quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Faltou planejamento ou foi arrogância?


Se o árbitro Thiago Duarte Peixoto, da Federação Paulista de Futebol, que dirigiu o Derby, Corinthians 1 x 0 Palmeiras, na quarta-feira (22), tivesse com 100% da sua atenção, da sua percepção, da sua memória, da sua acuidade visual, e colocado em prática o planejamento da arbitragem, que deve acontecer com a esquadra de árbitros antes do início da partida (ou seja, o trabalho em equipe), no aludido jogo - independente das nuances que viessem acontecer, acoplada a capacidade de execução das tarefas de um árbitro que são o (raciocínio, lógica, estratégia, tomada de decisões e resolução de problemas), Peixoto e seus congêneres, não teriam cometido o erro crasso que cometeram no clássico paulista.
O segundo cartão aplicado erroneamente aos 45' da primeira fase, pelo nominado apito (foto), ao volante Gabriel da equipe mosqueteira - (o atleta já tinha cartão amarelo, recebeu o segundo, vermelho), foi exibido à ele erroneamente que sequer participou da jogada. Quem cometeu a infração, foi o outro volante do Corinthians, Maycon.

O fato em si revela de maneira incontestável, a ausência de planejamento, de comunicação do quarteto de arbitragem no indigitado jogo, ou então, expõe uma face perigosa dos que laboraram nesta partida: A ARROGÂNCIA.

Um erro desta dimensão, não encontra ressonância nem aqui e nem na Cochinchina – que dirá arguir a falsa pré - temporada que as federações de futebol realizaram neste início de 2017, à arbitragem. Muito menos culpar os pilares técnico, tático, físico, psicológico ou falar a besteira que a arbitragem para melhorar sua performance deve ser profissionalizada.


PS (1): O disparate perpetrado pelo árbitro Thiago Duarte Peixoto, e outros equívocos cometidos pelos homens de preto, diariamente em diferentes competições do futebol nos diversificados Continentes, coloca o árbitro de futebol na 12ª posição numa lista de setecentos e duas profissões que deverão desaparecer nas próximas duas décadas. A pesquisa foi efetivada no mês de dezembro de 2016, pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.


PS (2): O episódio envolvendo a dupla Atletiba e a Federação Paranaense de Futebol no domingo (19/2), confirmou que a INTERNET que deu seus primeiros indícios na década de 60, e já criou sérios transtornos aos jornais, revistas, livros e o rádio esportivo, todos em processo gradativo de extinção, em curto espaço de tempo, vai alcançar a televisão.



DE PRIMEIRA: PAU DE DOIS BICOS, É A MATÉRIA QUE PUBLICAREMOS APÓS A QUARTA-FEIRA DE CINZAS.












 
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MUDOU O SIGNIFICADO DE “CONQUISTA”?


Os especialistas em mitomania afirmam que o hábito de a pessoa mentir compulsivamente, começa com pequenas mentiras - Posteriormente, dada a sequência de mentiras no cotidiano, o indivíduo incorpora a mentira e, por conseguinte, torna-se um mentiroso contumaz, e passa a acreditar na própria mentira.
É assim que observo cada entrevista dos dirigentes da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf). Há um RODÍZIO de afirmaçõiatos e daqueles que se "autointites aos sites e blogs de arbitragem eivado de mentiras.
A expressão comumente utilizada pela plêiade de sindicalistas da Anaf, é sempre a mesma: “MAIS UMA CONQUISTA DA CATEGORIA DO APITO E/OU ARBITRAGEM”iatos e daqueles que se "autointit - mas, não específica quando aconteceram e quais foram as conquistas dos últimos sete anos, e que benefícios proporcionou aos homens de preto da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf).

PRESTE ATENÇÃO: 1) A PROFISSIONALIZAÇÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL É PAUTADA A CADA REUNIÃO DE TRABALHO OU CONGRESSO DA ANAF – Conquista que não aconteceu. Após onze anos perambulando pelas gavetas e comissões do Congresso Nacional, saiu de Brasília totalmente descaracterizada, via Lei Nº 12.867/2013, que reconheceu a atividade do árbitro de futebol no Brasil como profissional. Ponto. MAS NÃO REGULAMENTOU. Portanto, é uma lei meia-boca e nunca uma conquista.

2) DIREITO DE ARENA À ARBITRAGEM – Elaborado, peticionado e protocolado pela Anaf, junto ao Congresso Nacional, com fraquíssimos argumentos jurídicos, foi VETADO pela presidência da República - sendo que o ex-árbitro, Evandro Rogério Romam (PR), participou ativamente do processo. No retorno ao Congresso Nacional, houve tentativa em derrubar o VETO presidencial, tendo novamente como litisconsorte, o ex-árbitro e deputado Evandro Romam do Paraná - deu “Chabu” - ou seja, o VETO foi mantido. Traduzindo: árbitro de futebol não tem direito ao diriatos e daqueles que se "autointiteito de arena.

3) DIREITO DE IMAGEM À ARBITRAGEM - Aqui talvez, tenha ocorrido o maior absurdo da atual administração da Anaf, comandada por Marco Antonio Martins. Inexplicavelmente, a ação do direito de imagem dos árbitros, foi ajuizada na Comarca de Recife (PE). Distribuída a ação a um dos magistrados da terra do frevo, eis que surge a grande “novidade”: aquela Comarca não tinha a ver com a ação, e sim a Comarca do Rio de Janeiro, sede da emissora detentora dos direitos de transmissão das competições da CBF. Pesquisando sobre o fato, fui informado no final do ano que passou, que a indigitada ação estava mais parada do que água de poço.

4) PATROCÍNIOS ESTAMPADOS NA VESTIMENTA DA RENAF - Há mais de duas décadas, a CBF vem explorando diferentes propagandas na indumentária dos árbitros da Relação Nacional de Árbitros de Futebol (Renaf). A FIFA normatizou em 2001, a forma como as publicidades devem ser alocadas nas mangas das camisas da arbitragem, e qual deve ser o destino do montante financeiro arrecadado.

[Aliás, se a Anaf tem as portas abertas com a direção da CBF como propagam seus dirigentes, porque a arbitragem que atua nos campeonatos da CBF, continua sendo EXPLORADA na questão dos patrocínios nos seus uniformes?] 

Lembro que nos países europeus, as verbas obtidas com os patrocínios das publicidades exibidas no uniforme dos homens do apito, é revertida em cursos de capacitação continuada, e o que sobra, geralmente é dividido proporcionalmente aos apitos e bandeiras. 

5) QUANTOS SINDICATOS DE ÁRBITROS DE FUTEBOL FORAM CRIADOS NA ATUAL ADMINISTRAÇÃO DA ANAF? Resposta: Nenhum. O único sindicato que foi criado desde que Marco Martins assumiu a Anaf, há sete anos, foi o do CEARÁ. Sindicato que foi fundado com a participação decisiva do ex-presidente do SAFERGS e líder sindical da (UGT) em Porto Alegre (RS), Ciro Camargo (foto) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Ressalto que os sindicatos do PARANÁ, SÃO PAULO e do R. G. do SUL, já existiam antes de Marco Martins ser presidente da Anaf, e já eram detentores da CERTIDÃO DE REGISTRO SINDICAL.

No que tange aos sindicatos, falta um para preencher os requisitos exigidos pelo ministério do Trabalho e Emprego, quando então poderá ser criada a FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL - entidade que irá propiciar à arbitragem, condições de discutir em grau de igualdade, com a cartolagem que maneja o futebol brasileiro, e por conseguinte, abandonar o último lugar onde se encontram os homens de preto, na bilionária locomotiva que rege o futebol pentacampeão.

Num cenário de extrema pobreza em termos de conquistas ao longo de sete anos, reivindicar reajuste nas taxas e diárias, na adequação dos bilhetes de passagens aéreas, na premiação de apenas dos três melhores trios da Série (A), e outros pormenores à confraria do apito, não é conquista. Salvo se mudou o significado de CONQUISTA. É OBRIGAÇÃO! Portanto, é de bom alvitre os sindicalistas da Anaf darem um tempo, nessa conversa fiada de conquista que não EXISTEM.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: O Cadastro Nacional de Entidades de Sindicais, órgão vinculado ao ministério do Trabalho e Emprego (MTE), informa que apenas os estados do CE, PR, R. G do SUL e SP, detém a Certidão de Registro Sindical, e estão com o CADASTRO ATIVO. Diante de tal afirmativa, a ANAF vai continuar MENTINDO, afirmando que existem outros sindicatos, como por exemplo o do estado do ACRE? Nesta quinta-feira (23), divulgaremos a situação dos verdadeiros sindicatos e daqueles que se "autointitulam sindicatos". 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

RECALCITRANTES A TECNOLOGIA

     Os jogos do Brasileirão/2017, dirigidos pelo excelente Marcelo de Lima Henrique ao centro, não terão o (AV) - Crédito: CBF
 

A FIFA após comprovar a eficiência de 100% da tecnologia na linha do gol, a partir de 2012, autorizou os clubes e as ligas europeias que manifestaram interesse em implementar a tecnologia na linha do gol nos seus campeonatos, a contatar com os laboratórios independentes: Sports Labs Ltda (Escócia), Labosport UK (Inglaterra), ISA Sport (Holanda) e EMPA (Suíça), já que estas empresas apresentaram os resultados esperados pela entidade que controla o futebol no planeta.

Desde 2012, essas companhias autorizaram o uso de dois modelos: Hawk-Eye, da Sony (Inglaterra) e Goal Control, de fabricação alemã. Os dois sistemas estão e/ou foram utilizados na KNVB (Holanda), na Premier League (Inglaterra), na Série (A) da (Itália), na Bundesliga (Alemanha), na Liga (1) (França), nas Copas de Portugal e nos torneios da UEFA e da FIFA.

Consultada a FIFA, a instituição afirmou que a iniciativa da contratação da tecnologia, cabe ao organizador da competição que deve fechar o contrato privado com os fornecedores homologados. A FIFA só verifica se a tecnologia empregada é correta.

Segundo a rede de TV inglesa (BBC), a Premier League (Inglaterra), pagou 12 milhões de euros (39,6 milhões de reais) por cinco anos à empresa Hawk-Eye. A Bundesliga (Alemanha), desembolsa pouco mais de 2,5 milhões de euros (8,2 milhões de reais) por temporada, também à Hawk-Eye.

A Liga de Futebol Profissional da Espanha (LFP), considerada uma das mais importantes do futebol mundial, é a única que não conta com a indigitada tecnologia. De acordo com o seu presidente, Javier Tebas, os altos custos econômicos inviabilizam a tecnologia na (LFP).

Tebas disse que, investir quatro milhões de euros (13,2 milhões de reais) num sistema que serviria para corrigir três ou quatro situações de “gol fantasma” por temporada, seria excesso. Essa foi a conclusão dos dirigentes dos clubes que disputam o torneio espanhol, quando a proposta foi feita, dois anos atrás.

Havia questões mais urgentes para tratar - recorda um porta-voz da (LFP), recordando a necessidade de sanear economicamente os clubes, cuja dívida em 2014, beirava os 450 milhões de euros (1,48 bilhão de reais), e desde então foi reduzida à metade.

Porém, há quem discorde do presidente da federação espanhola, argumentando que o desenvolvimento da tecnologia é de "apenas" 500.000 euros (1,65 milhão de reais), mas a FIFA cobra "quatro milhões de euros" pela homologação.

O presidente da (LFP) afirmou também que, há oito meses os espanhóis estão desenvolvendo o ÁRBITRO DE VÍDEO (AV) - estamos nas comissões da FIFA, e já realizamos alguns testes. A partir de 2018, se a FIFA decidir pelo (AV), instalaremos a arbitragem de vídeo, que é uma evolução na detecção automática de gols.

Mas os espanhóis não estão solitários contra a implementação da tecnologia, como ferramenta auxiliar à arbitragem. Na semana que passou, a CBF anunciou que os estratosféricos custos financeiros (R$ 20 milhões), é o principal obstáculo para a implantação do ÁRBITRO DE VÍDEO, no futebol pentacampeão.

Além do exposto, a CBF alegou que teria mais custos com a preparação e treinamento específico, que obrigatoriamente tem que ser exercido por ex-árbitros  - conforme Protocolo estabelecido pelo (The IFAB), na 130ª Reunião Geral Anual, em março de 2016.  
A verdade é que o experimento do (AV), além de ser caro financeiramente, tem um protocolo rigorosíssimo para ser cumprido - e quem não se submeter à esse  protocolo, não obtém o passaporte para realizar os testes.

PS: Um ex-árbitro da FIFA com livre trânsito junto a entidade internacional, que esteve recentemente em Zurique, sede da FIFA - quando perguntado a respeito da desistência do Brasil em relação ao (AV) este ano, foi taxativo: “Ambas, FIFA e o (The IFAB), sabem o que significará para a arbitragem em âmbito mundial o (AV). E é óbvio que não permitirão em hipótese alguma, que os testes do ÁRBITRO DE VÍDEO, fujam cem por cento do controle das duas entidades”.
 
PS (2): A tecnologia na linha do gol implementada pela FIFA, proporcionou a elucidação total, se a bola ultrapassou ou não a linha de meta na sua totalidade nas competições da FIFA, na Eurocopa e onde ela está sendo utilizada. O mesmo deve acontecer com o ÁRBITRO DE VÍDEO. Quando se gasta com a arbitragem não é custo – é investimento.

PS (3): Algumas informações da matéria em tela, foram obtidas junto ao PERIÓDICO EL PAÍS (ESPANHA).