segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Apito ficou devendo

 No último domingo, foi concluído o primeiro turno do Campeonato Paranaense, e no que tange ao desempenho da arbitragem (árbitros e assistentes), com raras exceções, deixaram a desejar. Faltou na maioria dos jogos que vi "in loco" ou pela TV, sintonia no momento das tomadas de decisões. Sintonia esta que foi demonstrada no clássico Atletiba, quando Héber Roberto Lopes e seus assistentes foram perfeitos, e posteriormente nas  arbitragens  de  Anderson Carlos Gonçalves (1 jogo),  de Edivaldo Elias da Silva (1 jogo),  de Jarbe Cassou (1 jogo),  e de  Rodolfo Totski Marques (1 jogo).  As demais arbitragens tiveram desempenho sofrível,  e em alguns casos  algumas decisões atingiram os píncaros do absurdo com uma qualidade técnica, física, psicológica e tática beirando níveis de indigência.  Atribuo essas deficiências gravíssimas, a falta de orientação, de treinamento adequado e a falta de um planejamento da Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, que ficou circunscrita a realização da pré-temporada e nada mais. Faltou qualidade e sobrou quantidade a exemplo dos anos anteriores. Das duas, uma: ou a Federação Paranaense de Futebol  aplica um choque de gestão na sua Comissão de Árbitros, ou então teremos a repetição dos mesmos erros de arbitragem na segunda fase de um campeonato que foi literalmente abandonado pelo torcedor, a não ser nos jogos do Atlético/PR, Coritiba e Operário de Ponta Grossa.
 
PS: Marcelo de Lima Henrique (foto/Fifa-RJ), ao realizar uma arbitragem com galhardia e sobriedade na final da Taça Guanabara, entre Flamengo x Boa Vista, no domingo que passou, mostrou que é o árbitro que teve o  melhor crescimento técnico, físico, psicológico e tático no ano de 2010, no que diz respeito aos árbitros do quadro da Fifa. O fuzileiro naval está voando alto em termos de apito e desde já inseriu seu nome como o provável apito de 2011 do futebol brasileiro.    
 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Os 148 anos das Regras do Jogo de Futebol


Pouca gente sabe, mas este ano as regras que regem o futebol dentro das quatro linhas fazem aniversário: 148 anos!  Isso mesmo. Elas são de 1863, tempo em que o Brasil ainda tinha imperador e comprava os seus produtos industrializados. Se bem  que hoje em dia...bom, deixa pra lá. O que importa é que esta data deveria ser festiva, mas não é. Vejo o vôlei e o basquete e outros esportes  aperfeiçoando-se constantemente em busca do espetáculo, do entretenimento em todo o mundo, porém, analisando o  desenvolvimento do futebol, noto um apego anacrônico a determinações do tempo da rainha Vitória. Tivemos vicissitudes nas regras, claro, como as três substituições, o fato de o goleiro não poder apanhar a bola e ter que repô-la em jogo em seis segundos. Porém, convenhamos, às metamorfoses introduzidas nas regras nesses anos foram a meu ver tênues

Tenho pensado nos últimos meses algumas idéias que me vêm a mente diariamente, visando a otimização da prática do futebol e aqui quero exprimi-las. Que tal reduzirmos o número de jogadores para dez por equipe? 
Com apenas vinte atletas em campo teríamos mais espaços e um jogo mais franco ao invés das retrancas e dos famigerados sistemas de jogo que empanam o brilho das partidas de futebol. Proponho a diminuição dos salários dos jogadores, que ganham na atualidade uma fortuna e são causas de muitas falências de clubes em todo o planeta, que pagam salários exorbitantes aos atletas sem qualquer planejamento.

Sugiro dividir os tempos do jogo  de maneira diversa da existente: três tempo de trinta minutos com cinco de intervalo. Seria melhor para os atletas e também para os anunciantes, que teriam um espaço maior para veicular seus produtos.  Outra proposição, seria rever o tempo de bola em jogo. O torcedor paga para ver noventa minutos de futebol, porém com algumas exceções   (nos campeonatos da Europa, na Champions League (Uefa), Eliminatórias da Copa e na própria Copa do Muindo), o que se observa na maioria das partidas é cinquenta minutos de bola em jogo  e olhe lá. Penso que entre 75 e 80 minutos de bola rolando seria uma medida de respeito ao torcedor/consumidor. A Fifa vem implementando ações no sentido de que uma partida tenha entre 70 e 80 minutos de bola em jogo.

A questão do famigerado carrinho, por trás, ou em qualquer circunstância, não há o que discutir: cartão vermelho! Perguntem ao ex-astro holandês Marco Van Basten o que ela pensa sobre esse  tipo de "entrada criminosa", e porque ele encerrou de forma precoce a sua carreira. Já que falamos em "carrinho assassino", falemos também das faltas. Não há mais sentido em pleno século XXI, em  não se estabelecer um limite de faltas por jogo. Sugiro ao Board e a Fifa um experimento com um limite de quinze faltas por partida. Ao cometer a 16ª infração a equipe infratora seria punida com tiro livre direto a partir da meia-lua sem barreira, como aconteceu num experimento realizado no Torneio Rio/São Paulo em 1996. Levanto a questão das faltas, porque a  impressão que se tem observando alguns jogos de diferentes Continentes, é de que há um conciliábulo entre árbitro, o "cabeça de bagre" e os técnicos que determinam que o atleta de talento seja parado a qualquer custo.  E porque não iniciar uma experiência com dois árbitros?  Se cada árbitro ficasse responsável apenas por uma metade do campo, gastaria menos energia, poderia elucubrar melhor as tomadas de decisões  quando o jogo estivesse sob seus domínios, acompanharia com maior exatidão os lances e a nosso ver minimizaria as possibilidades de equívocos. E, por último, pensando no futuro, também acho de  fundamental importância o uso do VT para equacionar os lances que fujam do campo visual da arbitragem.

Mas quem pode ouvir, discutir, determinar ou modificar  qualquer das sugestões aqui nominadas, nas Regras do Jogo, é o International  Football Association Board, já que desde a sua fundação nenhum outro organismo tem poderes para determinar a realização de nenhuma experiência, tirar ou acrescentar algo às regras sem a sua anuência.

apitodobicudo.blogspot.com

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Presidente da Uefa toma posição contra a violência

O presidente da Uefa, Michel Platini, esteve reunido com os presidentes da Sérvia e da Croácia para pedir colaboração na tomada de medidas vigorosas contra a violência no futebol.
Presidente da UEFA toma posição contra a violência

Michel Platini esteve reunido com o presidente da Croácia, Ivo Josipović (à esquerda) ©Croatia president's office 

O presidente da Uefa, Michel Platini, fez uma viagem especial esta quinta-feira para se reunir com o presidente da República da Sérvia, Boris Tadić, e com o Presidente da República da Croácia, Ivo Josipović.
Michel Platini deslocou-se especialmente a Belgrado e a Zagreb para discutir matérias relacionadas com o futebol com os presidentes dos dois países, aproveitando para destacar a importância do empenho total e do apoio dos dois governos no combate à violência no futebol nos jogos que envolvem clubes croatas e sérvios.
"A violência no futebol é uma grande preocupação para nós e temos de tomar medidas imediatas. Nas reuniões com os chefes de Estado da Croácia e da Sérvia, tive a oportunidade de ver que eles também partilham destas preocupações e que mostram vontade de procurar soluções para este problema. Concordámos que é necessário elaborar um plano de medidas concretas que exigem uma forte liderança e um grande empenho dos dois governos a todos os níveis", explicou o presidente da Uefa no final da reunião.
"Devo salientar que se até ao final de 2011 a Uefa não vir sinais claros que estão a ser implementadas medidas concretas, as selecções nacionais e os clubes dos dois países correm o risco de ser suspensos das competições organizadas pela Uefa. Se não existirem melhorias, não hesitaremos em tomar medidas firmes."
"Se não existir uma melhoria clara da situação, a Uefa irá excluir todas as equipas croatas e sérvias das competições europeias. Todas as selecções nacionais e clubes ficarão suspensos por um longo período de tempo."
Platini destacou que a violência que tem envolvido certos grupos de adeptos é um problema que ultrapassa o futebol e onde é fundamental a intervenção dos Estados e, especialmente, a colaboração internacional entre as várias forças policiais.
No decorrer das reuniões, foi passada a mensagem que o problema da violência em redor dos jogos que envolvem equipas croatas e sérvias tem de ser combatido pelos governos, em parceria estreita com as respectivas autoridades do futebol, para evitar a exclusão de clubes e selecções das competições internacionais. O Comité Executivo da Uefa aprovou na sua última reunião, em Janeiro de 2011, esta política de "tolerância zero" para as duas federações.
O plano de combate a este problema deverá incluir medidas como o desenvolvimento de um sistema eficaz de controlar as entradas nos estádios, de proibição de deslocações ao estrangeiro dos desordeiros, desenvolvimento de protocolos para a cooperação policial e troca de informações, e o julgamento rápido dos desordeiros, com penas pesadas no caso de serem considerados culpados.
Em matérias de segurança, também foi discutida uma lista de melhoramentos que deverão ser efectuados, como uma abordagem integrada para a segurança, policiamento e assistentes de recinto, uma melhoria na qualidade nas infra-estruturas dos estádios e das operações, melhor formação dos agentes policiais e dos assistentes de recinto, o uso regular de observadores da polícia à civil e de agentes de inteligência, uma base de dados eficiente com os desordeiros e o reforço dos adeptos bem comportados. A UEFA está empenhada, em conjunto com o grupo de especialistas de futebol da União Européia e Conselho da Europa, em proporcionar consultoria e apoio na elaboração deste plano.
A Uefa, em conjunto com as diversas agências europeias envolvidas, vai acompanhar de perto a implementação efectiva deste plano de acção e o Comité Executivo da Uefa será consultado para uma análise mais aprofundada desta questão dentro de um ano, ou antes, se tal for necessário.
Fonte: Uefa.com

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Simon em Assunção

A convite da Federação Paraguaia de Futebol e do presidente da Comissão de Árbitros da Confederação Sul Americana de Futebol (Conmebol), Carlos Alárcon, o ex-árbitro da Fifa Carlos Eugênio Simon (foto), o único árbitro brasileiro selecionado pela entidade que controla o futebol no planeta nas últimas três Copas do Mundo, (2002,Japão/Coréia do Sul, 2006, Alemanha e 2010 África do Sul), irá proferir uma palestra sobre o atual estágio da arbitragem mundial na capital paraguaia. A atividade, acontece nesta sexta-feira e vai envolver distintos quadros da arbitragem do vizinho país.
O evento que acontecerá em Assunção, se houver despojamento de vaidade e bom senso por parte daqueles que dirigem as Comissões Estaduais, deveria ser implementado em todo o Brasil, objetivando requalificar os árbitros dessas entidades, com o escopo de melhorar a qualidade dos mesmos tanto em âmbito local como nacional. Simon, com o seu Know How invejável, é uma referência em termos de arbitragem na América do Sul, e uma palestra ou um Workshop com a sua presença eleva a condição psicológica, física, técnica e tática dos árbitros, os quatro pilares que sustentam a arbitragem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

15 minutos de Fama

capa_23022011Sem acordo, torcedor cruzeirense insiste em prosseguir processo contra Sandro Meira Ricci por causa de um suposto pênalti não marcado no jogo entre Cruzeiros em Corinthians na reta final do Brasileirão de 2010.
Depois de não haver acordo em audiência de conciliação no Juizado Especial das Relações de Consumo, na capital mineira, na semana passada, o advogado Fabrício Reis
pretende utilizar o testemunho de torcedores cruzeirenses no processo contra o árbitro Sandro Meira Ricci, responsável pela mediação da partida entre Cruzeiro e Corinthians na reta final do Brasileiro de 2010. Uma nova audiência está marcada para o dia 26 de abril. 
Fonte: UOL 
A ação por danos morais e materiais foi motivada pela arbitragem na derrota da equipe mineira por 1 a 0 para o Corinthians, no Pacaembu, pelo returno do Campeonato Brasileiro, em 13 de novembro de 2010, quando a equipe paulista ganhou através de um pênalti polêmico sobre Ronaldo. O advogado Fabrício Reis representa o integrante da torcida organizada TFC (Torcida Fanáti-Cruz), João Carlos Fonseca, que esteve na capital paulista para acompanhar a partida.

Em audiência de conciliação marcada pelo juiz Paulo Barone Rosa, na última sexta-feira, Sandro Meira Ricci se manteve calado e apresentou sua defesa por escrito, em que considera o torcedor parte ilegítima para questionar a sua arbitragem na partida. Sem acordo, o advogado do torcedor cruzeirense recebeu prazo de cinco dias para se manifestar.

Para reforçar sua tese, Fabrício Reis utilizará o testemunho de torcedores do Cruzeiro. "Pretendo levar testemunhas que estavam presentes no jogo e presenciaram o João Carlos ter sido ofendido. A própria direção do Corinthians fez sinais de roubo para a torcida do Cruzeiro. É mais uma medida para provar que ele foi humilhado", afirmou o advogado do torcedor.


Na ação, Reis reuniu comprovante de aquisição de ingresso, matérias da imprensa nacional e internacional, além de um DVD com lances da partida. O torcedor cruzeirense requer indenização por danos materiais de R$ 110,00. O valor é referente ao gasto com transporte até a capital paulista, por meio de caravana da Torcida Fanáti-Cruz, além dos R$ 30,00 desembolsados pelo ingresso da partida válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Há ainda o pedido de indenização de R$ 20 mil por danos morais.

A ação se baseia no Estatuto do Torcedor e o Código de Defesa do Consumidor. "Houve uma violação do artigo 30 do Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03), que afirma que todos os jogos de futebol têm direito à arbitragem imparcial, isenta e sem pressão externa. No entanto, isso não aconteceu com Sandro Meira Ricci no jogo entre Corinthians e Cruzeiro", explicou Fabrício Reis.

Entretanto, em contestação apresentada pela defesa de Sandro Meira Ricci, o advogado Giulliano Bozzano, ex-árbitro de futebol, afirmou que o árbitro do Distrito Federal não pode ser tratado como fornecedor de um produto, já que não tem vínculo empregatício com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), organizadora da competição, conforme determina a Lei Pelé. Giulliano Bozzano argumentou ainda que o Cruzeiro não manifestou interesse de
recorrer à Justiça contra Sandro Meira Ricci. Fabrício Reis, por sua vez, baseia-se na imposição do árbitro como responsável pelo andamento da partida.
"Na minha argumentação jurídica, vou manifestar que o Estatuto do Torcedor diz que o juiz é o maior responsável pelo jogo e senhor maior do evento esportivo. Ele responde por tudo, inclusive pelo cumprimento da lei, que diz que deveria ser uma arbitragem isenta. Porém, todos os critérios foram favoráveis ao Corinthians", afirmou o advogado do torcedor cruzeirense.

Após a derrota para o Corinthians, a diretoria do Cruzeiro optou por protestar formalmente contra a atuação do trio de arbitragem. Entretanto, as reclamações junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra a atuação de Sandro Meira Ricci na não surtiram efeito. Em reunião com dirigentes do clube mineiro, a Comissão Nacional de Arbitragem manteve o parecer favorável ao árbitro.


Apesar das reclamações dos cruzeirenses, os dirigentes da Comissão Nacional de Arbitragem, Sergio Correa e Manoel Serapião Filho avaliaram que o árbitro acertou em todos os lances polêmicos da partida. Já em relação à atuação dos auxiliares, a dupla apontou cinco erros. Alessandro de Matos falhou em três lances e Roberto Braatz, em dois. A ação de João Carlos Fonseca, porém, é movida apenas contra o árbitro, já que há a argumentação de que ele é o responsável por todas as decisões do trio de arbitragem.

Pela alegação de má-fé contra Sandro Meira Ricci, o advogado de defesa requer a condenação do torcedor cruzeirense no percentual de 20% sobre o valor da causa - a acusação sugeriu valor de R$ 20.110,00. Fabrício Reis, no entanto, contestou. "Isso é ridículo e só caberia se houvéssemos usado alguma informação mentirosa na ação", afirmou.
Pontos da defesa de Sandro Ricci
Não há relação de consumo. Segundo a defesa do árbitro, Ricci não pode ser considerado fornecedor de nenhum produto, já que não tem vínculo empregatício com a CBF, organizadora do Brasileirão, conforme determina a Lei Pelé: "Árbitros e auxiliares não terão qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem".

Arbitragem não é ciência exata. A defesa alega que os torcedores não podem recorrer à justiça quando se sentirem prejudicados por atitudes de jogadores ou por erros de arbitragem. "Se seguirmos a linha de pensamento do requerente, poderíamos processar o jogador Zico pelo pênalti perdido na Copa de 1986. Também o jogador Roberto Carlos por não ter marcado o jogador francês na Copa de 2006, pelo dano material e moral que se abateu sobre o país inteiro", diz a contestação.

Os erros de Ricci são inerentes à atividade do árbitro. "Errar é humano. O árbitro - igual a qualquer outro ser humano - pode errar, sem que isso implique ausência de imparcialidade ou independência. Eventual erro de arbitragem não significa que o produto (campeonato) não tenha qualidade. Ao contrário, errar faz parte do jogo."
 
Fonte: UOL/SAFERGS 

Fora de UTI, ex-árbitro Oscar Roberto Godói diz: 'Não reagi a assalto'

Fonte: PLÍNIO DELPHINO - Agência Estado
O ex-árbitro e comentarista esportivo Oscar Roberto Godói, de 55 anos, ainda tem dificuldades para falar por causa de uma bala alojada em seu pescoço. Mas, na última terça-feira, afirmou em entrevista por telefone ao Jornal da Tarde: "Eu não reagi ao assalto". Vítima de uma tentativa de roubo em Perdizes, zona oeste, no último dia 16, ele levou três tiros. O primeiro atingiu sua barriga de raspão, um perfurou o pulmão e outro, o pescoço. Ele ficou na UTI do Hospital das Clínicas até segunda-feira, quando foi transferido para um quarto e já respira sem ajuda de aparelhos.
José Patrício/AE - 22/12/2009
José Patrício/AE - 22/12/2009
Godói levou três tiros em tentativa de roubo em Perdizes
Godói disse que pretendia se render, mas foi surpreendido pelo criminoso. Ele ergueu as mãos, em sinal de que não dificultaria o roubo. Em seguida, tentou entregar as chaves do carro ao bandido. Com a voz rouca e fraca e a respiração ainda ofegante, o ex-árbitro explicou o que fez. "Falei para o ladrão que as chaves estavam no bolso de trás da minha calça." Ao virar o corpo de lado para o criminoso, na tentativa de mostrar que pegaria as chaves na calça, Godói levou o primeiro tiro, que o atingiu de raspão na barriga. O ex-árbitro percebeu que poderia ser assassinado nesse momento e por isso tentou impedir o bandido de feri-lo.
Câmeras do circuito interno de um prédio da Rua Diana mostraram vítima e assaltante em luta corporal. Depois, as imagens registram Godói caído enquanto o criminoso fugia correndo. A polícia conseguiu mais imagens de câmeras na região e passou todo o final de semana levantando identidade de ladrões de carros que atuam naquela área. O delegado Marco Aurélio Batista, titular da delegacia que investiga o crime, traçou o perfil de ladrões de carro de Perdizes e sabe que, na maioria das vezes, não agem sozinhos. Godói informou que a arma usada pelo bandido era um revólver calibre 38.
Crime. Faltava pouco para as 22h da última quarta-feira. Godói estava atrasado para uma reunião com colegas ligados ao esporte. Como não havia vagas para estacionar o carro, o ex-árbitro chegou a dar uma volta no quarteirão com seu Honda Civic preto. Depois, parou na Rua Diana, andou cerca de oito metros e foi atacado.
A polícia não descarta a possibilidade de Godói ter sido seguido pelo criminoso no quarteirão. "A região tem muitos prédios. A rua fica cheia de carros e pessoas à procura de vagas chamam atenção", analisou o delegado. Policiais do 23.º DP (Perdizes) aguardam que os médicos deem alta ao ex-árbitro para que ele possa ajudar na elaboração de retrato falado feito em computação gráfica. Confiante na recuperação, Godói garantiu: "Está tudo bem!".

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Arbitros paulistas recebem escudo da Fifa

O trabalho da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol segue rendendo bons frutos ao futebol paulista. Nesta segunda-feira, 21, em reunião realizada na sede da entidade, os árbitros Paulo César de Oliveira e Wilson Luiz Seneme, além dos assistentes Marcelo Carvalho Van Gasse, Maria Eliza Correia Barbosa e Emerson Augusto Barbosa receberam o escudo da FIFA, para integrarem o quadro internacional da principal entidade do futebol. O árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho, também foi escolhido, mas não pode comparecer.
O presidente da FPF, Dr. Marco Polo Del Nero, elogiou os profissionais que representam a arbitragem paulista, não apenas nos gramados nacionais, mas também internacionais. ”Eles estão todos aqui por mérito. São profissionais que não devem nada para a entidade e estão de parabéns”, afirmou.

Maria Eliza Correia Barbosa, Paulo César de Oliveira, Wilson Luiz Seneme e Marcelo Carvalho Van Gasse exibem escudos que lhes foram entregues nesta tarde, na sede da FPF
Estreante entre os condecorados e substituindo o experiente Ednílson Corona, que deixou o quadro ao completar 45 anos, o assistente Marcelo Carvalho Van Gasse, comentou sobre a importância deste feito. “Tenho 11 anos de carreira e consegui este que é um dos principais pontos do nosso trabalho, assim como participar de uma Copa do Mundo. E, por isso, fico muito agradecido pela Federação”, declarou Van Gasse.
Um dos principais árbitros do cenário nacional, Wilson Luiz Seneme, ressaltou a importância de pertencer ao quadro da FIFA. “Todo ano é preciso trabalhar, pois existe uma geração de muita qualidade”, afirmou Seneme, que ainda destacou este momento, especialmente para o assistente Marcelo Carvalho Van Gasse. “A importância para o Marcelo é muito grande, pois irá substituir o Ednilson Corona. E espero que repita as mesmas glórias.”
O presidente da FPF, Dr. Marco Polo Del Nero, entrega escudo da FIFA para a assistente Maria Eliza Barbosa
Já a assistente Maria Eliza Correia Barbosa, explicou as dificuldades de ser um dos representantes junto à FIFA. “Graças a Deus mais um ano em que consegui com muita responsabilidade e esforço pertencer a este quadro”, relatou Maria Eliza, que ainda destacou o trabalho realizado pela ex-árbitra Sílvia Regina, como forma de inspiração. “A Sílvia é um grande espelho para as mulheres, tanto na arbitragem nacional como internacional”, concluiu.
Escolhido para integrar o quadro da FIFA pela 13° oportunidade, o árbitro Paulo César de Oliveira exaltou o quanto foi preciso trabalhar para alcançar este mérito. “O desafio é muito grande, e sem dúvida é fruto de muito trabalho e dedicação. Apenas a nossa família sabe o quanto nos dedicamos e nos preparamos”, declarou.
Paulo César também destacou o papel das principais entidades do futebol. “O segredo dessa permanência é o apoio irrestrito da FPF e da CBF, tornando-se um somatório de coisas que mantém o nosso nível, pois a responsabilidade é sempre grande”, completou.
O presidente da FPF, Dr. Marco Polo Del Nero cumprimentou os árbitros e assistentes que receberam os escudos da FIFA na tarde desta segunda-feira na sede da Federação Paulista
Integrante do quadro internacional de arbitragem, Paulo César de Oliveira ressaltou que não deve haver diferenças no apito independentemente da competição e usou como exemplo a partida em que trabalhou pela Série A2 do Campeonato Paulista, entre São José e São Bento. “Não existe diferença, pois a responsabilidade é grande como foi neste confronto. Dedicamo-nos em todos os jogos como se fossem partidas de Libertadores”, explicou.
Para o assistente Emerson Augusto de Carvalho, que está no quadro pela quarta vez, receber este escudo significa o auge de uma carreira. “Existe todo um envolvimento entre família, amigos para tentar honrar a Federação Paulista de Futebol. Precisamos lidar com a dificuldade de se manter sempre bem fisicamente para realizar um bom trabalho”, afirmou Carvalho.
Fonte: FPF - Refnews

É o fim da picada!

Na 10ª rodada do Campeonato Paranaense, na divisão de elite, consumou-se uma verdade que está propiciando críticas exasperadas em todo o país, pelas imagens exibidas pela TV das condições do gramado do estádio José Chiapin, na cidade de Arapongas/PR, onde ocorreu a partida Arapongas x Paraná Clube, no último domingo.
Nenhuma preocupação existe para se fazer comentários do resultado da nominada peleja. Mas, permitir a prática de um jogo de futebol, que focado a distância ou à proximidade, só se enxergava areia, tem como significado o fato que estamos num tempo de futebol no Paraná, em que se amarrava cachorro com linguiça, num tempo angustiante e que coloca em risco as condições físicas e técnicas, principalmente dos atletas, como ainda em tempo de pânico a torcida é sobretudo a mídia.
A Fifa descortina na sua legislação normas claras quanto às condições de jogo em face do estado de uso do gramado. Esse imbróglio na verdade envolve a figura do árbitro da partida que, de acordo com a Fifa, é a autoridade máxima no campo de jogo para interpretar e aplicar as regras. E no caso em tela, ao constatar a flagrante irregularidade, não permitir que a peleja seja realizada em razão das instalações e condições do campo apresentar-se em descompasso com as regras da Fifa.

Num outro ângulo de estima, é preciso destacar num plano elevado o equívoco da Comissão de Vistoria da Federação Paranaense de Futebol, que autorizou a realização da partida naquele tipo de "gramado", já que na 5ª rodada do mesmo campeonato, jogaram Arapongas x Coritiba em condições idênticas. Ressalte-se de que todo erro pode ser revogado com a determinação presidencial (FPF), de interdição do local.
Na verdade não se sabe a quem, de forma específica, pode ser atribuído esse erro. Porém, para nós, o principal responsável é o árbitro, para se voltar à filosofia de que continua ele sendo um "joguete" dos cartolas, pois acima de tudo o seu interesse está mais voltado à pecúnia do que a exigência obrigatória do cumprimento da regra. Estamos poupando em partes a FPF e sua Comissão de Vistoria, pois o nosso canal crítico tem foco refletido no homem de preto.

E, por derradeiro, a direção do Arapongas tem o seu débito nesse episódio, porque de forma alguma, poderia manter um gramado, o qual não serviria nem mesmo para recepcionar partidas do maior campeonato de futebol de pelada do Brasil, o Peladão de Nelson Comel em Curitiba.
Espero que essa crítica possa abrir os olhos dos árbitros para que lutem pela sua
independência profissional e com isso não se submetam a situações vexatórias como a de Arapongas x Paraná, observada em todo o Brasil. O desafio está lançado. É o fim da picada! Pobre futebol paranaense!

PS: O que diz a Fifa a respeito do articulado acima: No livro Regras do Jogo de Futebol da Fifa, no que concerne a Regra (1), o Campo de Jogo, está escrito que as partidas de futebol serão jogadas em superfícies naturais ou artificiais, de acordo com o regulamento da competição. A cor das superfícies artificiais deverá ser verde. Nunca é demais lembrar que as cores dos gramados naturais também devem ser verdes.
Valdir Bicudo - bicudoapito@hotmail.com

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Héber, pronto para 2014


Ninguém tem sido mais crítico das atuações do árbitro Héber Roberto Lopes (foto-Fifa-PR), do que este escriba nos últimos seis meses. Como fui árbitro ao longo de 17 anos e vivenciei inúmeras situações e sou um estudioso do assunto Regras do Jogo de futebol, tornei-me um analista de arbitragens, às vezes compreendido e em muitas oportunidades incompreendido.

Mas o assunto desta coluna, é a arbitragem de Coritiba 4 x 2 Atlético/PR, realizado no Couto Pereira, no domingo, que decidiu o primeiro turno do Campeonato Paranaense 2011. Em se tratando de Héber Roberto Lopes, sua arbitragem teve comando do início ao fim da nominada partida, suas tomadas de decisões tiveram postura, suas expressões corporais/verbais tiveram elegância nos gestos, modos, na apresentação. Seu posicionamento com a bola em jogo foi perfeito. Aplicou corretamente as leis do jogo. Teve critérios em todas as decisões. Suas sinalizações foram entendidas pelos atletas, imprensa e o público.

Utilizou o apito com distinção. Agilizou o jogo a cada interrupção, interpretou e aplicou com brilhantismo a lei da vantagem. Demonstrou perfeita sintonia nas sinalizações dos árbitros assistentes (marcação de faltas, impedimentos ou outros). Praticou a arbitragem preventiva através de olhares, sinais, falas, do apito e dos cartões quando necessário. Fez valer o espírito das Regras do Jogo, aplicando-as com inteligência, utilizou os cartões (amarelo/vermelho), quando pressentiu através do seu intelecto mental que o diálogo e o bom senso não eram suficientes para manter o bom andamento da partida.
Os árbitros assistentes, Gilson Bento Coutinho e Marcos Rogério da Silva, demonstraram ótima interrelação com o árbitro e perfeito posicionamento e trabalho em equipe. Nota da arbitragem, 10!
PS: Se deseja continuar no processo pré-seletivo da Fifa com vistas à Copa de 2014 no Brasil, Heber Roberto Lopes deve manter o mesmo padrão de arbitragem do clássico e aperfeiçoar-se a cada jogo independente da competição que estiver apitando.

Sandro Ricci comparece a audiência em BH

Refereetip

O árbitro Sandro Meira Ricci, do quadro da Fifa, compareceu nesta sexta-feira ao Juizado Especial das Relações de Consumo, em Belo Horizonte, e participou de audiência de conciliação marcada pelo juiz Paulo Barone Rosa relativa à ação movida pelo torcedor do Cruzeiro João Carlos Fonseca.

O cruzeirense se sentiu lesado pela atuação de Sandro Meira Ricci na partida realizada em 13 de novembro do ano passado, no Pacaembu, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, em que o Cruzeiro saiu derrotado pelo Corinthians por 1 a 0, com gol de pênalti de Ronaldo. Naquele dia, o árbitro e seus auxiliares tiveram uma atuação muito contestada pelo clube mineiro e pela imprensa.

Para mover a ação, João Carlos Fonseca se baseou no artigo 30 do Estatuto do Torcedor e no artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor. Por ter se deslocado de Belo Horizonte a São Paulo para assistir à partida, ele exige indenização por danos materiais de R$ 110 (passagens e ingressos) e morais, cujo valor seria arbitrado.

Sandro Meira Ricci compareceu à audiência de conciliação com o seu advogado e permaneceu calado. Por escrito, ele apresentou uma defesa, em que considera o torcedor parte ilegítima para questionar a sua arbitragem na partida em questão. Além disso, o árbitro entende que não poderia ser incluído como réu no processo, com base no Estatuto do Torcedor e no Código de Defesa do Consumidor.

Como não houve acordo na audiência, o juiz Paulo Barone Rosa deu prazo de cinco dias úteis para o autor da ação se manifestar. O advogado Fabrício Reis, que representa o torcedor João Carlos Fonseca, vai apresentar prova testemunhal para reforçar sua tese.

A princípio, nova audiência foi marcada para 26 de abril, às 16h10.

"Eu pedi um prazo de cinco dias para apreciar essa preliminar. Se o juiz entender que, de fato, o Sandro  não pode ser acionado, ele extingue o processo e cai a audiência. Se o juiz entender que procede, a audiência será mantida", disse o advogado Fabrício Reis ao Superesportes.

Na saída da audiência, Sandro Meira Ricci se recusou a dar entrevista.
Fonte: www.mg.superesportes.com.br

Mau humor chega ao judiciário

O que se depreende do que o leitor vai ler na sequência é de que a indústria de indenizações por danos morais e materiais atingiu o futebol e através de uma ação foi parar no judiciário.
As partes são o árbitro Sandro Meira Ricci (Fifa/DF) e o torcedor João Carlos Fonseca de Belo Horizonte (leia matéria abaixo). Embora sejamos leigo em direito, nos parece que o acolhimento da inicial para estruturar o contraditório é mais um excesso de zelo do respectivo magistrado do que a própria existência de um litígio a ser processado e julgado. Seremos breve nesta ação que teve origem a capital mineira.
Considerou-se o torcedor sofredor de dano patrimonial porque o árbitro Sandro Meira Ricci, no caso o réu, teria tido uma conduta parcial em prejuízo ao seu clube, o Cruzeiro da capital das alterosas.
Não se observa na questão em foco nenhum direito que possa ser albergado pelo torcedor em tela, muito menos a arbitragem se é que foi infeliz pode ser considerada à ação indenizatória.
Neste episódio judicial, o árbitro já levantou a preliminar de ilegitimidade do torcedor, fonte jurídica seguramente oferecida e que na audiência preliminar já deveria ser considerado carecedor de ação , que é aquele que aporta em juízo despido de qualquer direito.
Parece que numa relação jurídica processual, em relação a partida de futebol, são partes próprias para litigar os clubes e nunca o torcedor, o qual ao menos tem esperança de direito em circunstâncias à presente. Ora, se o Cruzeiro não adotou qualquer medida é porque não pode provar eventualmente a hipótese de suborno ou dolo do árbitro.
A Fifa já deixou claro que nas decisões de jogos nesta área esportiva, a palavra final é sempre do árbitro, incluindo-se nesse conceito de que errar é humano. Por tudo isso, a demanda em questão desvia de qualquer efeito jurídico por falta de uma justa causa para gerar uma demanda em face ao mau humor de um torcedor.
O Poder Judiciário está assoberbado e tem coisas mais importantes para se preocupar do que  atender a paixão de um torcedor mau humorado.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Clássico: classificação não importa


Clássico é clássico. Não sei de quem é a autoria da frase. Alguns afirmam que foi Neném Prancha, técnico de futebol de areia, ex-funcionário do  Botafogo do Rio de Janeiro e falecido nos idos anos de 1976. O que eu sei, porém, é que o clássico significa o jogo entre dois clubes importantes.

Em função disso, não há favorito em clássicos. Sendo assim, não raro a equipe que está em posição inversa na tabela de classificação acaba atropelando a que está melhor. Aliás, como árbitro ao longo de 17 anos tive o privilégio em quatro oportunidades de apitar, sentir e vivenciar as emoções do maior evento esportivo do futebol paranaense, o clássico Atlético/PR x Coritiba.

E num clássico da relevância como o Atletiba do próximo domingo, o mínimo que se esperava, da Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, era um procedimento de acordo com as noções de sabedoria e razoabilidade, o que acabou acontecendo, com a indicação e a consequente láurea no sorteio, de um dos melhores árbitros de futebol do país. Falo de Héber Roberto Lopes, foto - (Fifa-PR), 38 anos, pré-selecionado para a Copa de 2014, que será realizada no Brasil.

Desejo que o quarteto de arbitragem faça uma análise da importância do jogo, das equipes, dos atletas num todo, do significado para as torcidas. Que elaborem um plano de trabalho para a partida desde a chegada ao estádio, a entrada no campo de jogo, o início e o desenvolvimento do confronto, além da participação efetiva dos assistentes e do quarto árbitro. Que as tomadas de decisões da arbitragem sejam de qualidade e com a verdade dos fatos.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cabide de emprego

Quando a bola rolar, às 17h, na partida inicial da Copa do Brasil 2011, no jogo Bangu x Portuguesa/SP, em Moça Bonita, no Rio de Janeiro, na tarde de hoje, o Observador de Arbitragem escalado pela CBF para esta partida, Messias José Pereira e os demais observadores escalados para as demais pelejas que adentrarão à noite, colocarão em prática o novo Manual do Observador de Arbitragem anunciado pela Fifa no último mês de dezembro, na cidade de Assunção (Paraguai).

Recebi de forma pormenorizada de um dos instrutores da Fifa, o novo manual e confesso que ao lê-lo na íntegra, cheguei a conclusão de que a CBF ao criar esse quadro, fugiu de um critério que não poderia de forma alguma ser desprezado. Explico: a tarefa do Observador de Arbitragem de acordo com determinação da Fifa deve ser exercida por ex-árbitros como notório conhecimento sobre as Regras do Jogo de Futebol. Ressalte-se que o futebol paranaense tem contribuído para esse descalabro, indicando como observador, gente que nunca sequer apitou uma partida de futebol de pelada. É o fim da picada! Pobre futebol paranaense!
É verdade que indicar árbitros para essa função resultaria em corporativismo, e criaria um clima de animosidade entre os próprios árbitros. Da mesma forma se era projeto, como o foi, indicar pessoas que nunca apitaram uma partida de futebol para exercerem esse mister, até o presente momento só trouxe consequências negativas para a arbitragem nacional, e, a continuidade dessa indecência acentuará ainda mais a falta de qualidade e colocará em risco a credibilidade das avaliações realizadas por essas pessoas. Ressalte-se que o futebol paranaense tem contribuído para esse descalabro, indicando como observador, gente que nunca sequer apitou uma partida de futebol de pelada. É o fim da picada! Pobre futebol paranaense!

O correto era a CBF determinar a todas as federações estaduais, a implementação de uma escola especializada para ex-árbitros nesse sentido, pois na teoria e na prática o Observador de Arbitragem deve ter conhecimento igual ou superior ao árbitro nas leis que regem o futebol dentro do campo de jogo.

Diante do que, não tenho nenhum constrangimento em afirmar de que há vários casos esgarçados pelo Brasil afora, onde a função de Observador de Arbitragem da CBF, é um verdadeiro “cabide de emprego”, que privilegia alguns “apadrinhados” da cartolagem que comandam o futebol pentacampeão do mundo, cujo benefício principal é reforçar o orçamento mensal dos seus indicados.
PS: Por isso, esse tipo de “Observador de Arbitragem” é dispensável, porque só proporciona prejuízos aos avaliados e, por extensão, aos clubes, embora sejam parcos os seus honorários. Pois quem não sabe e não domina a matéria nada observa.
Valdir Bicudo - bicudoapito@hotmail.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Manual para o observador estudar


Quando a bola rolar nesta quarta-feira, às 17h, na partida inicial da Copa do Brasil 2011, no jogo, Bangu x Portuguesa/SP, em Moça Bonita, no Rio de Janeiro, o Observador de Arbitragem escalado pela CBF para este jogo, Messias José Pereira, e os demais observadores escalados para as demais pelejas da noite farão uso do novo Manual do Observador de Arbitragem. O documento foi implementado pela Fifa no último mês de dezembro, na cidade de Assunção (Paraguai). Recebi de forma pormenorizada de um dos instrutores da Fifa o novo manual que transcrevo abaixo.

Tarefas do observador

 

      O Observador de Arbitragem deve confeccionar o seu relatório de forma independente.

      Deve observar e registrar três pontos positivos da arbitragem e três pontos a melhorar (se necessário for) – É importante para a Comissão de Arbitragem da CBF.
 
      As tomadas de decisões importantes podem ser revistas na TV e devem ser consignadas.
 
      A nota deve ser justificada em detalhes.

      A nota inicial é 8.

      Se há um erro que interfere no resultado da partida a nota final da arbitragem não deve ser superior a 7,5..
  
      O livro Regras do Jogo de Futebol é a base para a avaliação.


Grau de dificuldade da partida
        
           Está relacionado com as distintas situações ocorridas no jogo (em tese nenhum antecedente deve ser considerado – ex: rivalidade, briga de torcedores, opiniões da imprensa etc.)
        
           Conduta de todos os profissionais que atuam no jogo.
      
          Conduta de todos os profissionais que atuam no jogo.

            Deve ter relação direta com a nota final (individual).
        
            Erros que definam um encontro ou falta de controle da partida deve enquadrar a atuação do árbitro em pobre ou muito pobre.
        
            Ao contrário se sua firme atuação reverte um quadro complicado inicialmente, tal feito deve ser relevado.


Grau de importância das decisões

                       Pênalti ou não.
                    
                        Agarrões dentro da área penal.
                    
                        Mão intencional.
                 
                        Impedimentos ajustados.
                    
                        Simulações e protestos.
                    
                        Jogo brusco grave e conduta violenta
                    
                        Outras decisões

                        Utilização de jóias, lateral invertido, faltas imprudentes etc.

Avaliação do árbitro – Controle do Jogo

                              Aplicação da vantagem/continuidade do jogo
                          
                              Cartões amarelo e vermelho, se foram bem aplicados
                          
                              Na momento de punir foi equilibrado e imparcial?
                          
                              Suas sinalizações foram claras?
                         
                              Como foi o planejamento tático e estratégico do árbitro?
                          
                              Cumpriu a diagonal moderna?
                          
                              Pontos positivos e pontos a melhorar.

Condição física e posicionamento

                                    Resistência, velocidade, apresenta alteração de ritmos, acelra sua marcha quando é necessário, Chega a tempo e em condições de visualizar e discernir a jogada.

                                    Posiciona-se adequadamente no campo de jogo quando marca uma falta e possui um bom campo visual?
                               
                                    Posiciona-se de acordo com o que ocorre na partida?

Cooperação com os árbitros assistentes e o 4º árbitro

                                    Seu trabalho em equipe é coordenado e efetivo com os assistentes e o quarto árbitro?
                                
                                    Suas reações são lentas ou rápidas diante das sinalizações dos assistentes?
                               
                                    Manteve permanente contato visual com seus assistentes como especifica a regra?

Avaliação dos árbitros assistentes

                                          Interpretou adequadamente as infrações de impedimento, participou quando foi necessário ou omitiu-se.

                                          Neste caso houve trabalho em equipe?
                             
                                          Usou a técnica da bandeira e trabalho em equipe?
                                  
                                          Posicionou-se e movimentou-se (lateral ou frontal de acordo com a regra?
                               
                                          Utilizou-se da técnica, observar, esperar, para decidir.


Avaliação do 4º árbitro

                                                Controlou os bancos de suplentes (personalidades e autoridades).

                                                Como foi o trabalho em equipe.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Melodia do apito agradou

Foto: Allan Costa Pinto

 A 8ª e a 9ª rodada do Campeonato Paranaense, realizadas no meio de semana e no final de semana que passou, propiciou uma arbitragem linear  pela primeira vez no atual campeonato paranaense.  Houve um crescimento substâncial  no posicionamento correto dos árbitros nas áreas negras do campo de jogo, onde acontecem os lances que  "matam" uma arbitragem, posicionamento esse que muitas vezes impede o árbitro de visualizar aqueles lances "cavernosos".

  Gostei do trabalho em equipe desenvovlido entre  árbitros, assistentes e o quarto árbitro. Outro quesito que melhorou muito nos assistentes foi a comunicação corporal e a visualização entre o trio de arbitragem.  A utilização da bandeira de forma correta  pelos assistentes e o posicionamento dos árbitros no campo de jogo, abandonando em algumas ocasiões  a diagonal quando necessário e posicionando-se mais próximo dos assistentes proporcionou arbitragens com um índice elevado de acertos.

Tenho observado  nos jogos que assisti pela TV e nas partidas que assisti "in loco", que alguns árbitros e assistentes são carentes de treinamentos e  se submetidos  a um trabalho em equipe como a parte psicológica,  a realização de vários exercícios  de  interpretação e aplicação das jogadas e treinamentos de faltas nas proximidades da área penal em conjunto com o assistente,  para indicar se a falta ocorreu dentro ou fora da área de pênalti,  poderão desenvolver melhor suas qualidades e, por extensão, apresentarem um índice expressivo de acertos nas tomadas de decisões no campo de jogo.

PS: A Fifa diz: "A arbitragem exige concentração, controle emocional, pleno domínio das Regras do Jogo, condicionamento físico, bom posicionamento em campo, firmeza nas decisões e, sobretudo, imparcialidade e entusiasmo. Os  árbitros que atuaram no meio e final de semana que passou, Edivaldo Elias da Silva, Jarbe Cassou,  Heber Roberto Lopes, Leandro Hermes Júnior, Paulo Roberto Alves Júnior e Selmo Pedro dos Anjos (foto), cumpriram o preceito nominado pela Fifa.  Nota da arbitragem incluindo as rodadas acima nominadas: 10!
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Conmebol divulga a escala de árbitros dos jogos dos brasileiros


Santos entra em campo na próxima terça, enquanto Cruzeiro e Inter jogam na quarta e o Grêmio na quinta
Redação - Justiça Desportiva





A Conmebol divulgou nesta última quinta-feira, dia 10 de fevereiro, a relação de árbitros para os primeiros de uma série de jogos da Libertadores da América que acontecem na próxima semana. Em campo, quatro brasileiros iniciam a disputa continental. O Fluminense, na última quarta-feira, dia 9, já fez a sua primeira partida. Na próxima semana, de terça a quinta, haverá sempre um clube do Brasil jogando.
O primeiro brasileiro a entrar em campo é o Santos, que na terça-feira, dia 15, enfrenta o Deportivo Táchira na Venezuela. O árbitro do jogo pelo Grupo 5 será o equatoriano Carlos Vera.
Na quarta-feira, dia 16, o Brasil entra em campo com Internacional e Cruzeiro, que enfrentam Emelec, do Equador, e Estudiantes, da Argentina, respectivamente. Em Guayaquik, o argentino Nestor Pitana comanda o jogo do time gaúcho, enquanto o paraguaio Carlos Amarilla apita a partida do clube mineiro.
Por fim, na quinta-feira, dia 17, o Grêmio recebe o Oriente Petrolero, da Bolívia, em partida no Olímpico, que terá no apito o uruguaio Líber Prudente.


Confira mais detalhes da escala de árbitros:
Emelec/EQU x Internacional
- Data e hora: 16/01, às 19h
- Local: Guayaquil
- Grupo 6
- Árbitro: Néstor Pitana, da Argentina
- 1º Assistente: Gustavo Esquivel, da Argentina
- 2º Assistente: Ariel Bustos, da Argentina
- 4º Árbitro: Alfredo Intriago, do Equador
Grêmio x Oriente Petrolero/BOL
- Data e hora: 17/02, às 19h45
- Local: Porto Alegre
- Grupo 2
- Árbitro: Líber Prudente, do Uruguai
- 1º Assistente: Carlos Pastorino, do Uruguai
- 2º Assistente: William Casavieja, do Uruguai
- 4º Árbitro: Evandro Roman, do Brasil
Deportivo Táchira/VEN x Santos
- Data e hora: 15/02, às 20h45
- Local: San Cristóbal
- Grupo 5
- Árbitro: Carlos Vera, do Equador
- 1 º Assistente: Juan Cedeño, do Equador
- 2 º Assistente: Byron, Romero, do Equador
- 4º Árbitro: Mayker Gómez, da Venezuela
Cruzeiro x Estudiantes/ARG
- Data e hora: 16/02, às 22h
- Local: Sete Lagoas
- Grupo 7
- Árbitro: Carlos Amarilla, do Paraguai
- 1 º Assistente: Milcíades Saldívar, do Paraguai
- 2 º Assistente: Carlos Cáceres, do Paraguai
- 4º Árbitro: Ricardo Marques, do Brasil
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tecnologia: aqui, a Fifa não manda

 
Neste ano, o The International Football Association Board, que é composto pela Inglaterra, Escócia, Irlanda, País de Gales e a Fifa, completa 125 anos de existência. Sua fundação ocorreu no dia 2 de junho de 1886, num escritório no viaduto Holborn, em Londres. O Board é o único organismo no mundo do futebol que tem poderes para autorizar qualquer experimento, discutir ou mudar as Regras do Jogo de Futebol.

A próxima reunião geral anual do Board, que tem se mostrado extremamente conservador, acontece de 4 à 6 de março próximo, no hotel Celtic Manor Resort, perto de Newport, País de Gales, e promete ser histórica, segundo Jonathan Ford, presidente-executivo da Associação do País de Gales, porque estará em discussão a implementação da tecnologia para auxiliar a arbitragem a minimizar a sequência de equívocos grotescos, principalmente os protagonizados pelos árbitros e assistentes na última Copa do Mundo na África do Sul.

Além do chip na bola, cujos testes ainda não são conclusivos, há outras nove tecnologias que foram testadas e de acordo com informações de Zurique, onde está situada a sede da Fifa, aquela que comprovar 100% de eficácia deverá obter autorização para em caráter experimental,  ser utilizada nas futuras competições da entidade, quem sabe na Copa das Confederações de 2013 no Brasil e, se o experimento, atingir o objetivo  nos lances polêmicos,  deverá ocorrer a sua implantação na Copa do Mundo de 2014 em nosso país.

Não obstante o chip na bola, o ponto eletrônico, lembrei-me de outras tecnologias que poderiam ser discutidas nesta reunião para ajudar os árbitros como o ocorrido recentemente no Mundial de Atletismo, quando a jamaicana Verônica Campbell, cruzou a linha de chegada a 3 milésimos de segundos antes da americana Lauryn Willians e a decisão definitiva ocorreu após análise de uma foto de instante final.

Ou a tecnologia usada no automobilismo, onde são utilizados sensores do diâmetro de um maço de cigarros, que emitem sinais que são captados por antenas instaladas no piso ao longo da pista, e determinam quem será o pole-position de um Grande Prêmio, como na Turquia, quando Felipe Massa fez uma volta mais rápida que o inglês Lewis Hamilton em 44 segundos de milésimos. E, por último, o sistema desenvolvido pelo matemático Paul Hawkins, um dos inventores do "Hawk-Eye" (Olho de Falcão), sistema eletrônico usado no tênis, críquete e sinuca para tirar dúvidas sobre a legalidade de uma jogada. A utilização mais conhecida é no circuito da Associação dos Tenistas Profissionais, onde o dispositivo comprova se a bola foi rebatida para dentro ou fora da quadra.

A tecnologia, se usada de forma ordenada, poderá ser de grande valia para a arbitragem, mas acredito que pela complexidade e paixão que o futebol provoca em bilhões de pessoas em todo o mundo,  não irá equacionar todos os equívocos que a arbitragem vier a cometer.
Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

10 Questões a... João Carlos Pereira


O site de arbitragem RefereeTip.com e o site institucional da APAF - Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol possuem uma parceria online intitulada “10 Questões a…”.
Nesta rubrica, comum aos dois websites, convidamos semanalmente uma personalidade a responder a 10 questões relacionadas com a arbitragem.

Depois de na semana passada termos convidado um jogador a responder às “10 Questões a…”, temos esta semana um treinador como nosso entrevistado.

João Carlos Pereira é uma das caras de uma nova vaga de treinadores portugueses que surgirão no panorama futebolístico português nos últimos anos. Para além de experiências em clubes dos quadros da 2ª e 3ª divisão nacionais, conta já no seu curriculum com passagens em clubes portugueses de destaque como a Académica, Nacional, Estoril, Belenenses. Actualmente, na segunda experiência internacional (anteriormente tinha orientado o Al-Tadamon, do Kuwait) João Carlos Pereira está no Chipre onde dirige os destinos do Ermis Aradippou.
Procuramos, nesta entrevista, perceber de que forma a arbitragem e os árbitros são vistos por aqueles têm a responsabilidade de dirigir os jogadores de futebol.


JOÃO CARLOS PEREIRA

1.Tendo jogado futebol 18 anos e sendo treinador há 14 anos, qual a tua opinião relativamente à evolução que a arbitragem portuguesa viveu desde que estás ligado profissionalmente ao futebol?
A arbitragem tem evoluído bastante! Creio que o futebol português, em geral foi evoluindo consideravelmente. O futebol português é neste momento meritoriamente reconhecido no panorama internacional e a arbitragem, sendo parte integrante da indústria, evoluiu na mesma proporção.

2.Quais as principais diferenças entre os árbitros que encontraste enquanto jogador e os actuais?
Diferenças em vários aspectos. Os de hoje estão muito mais bem preparados, e em todas as dimensões da sua intervenção, do que os de outrora.

3.Como treinador, para além das equipas que treinaste em Portugal, já tiveste várias experiências fora do país. Como avalias os árbitros portugueses comparativamente com os dos outros países?
Indubitavelmente há e haverá erros em todo o lado do mundo, principalmente porque os ajuizamentos são feitos por pessoas, e o erro é parte da componente aleatória e caótica do jogo. No entanto, e correndo o risco do erro da generalização, posso afirmar que a nossa arbitragem é globalmente superior à dos locais onde tive a oportunidade de trabalhar até hoje.

4.Na tua preparação para os jogos também fazes “scouting” relativamente à equipa de arbitragem? Com que objectivos?
Em competição, é fundamental ter um conhecimento tão profundo quanto possível dos contextos e dos intérpretes. Faço-o, essencialmente porque sinto necessidade de fazer uma abordagem complexa ao jogo e também porque acredito ficar mais bem preparado para a condução e gestão da partida.

5.Nos diversos níveis dos Cursos de Treinador uma das matérias estudadas e avaliadas são as Leis de Jogo. Achas que foram matérias benéficas para a tua formação como treinador? Tiveste boas notas?
Creio serem fundamentais, pois quando entramos numa competição, é fulcral dominar as regras da mesma. Quanto às minhas notas, ao longo do meu percurso formativo, fui tendo boas notas nas Leis de Jogo, mas no último curso, descurei um pouco e foram apenas razoáveis. Quando não refrescamos matérias estudadas há muito, corre-se esse risco…

6.Discutem-se actualmente diversas sugestões de novas tecnologias de apoio à arbitragem e existem também opiniões divergentes quanto à sua aplicação e aplicabilidade. Na tua opinião, quais se poderiam implementar para beneficiar o futebol sem o descaracterizar?
Este será sempre um tema controverso. Creio que o lado conservador do International Board, nunca irá estar muito aberto a certas alterações. Creio que o lado objectivo do jogo poderá ser alvo de evolução, como o chip na bola, mas o lado mais subjectivo, sendo alterado, pode provocar eventuais prejuízos no espectáculo. Não podemos esquecer que à luz da teoria dos sistemas vivos, mexendo num elemento, estar-se-á a mexer no todo. Portanto, poderá estar-se a alterar o jogo em si. Não podemos esquecer o que uma alteração como o fora de jogo, provocou no jogo.

7.Se pudesses mudar algo na arbitragem, seja nas Leis de Jogo ou noutras situações, o que seria?
Acho que dada a importância dos investimentos, sejam de que tipo for que as equipas e os profissionais ligados à indústria do futebol fazem, creio que os árbitros terão de ser mais profissionais e conscientes. Portanto, tudo o que possa minorar os riscos de erro e falhas de ajuizamento… Creio ser fundamental que os responsáveis estejam directamente ligados à investigação de ponta em áreas como a neurologia, e outras ciências sociais na área da tomada de decisão e da inteligência emocional para se poder proporcionar uma melhor especialização do árbitro. O caminho da formação deve ser seguido!

8.No planeamento dos treinos tens alguma preocupação de formar os teus jogadores relativamente às Leis de Jogo? Achas que os treinadores dos escalões de formação deveriam ter essa preocupação ou não é importante para a actividade de um jogador?
Tento tirar partido das regras no projecto colectivo de jogo das minhas equipas. É determinante que os jovens futebolistas sejam estimulados a aprender e a dominar as leis de jogo.

9.Há algum árbitro ou árbitros com quem te tenhas cruzado na tua carreira e que te tenha marcado pela positiva? Porquê?
Ocultando nomes, houve árbitros que tiveram intervenções vincadamente positivas e que registei. Essencialmente, um ou outro, porque utilizaram o bom senso e a inteligência emocional de forma a não complicar situações. Outros, pelo tipo de comunicação e a forma de relacionamento com os jogadores e com os treinadores. Há coisas que vão para além das leis de jogo…

10.Que questão, relativa à arbitragem, nunca te colocaram mas à qual gostarias de responder?
Gostava de poder responder a uma pergunta do meu filho mais novo e respondê-la com toda a certeza e segurança: Qual o papel e a função do árbitro num jogo de futebol? Tal como um juiz no tribunal tem de ter muito cuidado, para não julgar erradamente uma pessoa num processo e levá-lo a uma penalização, que pode ser por vezes a prisão, o árbitro tem de ajuizar de forma isenta e sem castigar ou beneficiar um jogador ou equipa com a consciência de não poder errar.

O RefereeTip agradece a disponibilidade demonstrada pelo João em cooperar com esta rubrica semanal.

Luzes sobre o apito

Livro Arbitragem de Futebol - Questões Atuais e Polêmicas, de autoria do advogado Ademar Scheffler, trata de aspectos relacionados ao árbitro de futebol e sua atividade. Lançamento ocorre no dia 16, em Porto Alegre.


Acontece no próximo dia 16 o lançamento do livro Arbitragem de Futebol - Questões Atuais e Polêmicas, edição 2011, de autoria do advogado Ademar Pedro Scheffler, assessor jurídico do SAFERGS. O evento será realizado em Porto Alegre, no Tuyuty Pub Café, na rua Caldas Junior 393 (esquina com a rua Riachuelo). A obra escrita por Ademar Scheffler e publicada pela Editora Memória Jurídica trata
de aspectos  atuais relacionados ao árbitro de futebol e sua atividade.  As relações  laborais,  a formação e reciclagem, previdência social, bem como  a profissionalização dos "juízes de futebol", no Brasil e em diversos países da América e da Europa, são temas recorrentes na mídia e integram o conteúdo do livro. Outras questões importantes também são contempladas, tais como: elaboração de súmulas e relatórios pelos árbitros e respectivos assistentes; julgamentos de árbitros pela Justiça Desportiva; responsabilidade Civil e Criminal em razão de fatos decorrentes das decisões dos árbitros (erro do árbitro) e de atos praticados por outros envolvidos no futebol (jogadores, dirigentes, jornalistas, torcedores, etc), direcionados aos homens do apito; ações de torcedores contra árbitros com base no Estatuto do Torcedor. Finalmente, são lançadas luzes sobre o Direito de Arena e Direito de Imagem dos árbitros, com  exemplos práticos. A apresentação da edição é do professor Alberto Puga.



 Na foto, o autor com a assistente Tatiana de Freitas, na apresentação da obra durante a pré-temporada da arbitragem gaúcha 2011.


 
Serviço

Arbitragem de Futebol - Questões Atuais e Polêmicas pode ser adquirido os seguintes locais:

Porto Alegre: Livraria Safe (rua Riachuelo 1238) e Livraria do Advogado (Riachuelo 1338).

Rio de Janeiro: Livrarias LumenJuris e Leonardo da Vinci;

São Paulo: Editora e livrarias RT e Blanco; Editora Memória Jurídica (Rua Santo Amaro nº 345 - Bela Vista-CEP 01315-001- São Paulo).www.memoriajuridica.com.br ou fabbris8@terra.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Curitiba: Livrarias Curitiba, Pleno Juris e Livraria RT;

Belo Horizonte: Livrarias Delrey;

Brasília: Livrarias RT.



Fonte: Assessoria de Imprensa do SAFERGS

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Opinião: Profissionalização está bem próxima


Os contrários à regulamentação da atividade do árbitro de futebol  deveriam convidar Kheitt Hackett  para uma palestra. Ele, nos último sete anos, ocupa o cargo de diretor-geral da Profissional Game Match Officials Ltda, empresa gestora da arbitragem profissional da Liga Inglesa de Futebol, e poderia explicar o retumbante sucesso dos homens de preto nas suas competições.

Lembrei-me do nominado diretor e de uma matéria que li há pouco tempo no jornal The Guardian e do seminário realizado sob o título: “profissionalismo na arbitragem será possível?”. Na matéria, observei o senhor Kheitt Hackett expondo de maneira objetiva como foi possível alcançar sucesso ao longo dos últimos anos com a profissionalização dos árbitros na Premier League.

Num primeiro momento, disse Hackett, houve reações contrárias à profissionalização, em função da mentalidade daqueles que eram contrários a regulamentação. Mas, com o aparecimento da empresa de Kheitt Hackett, cada árbitro passou ter contrato de dois anos para apitar na Liga Inglesa de Futebol. Um detalhe importante: além do processo seletivo rigoroso para ser contratado, os árbitros que apresentam deficiências nos jogos são rebaixados de categoria e, dependendo das avaliações semanais realizadas por especialistas em arbitragem, o contrato pode não ser renovado ao seu final.

O processo teve início com 18 árbitros e 36 árbitros assistentes contratados ao custo de 8,25 milhões de euros anualmente. Na atualidade o número de árbitros e assistentes acentuou-se e os valores financeiros duplicaram. Estão incluídos neste montante as taxas de arbitragens, diárias, seminários, material de treinamento, uniforme e toda a infraestrutura necessária para que os árbitros tenham uma ótima performance nas tomadas de decisões no campo de jogo.

A profissionalização da arbitragem na Premier League propiciou maior tempo de bola em jogo, transformando as partidas num espetáculo de entretenimento com quer a Fifa, menor número de faltas e queda significativa nos cartões amarelos de 7,4 por jogo para 3,2. É óbvio que o modelo inglês é inviável em muitos países em função das peculiaridades de cada  um, porém, há que se criar um modelo próprio de acordo com a realidade das leis e  econômica  de cada nação, pois caso isso não ocorra a arbitragem em âmbito mundial continuará a passos de cágado e refém das federações, associações, confederações e sobretudo dos cartolas que utilizam de forma estratosférica o árbitro e seus assistentes para justificarem o fracasso de suas equipes quando perdem uma partida.

Valdir Bicudo-bicudoapito@hotmail.com
Em Português do Brasil