro da FIFA ser presidente de Sindicato é algo muito raro não só no Brasil, mas no mundo todo. Eu, do início até o fim da carreira, sempre me fiz presente nas atividades e organismos representativos dos árbitros de futebol. Contribui para a arbitragem atuando dentro de campo e também fora dele, envolvido em questões que objetivavam melhorar as condições de trabalho dos árbitros. Acho importante salientar a todos os árbitros a importância da participação no movimento sindical, independente da sua posição no ranking da arbitragem e do seu posicionamento político-partidário. Numa época bem menos tolerante do que hoje, nunca abri mão dos meus princípios e mantive fidelidade à minha ideologia e nem por isto deixei de atingir o topo da arbitragem mundial, qual seja fazer parte do quadro FIFA e participar de três Copas do Mundo. Conheço vários casos de árbitros que abriram mão de suas convicções pensando que assim iriam se sobressair na arbitragem e não chegaram a lugar nenhum. Temos que agir de acordo com o que manda a nossa consciência. Em primeiro lugar, o árbitro deve ser honesto consigo mesmo dentro e fora de campo.

Carlos Eugênio Simon
 Agora, pra terminar, um recado para o povo russo.
Infelizmente durante minha carreira não tive a oportunidade de conhecer a Rússia. O conhecimento que tenho da nação e da história russa foi adquirido através de leituras e também das conversas que tive com o amigo Wladimir Irmatov, um grande árbitro, pessoa correta e dedicada, com quem convivi na Copa da Alemanha em 2006. Confesso que conhecer a Rússia é um sonho acalentado desde que comecei a participar da vida sindical no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, época em que li o livro do jornalista americano John Reed - Os 10 dias que abalaram o mundo -, que relata os fatos que culminaram na Revolução de 1917. Tenho uma admiração especial pelo povo russo, que deu à humanidade grandes líderes socialistas, como Lênin e Trotski, e escritores de envergadura humanística como Tolstói, Dostoievski, Gorki e Maiakovski, o poeta da revolução, entre muitos outros. No momento em que tenho oportunidade de falar à população russa através da internet, saúdo os companheiros repetindo a observação certeira de Vladimir Ilych Lenin: "a verdade é revolucionária". Não nos esqueçamos também que a vodka é russa. A todos, o meu abraço fraterno.
Carlos Eugênio Simon

Carlos Eugênio Simon and Pele

Carlos Eugênio Simon


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sálvio Spínola apita a final da copa América

 Foto: Apito do Bicudo
O árbitro paulista Sálvio Spínola Fagundes Filho foi o escolhido pela Conmebol para apitar a final da Copa América 2011 na Argentina, onde se enfrentam Uruguai e Paraguai, no próximo domingo (24), no estádio Monumental Antonio V. Liberti, de Buenos Aires. Oriundo de Urandí, estado da Bahia, Sálvio, de 42 anos, é advogado e economista. Em sua carreira internacional apitou partidas das Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo de 2010, o Mundial Sub-17 na Coréia em 2007, o Sulamericano Sub-20 a Venezuale em 2009 e a Copa Libertadores e Copa Sulamericana. Tem experiência de sobra na bagagem. Sálvio se tornou parte do quadro da FIFA em 2005 e é a primeira vez na Copa América, onde comando Argentina x Colômbia e Chile x Peru. Um brasileiro não comandava uma final de Copa América desde 1993, com Márcio Rezende de Freitas. Wilmar Roldán, da Colômbia, estará a cargo da partida que decide terceiro e quarto colocados, entre Peru e Venezuela. Confirma a escala de árbitro para as partidas finais:  
Uruguai x Paraguai – Final Copa América 2011
Buenos Aires, 24/07/2011 – 16:00hs.
Árbitro: Sálvio Spínola (BRASIL)
1o. Árbitro assistente: Márcio Santiago (BRASIL)
2o. Árbitro assistente: Francisco Mondría (CHILE)
4º Árbitro: Enrique Osses (CHILE)  
Peru x Venezuela – 3o/4o colocados da Copa América 2011
La Plata, 23/07/2011 – 16:00hs.
Árbitro: Wilmar Roldán (COLÔMBIA)
1o. Árbitro assistente: Humberto Clavijo (COLÔMBIA)
2o. Árbitro assistente: Luis Alvarado (EQUADOR)
4º Árbitro: Carlos Vera (EQUADOR)
Fonte: Refnews

PS: 
a indicação do árbitro  Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa/SP) é meritória. Mas nos remete a refletir  duas situações que envolvem alguns  árbitros brasileiros. Há árbitros que quando atuam em competições da CBF, adotam critérios de interpretação e aplicação das Regras do Jogo de Futebol de forma diferenciada das que praticam nas competições da Conmebol.  Sálvio Spínola Fagundes Filho, que realiza uma excelente Copa América e seu compatriota Wilson Luiz Seneme, são dois exemplos de árbitros  que espelham com exatidão o aqui mencionado. Resta saber quais são os motivos que "obrigam" os indigitados apitos a agirem de forma diferencida nas tomadas de decisões quando atuam em partidas efetivadas em solo brasileiro.

9 empresas registradas para teste de linha de gol

(Fifa.com)
9 empresas registradas para teste de linha de gol
Foto-net

Encerrado o prazo definido pela FIFA e pela International Board, nove empresas se cadastraram para a primeira fase de testes das tecnologias de linha do gol (GLT, na sigla em inglês). Todas as empresas participantes são da Europa.

O primeiro período de testes, definido na 125ª Assembleia Geral Anual da Board no início deste ano no País de Gales, ocorrerá entre setembro e dezembro de 2011. A tecnologia de cada empresa será examinada conforme uma ampla gama de critérios, tanto à luz do sol quanto com iluminação artificial.

Os testes aprovarão ou reprovarão cada tecnologia no que se refere ao reconhecimento de arremates a gol sem goleiro, com exigência de 100% de precisão, e com avaliações de precisão em condições estáticas e dinâmicas, com um mínimo de 90% na primeira fase.

Também serão examinadas as transmissões dos sistemas de GLT à arbitragem em caso de gol — é necessário que o relógio do árbitro receba uma vibração e um sinal digital. A indicação deve obrigatoriamente ser recebida em qualquer lugar onde o juiz esteja posicionado em campo ou dentro das áreas técnicas.

O Laboratório Federal Suíço de Ciência e Tecnologia de Materiais (EMPA) realizará os testes independentes de todos os sistemas de GLT cadastrados. A FIFA e o EMPA trabalharão em conjunto com as empresas participantes para a definição do cronograma da primeira fase de testes.

Os resultados serão apresentados em um relatório a ser compilado pelo EMPA para a Assembleia Geral Anual de 2012 da International Board, marcada para 3 de março de 2012 em Londres. A segunda série de testes será realizada entre março e junho de 2012.

Os resultados de ambos os estágios serão apresentados na metade do próximo ano por meio de um relatório completo do EMPA em uma reunião especial da Board, quando o futuro dos sistemas de GLT no futebol será finalmente decidido.

Tecnologia na linha de gol em testes

A Fifa e o International Board anunciaram nesta quinta-feira ter aceitado as propostas de nove empresas europeias para a tecnologia para a linha de gol, para a primeira fase de testes feitos pelos dois organismos.

O primeiro período experimental, que foi definido no início do ano na 125.ª reunião anual do International Board, no País de Gales, vai ocorrer entre setembro e dezembro do ano em curso.
Cada uma das tecnologias será avaliada em função de vários critérios, sob luz natural e iluminação artificial.
Através de um sistema de eliminação, o período de testes vai medir o reconhecimento da tecnologia nos remates à baliza, exigindo 100 por cento de precisão, assim como verificar a assertividade estática e dinâmica, requerendo 90 por cento de exatidão na primeira fase.
Também vão ser experimentadas as formas de transmissão da informação para a equipe de arbitragem em caso de gol, através de um alarme vibratório e um sinal visual no relógio do árbitro. Esta indicação deve ser recebida onde quer que o árbitro esteja colocado no campo de jogo.
O laboratório federal suíço de material científico e tecnológico (EMPA, na sigla inglesa) vai conduzir os testes independentes à tecnologia de linha de golo. A Fifa e o EMPA vão agora trabalhar em conjunto com as empresas candidatas para definir um calendário para a primeira fase de testes.
Os resultados vão ser apresentados através de um relatório EMPA para a reunião anual do International Board de 2012, marcada para 03 de março, em Londres (Inglaterra). A segunda série de testes ocorrerá entre março e junho de 2012.
As conclusões das duas avaliações serão então reveladas através de um relatório completo do EMPA durante uma reunião extraordinária do International Board, durante o próximo verão, quando a aplicação da tecnologia da linha de gol ao futebol será finalmente decidida.

Fonte: Record

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Leigo analisa árbitro Fifa: inacreditável!

Buscando informações sobre o apito no site da CBF encontrei os nomes de Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS), Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP) e Wilton Pereira Sampaio (Asp/Fifa/DF) escalados na 11ª rodada do Brasileirão. Os seus nomes significam credibilidade a cada partida que são designados. O gaúcho Vuaden e o paulista Paulo Cesar são nomes consagrados, ambos acabam de retornar de diferentes competições da Conmebol, onde atuaram com êxito sob os olhares imutáveis dos Observadores da Comissão de Árbitros da Fifa. Já Wilton Sampaio, vem sendo lapidado pela CA/CBF e é um dos árbitros que está inserido na cota dos homens de preto com grandes possibilidades de atingir o estrelato da Fifa.

Acompanhe os jogos e os apitos da rodada do final de semana:

América/MG x Figueirense/SC
 Foto: www.ipirafm.com.br

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (CBF-1-BA)

Atlético/PR x Botafogo/RJ
Foto: timaonoar.blogspot.com
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (Fifa/SP)

São Paulo/SP x Atlético/GO
Árbitro: Alicio Pena Júnior (Especial/MG)

Flamengo/RJ x Ceará/CE
 Foto: www.sinafesc.com.br
Árbitro: Celio Amorim (Asp/Fifa/SC)

Corinthians/SP x Cruzeiro/MG
 Foto: www.supervasco.com
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)

Atlético/MG x Vasco/RJ
 Foto: www.revistaabola.com.br
 Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (CBF-1-PR)

Bahia/BA x Coritiba/PR
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Asp/Fifa/DF)

Fluminense/RJ x Palmeiras/SP
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR)

PS: a expressão leigo é dirigida a Sávio Christani de Pádua, indicado pela Federação Paranaense de Futebol à CBF que o designou como Observador de Arbitragem no prélio Atlético/PR x Botafogo/RJ, no próximo sábado, na Arena da Baixada. Leigo, porque é um estranho, porque não é perito em arbitragem, nunca exerceu essa função.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ÁRBITROS DE MT OBTÊM 100% DE APROVAÇÃO NO TESTE FÍSICO DA CBF

Na manhã da última quinta-feira (14) foram realizadas em Brasília-DF, as reavaliações físicas com os árbitros do quadro nacional dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e da Capital Federal. Os cinco profissionais do apito que representam Mato Grosso obtiveram 100% de aprovação, são eles: árbitro Marcelo Alves dos Santos – que ocupa o 35º (CBF2) lugar no Ranking Nacional pela CBF sendo 2º melhor árbitro do Estado na classificação nacional, os árbitros assistentes Lincoln Ribeiro Taques - que demonstrou superação com seus 43 anos de idade, Paulo César Silva Farias, Luis Fernando Irineu da Silva e Jonathan Francisco Pereira -  sendo o mais novo integrante do quadro nacional ao conquistar o escudo da CBF.
O teste obedece o protocolo estabelecido pela FIFA e consistem em 6 tiros de 40mts em 6.20 segundos e 24 tiros de 150mts em 30 segundos com 40 segundos de recuperação entre os tiros. A partir da próxima rodada do brasileirão todos os árbitros de Mato Grosso estão homologados para as escalas das séries A, B, C e D, com aprovações nas provas teóricas e físicas.
Os árbitros realizaram um treinamento intensivo de 40 dias com o preparador físico da Comissão de Arbitragem Prof. Marcio Anísio, e a partir da próxima semana dão continuidade aos trabalhos e estudos específicos para a prática no campo de jogo com o ex-árbitro e Membro da Comissão Prof. Mauricio Siqueira. O objetivo do Presidente da Comissão de Arbitragem coronel Altair das Neves Magalhães, é manter a qualificação dos árbitros e assistentes para que o Estado possa alcançar o êxito de ter um representante na Copa do Mundo.
E uma prova de que os trabalhos da Comissão estão sendo constantemente reconhecidos, são as escala no brasileirão, onde a arbitragem matogrossense já atua na elite do futebol nacional (série A). Como exemplo, neste domingo (17) às 18:30 pelo canal Sportv, o árbitro Aspirante-FIFA Wagner Reway e o Assistente Joadir Leite Pimenta atuarão em uma grande partida entre Internacional X São Paulo no Beira Rio em Porto Alegre.
Todos os árbitros aprovados juntos agradeceram primeiramente a Deus pela benção, aos membros da Comissão pela confiança e o apoio, aos amigos que permaneceram fiéis e deram suas parcelas de incentivo moral, aos familiares que sofreram e sofrem juntos no dia-a-dia de esforços e dedicação a que são submetidos os árbitros e assistentes de futebol.

Marcelo Santos - 3º Sgt PM
     Árbitro - CBF-MT

Definido o apito das semifinais

 Confesso que fiquei surpreso com a designação da Comissão de Arbitragem da Conmebol, da arbitragem para as semifinais da Copa América. Fiquei surpreso, porque Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa/Brasil), Wilmar Roldán (Fifa/Colômbia),e, Carlos Amarilla (Fifa/Paraguai), formam a tríade de árbitros, que apresentaram o melhor desempenho até o presente momento na competição. Mas quem está lá e decide quem são os árbitros é o mandachuva da arbitragem Sul-americana, Carlos Alarcón. Confira os jogos e a arbitragem.



Peru x Uruguai

Árbitro: Raul Orosco (Fifa/Bolívia)

 Foto: torcida.com.ru


Paraguai x Venezuela
 Árbitro: Francisco Chacon (Fifa/México)


Essa gente não lê regra de futebol

No último mês de abril, a CA/CBF enviou à Curitiba, a diretora da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol, a ex-árbitra
Fifa, Silvia Regina de Oliveira, para aplicar o teste teórico (conhecimento sobre as Regras do Jogo de Futebol) - aos árbitros, que compõe o quadro nacional e os Observadores de Arbitragem, indicados pela Federação Paranaense de Futebol, para exercerem a função, nas partidas do campeonato brasileiro realizadas em Curitiba, e, a posteriori encaminham os seus relatórios à CA/CBF, que versa sobre o desempenho dos árbitros nos jogos. Os indicados Helio Camargo, vice-presidente da FPF, Sávio Christiani de Pádua, membro do Conselho Fiscal, Leonides Dreveck, diretor de futebol do interior, Leônidas Nery Júnior, diretor de futebol feminino e José Amaral, membro da Comissão de Arbitragem.
Dos aqui elencados somente Sávio Christiani de Pádua foi aprovado. No reteste, aplicado há duas semanas atrás, sob os olhares do "tesoureiro da FPF", Osires Ferreira de Lima, - acredite se quiser - , apenas Hélio Camargo foi aprovado. Vivemos uma decadência no futebol do Paraná ou há alguma dúvida?
Desde que se parta da verdade que a Fifa e, posteriormente, a CBF quando implementaram o quadro de Observadores de Arbitragem, tiveram em mira
padronizar a competência técnica dos árbitros de futebol em âmbito mundial e nacional, no Paraná o tiro saiu pela culatra. Observador é aquele, assim determinou a Fifa, que deve com olhos de lince apreciar, analisar e dar a sua conclusão de uma arbitragem para que os setores das entidades possam fazer de sua vez, a síntese daquilo que o árbitro e seus assistentes podem desenvolver no decorrer de uma partida.
Missão importantíssima, sobretudo sinalizada nos interesses do futebol, pelo que gera uma responsabilidade enorme aos cartolas quanto a indicação dessas pessoas para o cumprimento dessa tarefa. No futebol paranaense deu-se uma inclinada com referência, que se olhou não para o saber do observador mas para a "amizade ou compadrio", que ele goza, desta forma chegando aos seus bolsos os honorários decorrentes da função.
As reprovações recentes, exigem que a CA/CBF, repense logo o assunto e atente para a norma geral da Fifa que afirma: essa função é exclusiva para quem já a exerceu, pois ex-árbitros, com notório conhecimento sobre as leis do jogo. Não se trata de trabalho que é atribuído a meros curiosos, "alienígenas", que nada entendem de regras de futebol e nunca apitaram sequer uma partida de futebol de piá de final de rua. Pobre arbitragem paranaense!

sábado, 16 de julho de 2011

Mainz inaugura arena a um custo de apenas R$ 140 milhões

A cidade de Mainz inaugurou no último domingo a sua nova arena (Coface Arena) para 34.000 espectadores que custou aos cofres públicos R$ 140 milhões, dos quais R$ 105 milhões foram destinados à construção do estádio e R$ 35 milhões para a infra-estrutura no entorno da arena.
A construção começou em 5 de maio de 2009 e foi concluída há aproximadamente um mês. A nova casa do Mainz 05 tem características hiper-modernas entre as quais se destaca a cobertura das tribunas que conta com células para captação de energia solar; energia essa que será utilizada no próprio estádio e em 250 casas da cidade de Mainz. 
Além de jogos de futebol, a arena poderá ser utilizada para a realização de eventos corporativos já que conta com uma área para convenções de 2.000 m2, com vista para o estádio, um restaurante para 200 pessoas, também com vista para o gramado, além de bar, fitness-center e terraço panorâmico.
De outro lado, shows e apresentações musicais não serão permitidas porque provocariam uma demasiada poluição sonora para os habitantes que vivem nos arredores do estádio. 
A grande festa de inauguração começou no antigo estádio (Bruchweg Stadion) na manhã de domingo quando mais de 20.000 torcedores se despediram da velha praça de esportes e depois, em caminhada, se dirigiram à nova arena para poder conhecer, ao vivo e a cores, a nova casa do Mainz 05.
Fonte: www.bundesliga.com.br

Arbitragem - Missão e Objetivos

Arbitragem
Foto-net

Missão
O futebol é um esporte global e as suas regras devem ser interpretadas e aplicadas com absoluta coerência em todos os lugares onde é jogado. Por isso a FIFA se preocupa em oferecer treinamento contínuo para os seus árbitros, no intuito de garantir que os padrões da arbitragem sigam melhorando e que as Regras do Jogo sejam aplicadas da mesma maneira em toda parte.
Objetivos

  • Organizar cursos e seminários para instrutores, árbitros e árbitros assistentes em nível regional, nacional e internacional;
  • Definir critérios e requisitos fundamentais para os instrutores de árbitros e árbitros assistentes;
  • Oferecer programas de treinamento e materiais didáticos atualizados;
  • Adotar diretrizes relativas ao suporte técnico aos árbitros e à nomeação de trios de arbitragem do mesmo país ou confederação para torneios organizados pela FIFA;
  • Estabelecer as tarefas e responsabilidades atribuídas aos membros do Comitê de Arbitragem e aos conselheiros e instrutores em torneios organizados pela FIFA;
  • Revisar e atualizar as Regras do Jogo e o livreto de perguntas e respostas, sob orientação da International Football Association Board (IFAB), de maneira a viabilizar inovações com respeito à tradição;
  • Planejar e implementar programas de treinamento que preparem árbitros e árbitras para os mais importantes torneios da FIFA.
 Fonte: Fifa.com

Steinhaus apita a final feminina

 A final da Copa do Mundo Feminina 2011 na Alemanha, que será disputada entre Japão e os Estados Unidos no próximo domingo, 17 de julho, vai ter o comando da bela árbitra alemã Bibiana Steinhause. A loira terá a assistência de suas compatriotas Marina Wozniak e Katrin Rafalski. A quarta árbitra será Jenny Palmqvist (Suécia) e a quinta árbitra será Maria Luisa Gutierrez (Espanha). Bibi, como é carinhosamente chamada, atua nas competições profissionais da segunda divisão da Bundesliga na Alemanha e é do quadro da FIFA desde 2005. Ela atuou em duas partidas desta Copa do Mundo Feminina – EUA x Coréia do Norte e Guiné Equatorial x Brasil.
Já a partida para definir o terceiro e quarto colocados, entre Suécia e França será arbitrada pela norteamericana Kari Seitz, juntamente com as assistentes Veronica Perez e Marlene Duffy, com a quarta árbitra Quetzalli Alvarado (México).
Nenhuma árbitra ou assistente brasileira foi convocada para a competição, o que mostra que algo tem de ser feito em nível nacional para que as nossas profissionais voltem a ter prestígio nas competições internacionais, perdido desde a saída de Silvia Regina de Oliveira e Ana Paula Oliveira, ambas paulistas que ostentavam o escudo FIFA.
Confira a lista completa das árbitras e assistentes deste mundial:
Árbitras estão espalhadas pelo mundo - Brasil ficou de fora
Ásia – AFC
  • Sung Mi Cha – Coréia do Sul
  • Etsuko Fukano – Japão
  • Jacqui Melksham – Austrália
Árbitras assistentes:
  • Allyson Flynn – Austrália
  • Sarah Ho – Austrália
  • Kyoung Min Kim – Coréia do Sul
  • Widiya Habibah Shamsuri – Malásia
  • Saori Takahashi – Japão
  • Lingling Zhang – China
África – CAF
  • Therese Raissa Neguel – Camarões
Árbitras assistentes:
  • Tempa Ndah Francois – Benin
  • Lidwine Pelagie Rakotozafinoro – Madagascar
América do Norte e Central – CONCACAF
  • Quetzalli Alvarado Godinez – México
  • Carol Anne Chenard – Canadá
  • Kari Seitz – Estados Unidos
Árbitras assistentes:
  • Emperatriz Ivonne Ayala Lopez – El Salvador
  • Mayte Ivonne Chavez Garcia – México
  • Rita Munoz – México
  • Marlene Duffy – Estados Unidos
  • Veronica Perez – Estados Unidos
  • Cindy Mohammed – Trinidad e Tobago
América do Sul – CONMEBOL
  • Estela Mary Alvarez De Olivera – Argentina
  • Silvia Elizabeth Reyes Juarez – Peru
Árbitras assistentes:
  • Mariana Betina Corbo Odone – Uruguai
  • Yoly Esperanza Garcia Colmenares – Venezuela
  • Marlene Leyton – Peru
  • Maria Eugenia Rocco – Argentina
Oceania – OFC
  • Finau Vulivuli – Fiji
Árbitras assistentes:
  • Jacqueline Stephenson – Nova Zelândia
  • Lata I Sia Tuifutuna – Tonga
Europa – UEFA
  • Dagmar Damkova – República Tcheca
  • Gyongyi Gaal – Hungria
  • Kirsi Heikkinen – Finlândia
  • Jenny Palmqvist – Suécia
  • Christina Pedersen – Noruega
  • Bibiana Steinhaus – Alemanha
Árbitras assistentes:
  • Cristina Cini – Itália
  • Anu Jokela – Finlândia
  • Tonja Paavola - Finlândia
  • Helen Karo – Suécia
  • Anna Nyström - Suécia
  • Yolanda Parga Rodriguez – Espanha
  • Maria Luisa Villa Gutierrez - Espanha
  • Kathrin Rafalski - Alemanha
  • Marina Wozniak - Alemanha
  • Lada Rojc – Croácia
  • Hege Steinlund – Noruega
Árbitras suplentes:
  • Thalia Mitsi – Grécia
  • Kateryna Monzul – Ucrânia
  • Esther Staubl – Suíça

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Crônica de uma decadência

 No dia 18 de março do ano em curso, foi realizado o teste físico da Fifa para os árbitros da Federação Paranaense de Futebol, que pertencem ao quadro nacional da CBF, na pista da (UEL) - Universidade Estadual de Londrina, e o árbitro da Fifa/PR, Evandro Rogério Roman não compareceu.
Diante do acontecido, novo teste físico foi marcado pela CA/CBF, que foi efetivado em 28/04/2011, no Rio de Janeiro, e lamentavelmente o indigitado árbitro reprovou. Como as competições da CBF são tratadas com seriedade, Romam, foi afastado das escalas do Brasileirão/2011.
Passados setenta e seis dias, (nesta quinta feira, 14), outro teste físico foi realizado pela CA/CBF, para o árbitro do Paraná e àqueles que haviam sido reprovados em outros testes pelo país afora, na pista do Centro-Interescolar de Educação Física, em Brasília (DF). O teste teve início às 7h30 da manhã e terminou às 11h30, e mais uma vez, lamentavelmente, Evandro Romam foi reprovado, sob os olhares imutáveis do competentíssimo doutor em Educação Física e instrutor da CBF, Dionísio Roberto Domingos.
Romam, terá agora novo prazo, que se expira no próximo mês de setembro, e se não for aprovado no último teste Fifa, perderá o escudo de árbitro internacional, e o que é pior: o futebol do Paraná, lamentavelmente não tem ninguém para substituí-lo.
Há muito tempo venho afirmando que estamos vivendo uma decadência no futebol do Paraná, sobretudo na arbitragem, que é dirigida por pessoas que aplicam métodos do século passado. A decadência é visível. A reprovação do árbitro em tela, substancia nossas críticas sobre o modelo de gestão anacrônico, que vem sendo desenvolvido pela Comissão de Árbitros da Federação Paranaense de Futebol, e acende a luz amarela para um setor importantíssimo como é a arbitragem.
A Federação Paranaense de Futebol, que exige que os árbitros paguem pelo terceiro ano consecutivo para apitar as suas competições (em 2011, foi R$ 135.00, per capita), num caso sui gêneris no Brasil, deveria em caráter emergencial, em conjunto com a Associação dos Árbitros, contratar um preparador físico, um nutricionista, um fisiologista e um psicólogo para os árbitros da entidade, sobretudo aos árbitros que pertencem ao quadro nacional.
Caso isso não seja feito, em curto espaço de tempo, o futebol do Paraná terá que importar árbitros de outros estados para as suas competições e ficará sem representante no apito na CBF.
A decadência no setor de arbitragem precisa ser estancada e é imperativo que a FPF, implemente em caráter permanente uma escola de formação de árbitros de excelência, e um corpo de observadores no setor do apito, formado por ex-árbitros com notório conhecimento sobre as regras do jogo, como preconiza a Fifa, e não alguns “arremedos” como temos visto ultimamente, sendo escalados pela entidade paranaense como assessores de arbitragem. Pobre arbitragem paranaense!
bicudoapito@hotmail.com

Copa América: divulgada a escala das quartas de final

A Conmebol, através de Carlos Alarcón Rios, o manda-chuva da arbitragem Sul-Americana, definiu nesta tarde, os homens do apito, que irão laborar nas partidas das quartas de final da competição. Destaque para Sérgio Pezzotta (Fifa/Argentina), que apita o clássico, Brasil x Paraguai e Carlos Amarilla, que irá dirigir um dos maiores confrontos da América do Sul, Argentina x Uruguai. Veja quem serão os árbitros e as partidas.



Colômbia x Peru

Árbitro: Francisco Chacon (Fifa/Méxio)



Argentina x Uruguai
Foto: Conmebol

Árbitro: Carlos Amarilla (Fifa/Paraguai)



Brasil x Paraguai
 Foto: La Voz

Árbitro: Sérgio Pezzota (Fifa/Argentina)



Chile x Venezuela
Foto: Revista Árbitros

Árbitro: Carlos Vera (Fifa/Equador)