quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

ÁRBITROS SEM CASTIGO PELO BOICOTE AOS LOGÓTIPOS DOS PATROCINADORES

              Crédito: Geraldo Bubniak

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), descartou a possibilidade de os árbitros serem castigados pelo boicote aos logótipos dos patrocinadores durante a 12.ª jornada do campeonato, refere o jornal A Bola desta quinta-feira (15).
Recorde-se que o Conselho de Disciplina tinha aberto um inquérito depois de os juízes profissionais não terem exibido o símbolo da Liga NOS nos jogos da referida jornada, na última semana de novembro, em protesto pelo clima de suspeição que envolvia o setor.
Segundo o acordão, não houve qualquer tipo de infração disciplinar por parte dos árbitros. Esta decisão foi tomada com base no cumprimento das regras da FIFA, que não permitem que os árbitros exibam publicidade na parte da frente ou no verso das camisolas, ou na parte de trás das camisas como queiram.
                      Carlos Xistra, árbitro português
A mesma publicação refere que os árbitros poderão não exibir o 'badge' da Liga NOS na próxima jornada, de modo a não contrariar a decisão, que lhes foi favorável, do Conselho de Disciplina.
Fonte: https://desporto.sapo.pt/futebol/primeira-liga/artigos/arbitros-sem-castigo-pelo-boicote-aos-logotipos-dos-patrocinadores
   Propaganda estampada  nas costas da indumentária dos árbitros no Campeonato Brasileiro da CBF, está em descompasso com as normas da FIFA - Crédito: Istoédinheiro.com.br
ad argumentandum tantum (1) – Aqui neste Blog tenho noticiado de maneira reiterada, que, o Estatuto da FIFA, no que concerne a publicidade no uniforme da arbitragem é clarividente: A propaganda é permitida exclusivamente nas mangas das camisas da confraria do apito - e devem obedecer as medidas estipuladas pela FIFA. Ou seja, o que faz a CBF, alocando publicidade nas costas das camisas dos homens de preto do futebol brasileiro, é ilegal. É uma espécie de ESCRAVIDÃO, que tem a omissão e a participação decisiva de todos os árbitros da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf). E, o montante arrecadado, deve ser revertido em benefício da capacitação da arbitragem, preceitua a FIFA.

ad argumentandum tantum (2) - O que diferencia os apitos e bandeiras da Federação Portuguesa de Futebol, da arbitragem da (Senaf), em relação a essa exploração das publicidades nas costas das camisas?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ÁRBITRO DE VÍDEO É REALIDADE

     Foto: FPF

No dia 30 de julho de 1966, Inglaterra x Alemanha se enfrentaram pela final da Copa do Mundo, que foi disputada no país britânico. O jogo ficou marcado como um dos mais polêmicos da história dos Mundiais, por conta do lance que originou o gol do inglês Hurst, o terceiro da vitória inglesa por 4 a 2.

Após empate por 2 x 2 no tempo normal, com gols dos alemães Haller e Weber e de Geoff Hurst e Peters para a seleção local, o campeão do torneio foi decidido na prorrogação. Foi quando aos 11 minutos da primeira etapa do tempo extra, que Hurst marcou um dos mais discutidos “gols” de todos os tempos e abriu caminho para o primeiro título mundial da Inglaterra.

Artilheiro de sua equipe no torneio, Hurst recebeu uma bola no campo de ataque, avançou e virou chutando quase na entrada da pequena área. O arremate estourou no travessão e se chocou com o chão da meta d alemão Hans Tilkowski, próximo à linha do gol. A jogada foi validada pelo árbitro Gottfried Vienst (Suíça), e pelo bandeira do azerbaijão Tofiq Bahramov.

Questionado à época pela imprensa sobre o fato, e da possibilidade da tecnologia agir como ferramenta auxiliar à arbitragem, nos lances que não fossem captados pelo seu campo visual, Stanley Rous, o presidente da FIFA de 1961 a 1974, disse: “O futebol é paixão. O que enche estádio é controvérsia. Foi pênalti, não foi, foi impedimento, não foi... Se acabar com isto acaba o futebol”. 

Só que a mentalidade, os usos e costumes e as circunstâncias do futebol eram totalmente diferentes - e ninguém imaginava que, o esporte das multidões atingisse o estágio que atingiu no século 21. Sobretudo, econômico.

Alguns anos se passaram e em 2007, o ex-árbitro e ex-dirigente da CA/CBF, Armando Marques, perguntado pelo informativo MARCA DA CAL (SAFERGS/RS), a respeito da tecnologia no auxílio aos árbitros, vociferou: “Vejo com bons olhos. No entanto, é preciso evitar exageros, pois o futebol vive de paixão. Tudo que envolve a paixão tem controvérsia. Se você acabar com a controvérsia acaba com a paixão. Acabou com a paixão acaba com o futebol”.

Na Copa do Mundo da África do Sul em 2010, quarenta e quatro anos depois, contra a mesma Alemanha, a Inglaterra teve um gol em lance parecido àquele de Londres, quando o meia inglês Lampard chutou de fora da área, a bola bateu no travessão e se chocou com a parte interna do chão da meta do goleiro Neuer (Alemanha). 

O árbitro do prélio em tela, Jorge Larrionda e seu compatriota, o assistente Mauricio Espinoza, ambos uruguaios, não validaram o tento legítimo em que a bola ultrapassou a linha de meta em mais de trinta centímetros.

Com o tsunami que varreu a cartolagem retrógada em 2015 do comando da FIFA, assumiu o comando da entidade, Gianni Infantino. Um dirigente moderno que, entendeu que não era justo que apenas os espectadores nos estádios ou em casa observassem, em questão de segundos, que o árbitro cometeu um erro – e o árbitro continuasse a ser o único que não pudesse ver seu próprio erro, e consertá-lo na direção de um prelio.

Após vários estudos e reuniões o (The IFAB), em decisão que é considerada inédita pelo mundo do futebol, no dia 5 de março de 2016, autorizou o experimento do Árbitro Assistente de Vídeo (AV) – (VAR, na sigla em inglês) para auxiliar a arbitragem e esclarecer lances fundamentais para o desenvolvimento do futebol, como um gol fantasma, um pênalti ou uma falha na identificação do jogador que tenha cometido uma falta punível com cartão.

O (AV) foi testado no último Mundial de Clubes, disputado nos Emirados Árabes Unidos em 2017, e em exatas (oitocentas partidas em vinte competições diferentes do planeta nos últimos três anos), no qual a tecnologia teve um papel decisivo em jogadas importantes, propiciando que as decisões dos homens de preto fossem mais justas.

Em artigo na Revista The Spectator [https://www.spectator.co.uk/2018/02/stop-trying-to-make-football-perfect-its-the-errors-that-make-it-fun/] - o jornalista Rod Liddle, opina que, a implementação do (AV) como ferramenta auxiliar à arbitragem, pode tirar a essência do futebol. O nó da questão é que os grandes grupos econômicos que investem cada vez mais no futebol, alegam que estão cansados de ver os erros da confraria do apito aniquilar suas logomarcas das diferentes competições e, por extensão, dado os constantes prejuízos ameaçam diminuir as verbas ou “sair à francesa” do futebol.

ad argumentandum tantum – Na reunião preliminar que aconteceu no dia 22 de janeiro que passou, o (The IFAB) referendou todos os experimentos realizados em relação  ao (AV). E o incluiu na pauta da Reunião Geral Anual do órgão, que irá acontecer no próximo dia 3 de março em Zurique (Suíça). Reunião que irá decidir se a aludida tecnologia será utilizada no Mundial da Rússia, e em quais competições a partir de então poderá ser usada pelos (204) filiados a FIFA.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CARTOLAS DESCARTAM ÁRBITRO DE VÍDEO



Encerrada a reunião do International Football Association Board, no dia 5 de março de 2016, quando  a instituição aprovou o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), como ferramenta para auxiliar a confraria dos homens de preto a tomarem decisões mais justas, a FIFA e o mundo que gravita no futebol mundial aplaudiram a decisão do (The IFAB).

Desde então, a única entidade que discordou em parte do protocolo estabelecido na aludida reunião, via mídia esportiva desde 2016, foi a CBF. Discordância que consta na palavra do presidente Marco Polo Del Nero, no livro REGRAS DE FUTEBOL 2017/2018.

Discordância que foi exposta em várias entrevistas, pelo representante da CONMEBOL Manoel Serapião Filho (foto), que, é membro do Painel Técnico Consultivo do (The IFAB).

Além do exposto, o diretor do departamento de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, quando questionado sobre a implantação do (AV) ao longo de praticamente três anos, saía pela tangente: “Estamos estudando e buscando parceiros para poder colocar a tecnologia em campo”, no auxílio à arbitragem”. Aliás, se existe algo que não se pode discutir e/ou alegar, é a falta tempo que a CBF e os clubes tiveram para discutir o tema.

Só que os parceiros nunca apareceram. Tanto é que a CBF tentou transferir o investimento do (AV), aos clubes e o resultado você lerá abaixo. 

Enquanto a CBF demonstrava-se refratária a utilizar o (AV), com óbices medíocres, as principais ligas de futebol do planeta como, MLS (EUA), KNVB (Holanda), Bundesliga (Alemanha), Federação Portuguesa de Futebol, Federação Italiana de Futebol e a Federação Francesa de Futebol implementaram os testes como o (AV).

A CBF realizou dois testes que redundaram num rotundo fracasso. O fato aconteceu, nas duas partidas decisivas do campeonato da Federação Pernambucana de Futebol em 2017. Foi um horror!

O (AV) foi testado em vinte competições diferentes do futebol mundial, em exatos oitocentos jogos. Inclusos os torneios da FIFA desde 2016.

No dia 22 de janeiro do ano em curso, em reunião preliminar em Zurique na (Suíça), o (The IFAB), referendou a experiência para a Reunião Geral Anual de Trabalho, que acontecerá no dia 3 de março de 2018. Reunião, que, dará o aval para a utilização do (AV) no Mundial da Rússia.

Além do fiasco dos testes realizados pela CBF, faltava um decisão que atestasse de forma clarividente, a decrepitude da cartolagem que dirige o futebol brasileiro. Ela veio na última segunda (5/2), na sede da CBF, por ocasião do conselho técnico do Campeonato Brasileiro desta temporada.

Por 12 x 7, os clubes que disputarão a Série (A) do Brasileirão, alegaram que o custo de quarenta mil reais por jogo está em descompasso com a realidade das equipes, e rejeitaram o (AV).

PS: Diante do você leu, fica a pergunta: Qual é o diferencial entre os dirigentes que comandam o futebol brasileiro e os dos EUA, Alemanha, França, Holanda, Itália e Portugal que realizaram e continuam realizando o experimento do (AV)?

PS (2): Pelo andar da carruagem aqui por estas plagas, o (AV), aprovado pelo (The IFAB), é uma tecnologia sem nenhuma importância à arbitragem brasileira.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

DE COSTAS PARA O FUTURO

   Da esquerda para a direita, Altemir Hausmann, Pierluigi Collina presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, Roberto Braatz e Carlos Simon no Mundial da África do Sul

Carlos Eugênio Simon (foto), o maior árbitro brasileiro de todos os tempos, é o único apito do nosso futebol que participou de três Copas do Mundo consecutivas, na matéria em tela, parabeniza os 7 clubes que quiseram a modernidade do vídeo na arbitragem. E, por consequência, traça um cenário preocupante à arbitragem brasileira.

Comentarista dos canais FOX Sports felicitou os clubes que votaram a favor do uso do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro.

O árbitro de vídeo não será utilizado no Campeonato Brasileiro de 2018. Na contramão do que ocorre no futebol mundial, os clubes brasileiros decidiram não utilizar o recurso que estará presente na Copa da Rússia.

A decisão foi tomada em reunião do conselho arbitral da CBF realizado no início de semana.

Dos 20 clubes que participam da Série A do Brasileirão sete votaram a favor do VAR ( Vídeo Assistant Referee, denominação em inglês do árbitro de vídeo). Foram eles;

Grêmio, Internacional, Chapecoense, Palmeiras, Botafogo, Flamengo e Bahia.

Parabéns a eles, que estão atentos para a modernidade do futebol. Os demais justificaram o voto contrário alegando, principalmente, o custo de 40 mil por jogo em contrato de um ano.
 CBF e clubes não chegaram a um acordo para a implementação do árbitro de Vídeo - foto: FIFA

Creio tratar-se de um equívoco usar o conceito de custo em relação a adoção da medida. Deveria, isto sim, ser encarado como um investimento que só trará benefícios para o futebol, com a correção dos erros de arbitragem e o aprimoramento da atuação dos profissionais do apito e das bandeiras, certamente bem mais zelosos das suas atribuições ao saber que suas decisões podem serem questionadas e modificadas no decorrer da partida.

Em relação ao preço, um contrato de duração mais ampliado (cinco anos, por exemplo) possivelmente faria com que o valor fosse reduzido. (Portugal é um milhão de euros por temporada).

Na minha opinião já passou da hora de a CBF cumprir o que vem prometendo desde 2016 e adotar medidas práticas para efetivação do árbitro de video de forma regular e não eventual, como vai acontecer em 2018 na fase decisiva da Copa do Brasil.

Já disse e repito que o árbitro de video não é a panacéia milagrosa capaz de redimir todas as deficiências do apito brasileiro. O desejável - e necessário - salto de qualidade da arbitragem do nosso futebol exige, também, o fim do sorteio e a profissionalização da atividade, providência capaz de gerar respeito e tranquilidade trabalhista a árbitro

Enquanto tais medidas não se concretizem permanece atual a observação do grande jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira: "o dirigente de futebol só se preocupa com o árbitro quando ele erra contra sua equipe".
Fonte: BLOG DO SIMON/FOX SPORTS

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

RENOVAÇÃO OU MAIS DO MESMO?


Após o retumbante fracasso da arbitragem que compõe a Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), no Campeonato Brasileiro do ano que passou, a CBF neste início de ano, via seu departamento de arbitragem, convocou para um curso de requalificação num primeiro plano, os instrutores regionais das federações de futebol - e numa segunda etapa, os instrutores que têm atuado nas competições da entidade, sob o argumento de renovação.

A medida em si é relevante, dada a importância dos instrutores regionais na formação dos novos árbitros e, por extensão, na avaliação da arbitragem que é realizada pelos instrutores nos campeonatos da CBF.

O setor de instrutores da CBF,  está há muito tempo a exigir uma profunda oxigenação - ou seja, gente nova e sem os vícios que a maioria carrega consigo e, por conseguinte, vícios que têm sido repassados aos homens de preto.

Pelo que observamos nos vídeos disponibilizados no site da CBF, com algumas exceções, - tanto os instrutores regionais, como aqueles que desempenham atribuições nos torneios da CBF, são os mesmos de sempre.

Acrescento que no caso dos instrutores da CBF, além dos cursos que são pagos pela entidade, todos recebem pecúnia, diárias, passagens aéreas e/ou  carro ou ônibus, quando escalados no Brasileirão, o que é justificável.

Porém, o custo benefício de todo esse investimento não tem atingido o objetivo esperado nas tomadas de decisões dos homens do apito e das bandeiras da Senaf – pelo contrário: O que temos visto é um autêntico “efeito traque.”

PS: A CA/CBF implementou no Campeonato Brasileiro de 2017, o RADAR (Relatório de Análise de Desempenho de Arbitragem) – ferramenta tecnológica, que teve a missão precípua de avaliar durante as partidas, a atuação dos árbitros de maneira mais científica e menos subjetiva, diz a entidade.
PS (2): Com analistas de vídeo e de campo e em alguns jogos delegado especial, o método do Departamento de Análise de Desempenho da Comissão de Arbitragem, visou não deixar escapar o que ocorreu dentro das quatro linhas. Mas também pontuou de maneira objetiva cada lance marcado no decorrer dos prelios. 

PS (3): Toda a parafernália acima nominada e os dispêndios financeiros, colocados a serviço do incremento da qualidade da arbitragem do nosso futebol, na temporada passada, infelizmente não proporcionaram os resultados que se pretendia alcançar. Vamos virar a página e esperar 2018.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

PRÉ-TEMPORADA: CHAMEM O SENEME



Pelo segundo ano consecutivo, o Comitê de Árbitros da CONMEBOL, realiza a pré-temporada aos cento e cinquenta apitos e bandeiras que compõe a confraria do apito Sul-americano.
   Wilson Seneme em pé, de gravata em recente seminário  a arbitragem da CONMEBOL - Foto: CONMEBOL

A pré-temporada da CONMEBOL à arbitragem foi planejada – ela foi dividida em três fases. Aliás, já havia sugerido aqui neste espaço em várias oportunidades, que a CA/CBF implementasse a prática em tela.
 
Porém, os “inteligentes” da CBF não gostam e não aceitam opiniões. Lá eles sabem “tudo”. Na primeira etapa, o presidente do Comitê de Arbitragem da entidade, Wilson Seneme, convocou um grupo para a Argentina na semana que passou.
 
A segunda fase da pré-temporada, começou domingo (28/1), no Brasil, e termina nesta sexta (2/2). O último contingente dos homens de preto, vai ao Uruguai, no período de 5 a 9 de fevereiro próximo.


Atenção CA/CBF, ENAF e Departamento da Arbitragem da CBF - quando há planejamento, vontade, comprometimento e as vaidades são deixadas de lado com as causas que se propõe, as coisas acontecem de maneira natural.

ad argumentandum tantum – Aliás, fica aqui a sugestão à CBF, no sentido de consultar o presidente do Comitê de Árbitros da CONMEBOL, Wilson Seneme, e obter uma “cópia” de como planejar um pré-temporada para a arbitragem brasileira com sucesso. Ou então convidá-lo, para vir “In loco” organizar a pré-temporada à nossa arbitragem.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

CBF “TRANSGRIDE” CIRCULAR DA FIFA SOBRE ARBITRAGEM



A composição da Comissão Nacional de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), está em desacordo com uma determinação da FIFA. A circular 763, editada pela entidade que controla o futebol no planeta, em julho de 2001, que regulamenta as comissões de arbitragens de cada país, diz que: ”O Conselho de Arbitragem é uma comissão especializada que tem que ser composta por ex-árbitros com vasta experiência", o que não ocorre no caso do atual dirigente, Marcos Marinho (foto abaixo), no cargo há pouco mais de um ano. Marinho nunca atuou como árbitro. Mas, mesmo assim, foi nomeado presidente da CA/CBF.

Portanto, sua presença no comando da Comissão Nacional de Arbitragem do futebol brasileiro, entra em conflito com a determinação da FIFA. Ao descumprir a indigitada circular, a CBF expõe um dos motivos pelos quais a arbitragem do nosso futebol está em decadência há vários anos, e, por extensão, não está nem aí para um dos setores mais importantes do futebol que é a comissão de árbitros.

PS: A CBF tornou-se useira e vezeira na prática adotada não só com Marcos Marinho – o fato se repete em outros setores da arbitragem. Há vários anos, a CBF recebe indicações de pessoas das federações de futebol, sem a menor identidade com a arbitragem e os escala para desempenharem as funções de analistas de campo, analista de vídeo, delegado especial e até mesmo para manusearem o tal “RADAR”. O resultado de toda essa parafernália é uma desgraça em cima da outra no campo dos apitos e bandeiras. 


ad argumentandum tantum – O Comitê de Árbitros da FIFA, é formado por ex-árbitros. Idem, o da UEFA. Também o da CONMEBOL. Na CONCACAF, a situação é similar. E na Confederação Asiática de Futebol o fato se repete. A Associação Paraguaia de Futebol, é presidida por um ex-árbitro, Amelio Andino, que é membro do Comitê de Arbitragem da FIFA.

ad argumentandum tantum (2): Entregar o comando de tão importante missão, que é comandar a sibilina arbitragem brasileira, a Marcos Marinho, é o mesmo que delegar a um pedreiro um bisturi para realizar uma cirurgia cardiovascular.


 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

UM NOVO TITO RODRIGUES?



Quem teve a felicidade de conviver, trabalhar com o ser humano, ex-árbitro e ex-diretor de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Tito Rodrigues, vivenciou momentos aprazíveis.

Independente do caráter imutável, Tito era intelectual, extrovertido, gerente de banco e na época que exerceu a atividade de árbitro da (FPF), sempre exibiu um estilo clássico dentro de campo, posicionamento inquestionável nas jogadas de pequena, média ou alta intensidade. Era respeitadíssimo.

Foi um dos melhores apitos que vi atuar no futebol paranaense e, por extensão, do futebol brasileiro. Se apitasse hoje seria FIFA com um pé nas costas e seria árbitro de Copa do Mundo. Na atualidade, qualquer medíocre atinge o quadro da FIFA.


Cursos para instrutores regionais

A CBF anuncia no seu site, que está realizando neste início de temporada no Rio de Janeiro, curso de requalificação aos instrutores de arbitragem das federações de futebol. O fato em si é de relevância - tomara que os instrutores das federações, que participam do aludido evento, tenham a capacidade cognitiva de absorver 100% do que estão ouvindo, vendo e praticando, para repassar aos árbitros dos seus estados e, por conseguinte, tenhamos a otimização das tomadas de decisões dos apitos e bandeiras.


Autofagia ou ausência de qualidade?

0 clássico Rei da Amazônia, Clube do Remo x Paysandu, que será realizado no próximo domingo (28/1), terá árbitro neutro. Segundo informações, os clubes exigiram árbitro de outra federação. Marcelo de Lima Henrique (Master/CBF), foi o apito escolhido para a direção da partida em tela. Pergunto: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA/PA), não reúne as credenciais necessárias para dirigir o clássico nominado?

ad argumentandum tantum – Divulgada a escala de jogos e da arbitragem da primeira rodada da Copa do Brasil, observa-se a presença do analista de campo. Será que nesta temporada, a CA/CBF vai levar a sério o trabalho desenvolvido por essas personagens ou vai continuar jogando o relatório por elas produzida na lata do lixo?

ad argumentandum tantum (2): Pode alguém que nunca apitou uma partida de futebol de menino de conjunto habitacional, analisar as tomadas de decisões e/ou comportamento do árbitro de futebol num jogo? Na CBF pode. QUE VEXAME!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

CBF “FLERTOU” COM O ATRASO EM RELAÇÃO AO (AV)

    Árbitro de Video em teste na (MLS-EUA) - Crédito: FIFA

Enquanto a CBF questionou em várias oportunidades nos últimos dois anos, o Protocolo estabelecido pelo (The IFAB), em 5 de março de 2016, e utilizou de várias evasivas para não implementar no futebol brasileiro o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), o mundo do futebol realizou em diferentes partes do planeta, o aludido teste em mais de vinte competições e em exatos oitocentos jogos conforme consta no site do (The IFAB de 22/1/2018).

A cada equívoco da confraria do apito nas competições da CBF, nos dois anos que se passaram, e o porquê da não implantação do (AV), a CBF via sua anacrônica comissão de arbitragem, apresentava diferentes óbices para “explicar” os motivos de não aderir a tecnologia em tela no auxílio à arbitragem, que atua nos seus torneios.

Pois bem, após dois anos de experiências do (AV) e profunda análise realizada por mais de uma centena de cientistas e técnicos selecionados pela FIFA e o (The IFAB), sob a direção da KU Leuven University (Bélgica), o (The IFAB), na reunião realizada na segunda-feira (22), [REFERENDOU] os testes realizados com o ÁRBITRO DE VÍDEO até aqui efetivados.

E, por consequência, encaminhou toda a documentação para apreciação do colegiado da Assembleia Geral Anual do (The IFAB), que será realizada no próximo dia 3 de março, em Zurique, (Suíça), com a presença do presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Reunião que irá decidir pela implementação ou não do (AV), na Copa do Mundo da Rússia deste ano e demais competições.

PS: Ressalte-se que que além das evasivas utilizadas pela CBF, a entidade realizou dois testes com o (AV) na decisão do campeonato pernambucano de futebol de 2017. Duas experiências que deu “Chabu”.

PS (2): Na primeira partida entre Sport/PE x Salgueiro/PE, na Ilha do Retiro, a definição de um lance se foi ou não penal, ultrapassou a marca dos seis minutos. No segundo prelio entre as mesmas equipes, foram utilizados quase sete minutos para saber se a bola saiu ou não pela linha linha de fundo na cobrança de um tiro de canto. Foi um horror!

ad argumentandum tantum – Após flertar dois anos com o atraso, quando é que a CBF vai inserir o setor de arbitragem da instituição no século 21?

ad argumentandum tantum (2) – A respeito da belíssima arbitragem do árbitro Luiz Alexandre Fernandes, no confronto Coritiba x Prudentópolis, pelo campeonato paranaense, falo na coluna de amanhã.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Números do vídeo-árbitro animam International Board. VAR deverá ser utilizado no Mundial 2018

                     Crédito- Bundesliga
Os testes com o vídeo-arbitro (VAR) realizados na Europa geraram alguma polémica, mas apesar das controvérsias, a International Board (IFAB), entidade que controla as regras do futebol, faz um balanço positivo, algo que deverá facilitar o uso da tecnologia no Mundial2018, a realizar-se no verão, na Rússia.

Desde março de 2016, o VAR foi utilizado em mais de 800 jogos com resultados positivos, garantiu a IFAB, que vai decidir em março se o sistema será utilizado no próximo mundial de futebol.

"A filosofia inicial foi respeitada. Queríamos um mínimo de interferências no jogo e um máximo de benefícios", explicou um porta-voz da entidade durante conferência telefónica.
Em 8 por cento dos jogos, o VAR teve "um impacto decisivo no resultado final" e a cada quatro jogos "um impacto positivo", segundo o balanço.

Numa altura em que alguns protagonistas do mundo do futebol duvidam da eficácia do recurso por quebrar o ritmo e a fluidez do jogo, a IFAB indicou que o tempo perdido com recurso ao vídeo-arbitro representa menos de um por cento do tempo total da partida. O número é muito menor se comparado com o tempo desperdiçado com faltas, marcação de cantos e pontapés de baliza.