segunda-feira, 21 de agosto de 2017

It's Now or Never

    Marcelo de Lima Henrique, com a bola ao centro - foto - MHDB


  • Os últimos dois árbitros de futebol de renome que vi apitar do Rio de Janeiro, foram José Roberto Wright e Marcelo de Lima Henrique. Desde então, a arbitragem carioca envidou esforços gigantescos no sentido de emplacar no cenário nacional e internacional, um (apito) com o estofo de Wright e Lima Henrique no quadro de FIFA, mas não conseguiu.
  • Nos primórdios de 2017, quando a FIFA anunciou a listagem completa dos árbitros e assistentes para esta temporada, no que concerne a CBF, surgiram três novos nomes na lista da entidade que controla o futebol no planeta. Rodolpho Toski Marques (PR), Wagner Nascimento Magalhães (RJ) e Wagner Reway (MT).
    • A troica de apitadores, assim que saiu a divulgação dos nomes, sofreu inúmeras contestações dos diferentes setores que gravitam no futebol brasileiro. E, obviamente, guardadas as devidas características e peculiaridades inerentes de cada um, quando designados nos jogos da Série (A), o principal torneio da CBF, exibiram comportamento diversificados.
      • Toski Marques da Federação Paranaense de Futebol, a não ser o “escorregão” técnico na partida, Corinthians/SP x Botafogo/RJ - dada a sua juventude, tem (30) anos e é o mais jovem árbitro da FIFA do futebol brasileiro e, por consequência, da América do Sul - faz uma temporada auspiciosa, e, vem demonstrando evolução a cada rodada em todos os quesitos exigidos pela CA/CBF e da FIFA.
        • Wagner Reway, 36 anos, da Federação de Futebol do Mato Grosso, vem na toada do apito paranaense e nos dez jogos que comandou, em três deles, teve pequenas imperfeições que se corrigidas, irão substancia-lo para as demais partidas quando for escalado.
        • Wagner Nascimento Magalhães, 38 anos, da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, promovido ao quadro FIFA este ano, a exemplo dos seus compatriotas, “escorregou” em alguns prélios da Série (A) do Brasileirão na atual temporada. Sua omissão na disciplina do prélio, Atlético/PR X São Paulo/SP, é inaceitável à um árbitro que ostenta o escudo da FIFA. Aliás, o indigitado árbitro, terá a dificílima missão de suplantar os demais árbitros que o antecederam - já que, fracassaram na manutenção do escudo e/ou ficaram circunscritos às competições do futebol Sul-Americano.
        • Nesta segunda (21/8), no sorteio da CA/CBF, para o confronto de volta pela Copa do Brasil, entre Cruzeiro/MG x Grêmio/RS, na quarta-feira (23/8), apontou como árbitro, Wagner Magalhães. Mostra tua cara, Wagner Magalhães - It's Now or Never. É AGORA OU NUNCA!


domingo, 20 de agosto de 2017

TRIO DA COPA NO MUNDIAL SUB-17 DA INDIA



 Da esquerda para à direita, Heber Roberto Lopes, Massimo Busacca, Zico e Sandro Meira Ricci.

A FIFA através do seu departamento de arbitragem, que é comandado por Massimo Busacca, anunciou na semana que passou, os apitos e bandeiras selecionados para o Mundial Sub-17, que será realizado na índia, no período de 6 a 28 de outubro do ano em curso.
No que concerne ao futebol brasileiro, foram convocados ao evento na Índia, o árbitro Sandro Meira Ricci e os assistentes Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse. O triunvirato em tela, está laborando junto desde o processo seletivo à Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O que significa que, salvo um acidente de percurso - a nominada trempe irá representar o futebol pentacampeão no Mundial de 2018, na Rússia.
A designação de Meira Ricci e seus compatriotas para o Mundial Sub-17, na terra de Mahatma Ghandi, independente do   Know-how de cada um, é a consolidação de que todos assimilaram a filosofia que a FIFA exige dos profissionais que atuam nas suas competições, no que tange à arbitragem.
PS: Ouvi dizer que Wilson Luiz Seneme, poderá vir ao Brasil para explicar o modus operandi do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), nas semifinais e na final da Copa Libertadores da América. Explicar o quê?
PS (2): Desde 5 de março de 2016, quando o (The IFAB) autorizou o aludido experimento e definiu o PROTOCOLO de como deve funcionar os testes do (AV), o planeta tomou conhecimento das quatro situações em que a tecnologia do (AV) deve intervir. Pergunto: Se vier ao Brasil, Seneme irá explicar o quê, sobre o ÁRBITRO DE VÍDEO?
PS (3): Acredito que seria de bom alvitre, Seneme explicar como diretor do Departamento de Arbitragem da COBNMEBOL e como membro do Comitê de Árbitros da FIFA, os motivos de a CONMEBOL não ter implementado e treinado a confraria dos homens de preto do futebol Sul-Americano até a presente data sobre tão importante tecnologia.
PS (4): Até porque, a arbitragem europeia, da CONCACAF e da Confederação Asiática de Futebol, já ministraram cursos teóricos e práticos aos apitos e bandeiras das nominadas entidades filiadas a FIFA.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

JOGO DE DARONCO NÃO VAI PARA O “BREJO”


O primeiro confronto Flamengo/RJ x Botafogo, pela Copa do Brasil, na quarta-feira que passou, na segunda fase - estava caminhando para um momento crítico - com jogadas acentuadas no campo disciplinar. A arbitragem preventiva que consiste no (diálogo, olhar, gestos, sinais do árbitro com os atletas), que até então vinha sendo colocada em prática, concomitantemente a aplicação do cartão amarelo se esgotou.

O árbitro do prelio, Anderson Daronco (foto), consciente de que a situação poderia ganhar contornos diferenciados, e conhecedor da cultura “maldosa”, “abjeta” que viceja entre os cartolas, atletas e a imprensa não titubeou: “Entubou”, Carli do alvinegro da estrela solitária e Muralha do rubro-negro da Gávea – ou seja, exibiu o cartão vermelho aos atletas em tela, aos 33’ da etapa final.

Houve quem visse exagero na posição de Daronco, que foi acusado de ter estragado a partida. Não houve exagero, que dirá ter prejudicado o espetáculo. Apenas enquadrou quem estava predisposto a transferir os seus problemas e as carências à arbitragem. 

Resultado: Os jogadores se “acoelharam” com a firme interferência da arbitragem, e a partida se arrastou até os 51’. Daronco foi inteligente. Pode até ter pecado por excesso na aplicação da Regra 12 - mas nunca por omissão. SHOW DE ARBITRAGEM!

O X da questão é que vivemos no país do “jeitinho” e com uma sociedade inerte, que dia após dias está indo para o “brejo” (como relata o excelente artigo de Cora Rónai, em O GLOBO da quarta (16), em todos os segmentos - incluso o futebol. 

PS: Em 5 de março de 2016, o (The IFAB) estabeleceu um Protocolo sobre os testes  do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV) - e deu ampla publicidade do aludido protocolo aos seus filiados em todo o planeta, que desejassem implementar o experimento. Portanto, não nenhuma novidade a ser acrescentada  ao (AV). Seguiu o protocolo em consonância com o (The IFAB) está equacionada a questão. 

PS (2): A América do Sul, em que pese os títulos mundiais da Argentina, Brasil e do Uruguai, sequer iniciou o treinamento à confraria do apito vinculada a CONMEBOL. O que coloca o apito Sul-Americano, no subdesenvolvimento em relação a indigitada tecnologia. E, por consequência, tudo o que a CBF e a CONMEBOL falarem sobre o (AV) não passa de lero-lero.  

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ACREDITE SE QUISER!

                                                                                   Crédito: CBF

No espaço reservado a palavra do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, no livro REGRAS DE FUTEBOL 2017/2018, Del Nero diz que: “Valemo-nos uma vez mais da oportunidade para mencionar que a CBF continua investindo maciçamente no setor de arbitragem, cujos frutos se revelam por meio de arbitragens de qualidade e, sobretudo, imparciais e transparentes. Os erros que se verificam, apesar de fazerem parte da falibilidade humana, não passam despercebidos pela entidade, porquanto adota todos os meios para evita-los”.
O que você vai ler a seguir vai substancia-lo a tirar suas próprias conclusões, se a afirmação do presidente da CBF é ou não verdadeira. Desde 2012, o (The IFAB), após vários experimentos, implantou o Árbitro Adicional (AA) - ao lado das metas, nos jogos. Dentre as grandes potências do futebol mundial, a CBF foi a última a aderir aos (AA).
Enquanto o mundo da arbitragem vem realizando intercâmbios anualmente, envolvendo árbitros, instrutores e dirigentes de arbitragem, como a UEFA, a CONCACAF e a CONFEDERAÇÃO ASIÁTICA DE Futebol, o quadro de arbitragem, de delegados e instrutores da CBF, a exemplo dos demais filiados da CONMEBOL, ficou circunscrito a cultura anacrônica da arbitragem da América do Sul.
A UEFA construiu o Centro de Excelência de Aperfeiçoamento (aos novos apitos e assistentes) e de Requalificação (aos árbitros e bandeiras já formados) de Arbitragem (CORE) – localizado em Nyon (Suíça) – centro que é considerado referência no que tange à arbitragem. A CBF embora seja detentora de cinco títulos mundiais, e, faça parte do país do futebol, ainda não construiu um centro de treinamento aos seus homens de preto.
 Da esquerda para a direita, o árbitro Wagner Reway e os assistentes Eduardo Cruz e Danilo Manis, no único intercâmbio envolvendo um trio de árbitros da CBF e a UEFA
A CBF nunca realizou um curso, um seminário e/ou intercâmbio como os europeus, à todos, repito, todos os membros do seu quadro nacional de árbitros. O que a CBF tem realizado é um curso aqui, outro ali, para um grupo restrito da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf).
Perguntar não ofende: Quantos Workshops e/ou cursos de requalificação realizou a CBF ao quadro da (Senaf) nesta temporada? Quantas videoconferências foram realizadas até o momento aos membros da (Senaf)?
As associações vinculadas a UEFA, a (MLS-EUA) e mais recentemente, a Confederação Asiática de Futebol e parte da Oceania, implementaram o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO(AV) nas suas competições. Enquanto isso, a CBF na contramão do planeta, anunciou na terça (15/8), via o diretor de arbitragem Sérgio Corrêa, que a entidade não irá colocar o teste do (AV) no Campeonato Brasileiro e talvez, o faça após a Copa do Mundo da Rússia.
Apesar do Campeonato Brasileiro da CBF estar na segunda fase, o site da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), desta quarta (16/8), noticia que está faltando uniforme à arbitragem que atua nas competições da CBF. E, que há árbitros e assistentes, que estão emprestando a vestimenta de outros companheiros quando escalados.

PS: Diante do exposto, tire suas conclusões a respeito da declaração de Marco Polo Del Nero.

FPF presente na inauguração da nova sede da APAF

        Crédito: André Sanano/FPF

Fernando Gomes, presidente da FPF, apadrinhou, esta terça-feira, a inauguração da nova "casa" da APAF, situada em Monte Abraão, Queluz.
A nova sede da Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol (APAF), localizada em Monte Abraão (Queluz), foi esta terça-feira oficialmente inaugurada.
A cerimónia contou com a presença de Fernando Gomes, presidente da FPF, de João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, e de José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, destacando-se ainda os líderes da Liga Portugal (Pedro Proença) e Associação Nacional de Treinadores (José Pereira). Dirigentes da arbitragem portuguesa e ex-árbitros também compareceram ao evento.
O presidente da FPF salientou que "é uma honra e um prazer estar presente na inauguração da nova sede da APAF e que o apoio da FPF só foi possível na sequência da venda do edifício da antiga sede federativa situado na Praça da Alegria, em Lisboa", afirmou.
Fernando Gomes ainda destacou a importância de criar condições para a arbitragem portuguesa: "Sempre olhámos para os árbitros com um carinho especial. A arbitragem portuguesa está a caminhar no sentido correto. A nossa função não é dirigir a arbitragem, mas antes criar as condições para que as coisas corram o melhor possível", referiu.
Luciano Gonçalves, presidente da APAF, deixou palavras de agradecimento à FPF pelo apoio a este projeto: "Ter uma sede digna ao fim de 37 anos de existência era um dos objetivos do meu mandato. E agradeço à Federação Portuguesa de Futebol, na figura o presidente Fernando Gomes, a possibilidade de termos um espaço próprio e que é património da APAF", realçou.
Na cerimónia de inauguração, João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, também enalteceu o papel dos árbitros: "Hoje é um dia de alegria. Temos de enaltecer o espírito de missão e de sacrifício dos árbitros portugueses. Todo o país deve ter orgulho no seu futebol e nos seus agentes", finalizou.
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol

terça-feira, 15 de agosto de 2017

ESTAR ATUALIZADO É IMPERATIVO


Algumas décadas atrás, o árbitro de futebol quando anunciada a sua escalação, providenciava sua mala e/ou pasta e nela acondicionava uma par de chuteiras, o uniforme totalmente preto, composto de uma bermuda, uma camisa, um par de meião, um apito e quem tinha condições no caso do árbitro, levava um par de bandeiras. E os deslocamentos do trio de árbitros eram realizados de ônibus

Hoje tudo mudou. A partir de uma das peças da vestimenta da arbitragem - a (camisa), tem várias cores - as chuteiras são de várias marcas, as bandeiras possuem dispositivos eletrônicos, o pano utilizado é de altíssima qualidade, assim como o apito. E as viagens são de carrou e/ou de avião.

Já as REGRAS DE FUTEBOL, aumentaram consideravelmente as funções e a responsabilidade dos homens de preto. Além disso, o árbitro, independente do preceituado nas regras, teve que passar por aprendizados de como tratar a imprensa, os atletas, o público, os cartolas, como se vestir fora das quatro linhas, ambientes que deve frequentar só ou (com a família) - e ter comportamento diferenciado até mesmo no seu labor diário.

As mesmas transformações que ocorreram com a confraria do apito, alcançaram os diretores de arbitragem que num passado distante, confeccionavam escalas de arbitragem de maneira monocrática, com lápis preto, depois com a caneta, a seguir com a máquina de escrever e atualmente via computador e o Smartphone.

De uns anos para cá foram instituídas as comissões de arbitragem, de acordo com o entendimento da cada federação. Geralmente composta de três a cinco membros. E, com o advento das evoluções acima nominadas, foram criadas as escolas de formação de árbitros.

No passado, havia uma plêiade de excelentes árbitros na formação dos novos apitos e bandeiras – e, guardadas as devidas proporções, eram realizadas pelos próprios árbitros em atividade. Apitos que exibiam além do dom, talento e vocação, uma simplicidade na didática empregada na formação dos futuros homens de preto, que retratava de forma fidedigna os acontecimentos envolvendo a arbitragem no campo de jogo.

Reitero, tudo mudou. Porém, um contingente expressivo das comissões de arbitragens das federações de futebol e das escolas de formação de árbitros na atualidade, não evoluíram. Pararam no tempo.

Ser ex-árbitro e ocupar a direção ou fazer parte da comissão de arbitragem ou da escola de formação, é na nossa opinião condição sine qua non – mas só isso não basta para descobrir, formar e dirigir árbitros promissores. É imperativo ter equipe e, sobretudo, projeto de alto nível - e estar atualizadíssimo em todas as vicissitudes que acontecem diariamente no futebol. 
                                         Árbitro de Vídeo em testes na (MLS - EUA) -  Crédito: FIFA

PS: Ao anunciar nesta terça (15/8) que, a CBF não irá implementar o experimento do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), foto, este ano, em nenhuma das suas competições, através do diretor de arbitragem Sérgio Corrêa, a entidade mergulha definitivamente o seu quadro de árbitros no poço do SUBDESENVOLVIMENTO.
PS (2): Um ex-árbitro da FIFA me disse nesta tarde, que os dois testes realizados pela CBF, em conjunto com a Federação Pernambucana de Futebol sobre o (AV), não surtiram nenhum efeito perante o (The IFAB) e a FIFA. Pelo contrário: Teve efeito “traque”. 

PS (3): Como exigir que a arbitragem tome decisões adequadas no campo de jogo, se a CBF nega aos homens de preto o apoio de tão importante tecnologia? ? 

VEXAME NACIONAL - A ANAF enviou ofícios ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e ao presidente da CA-CBF, Marcos Cabral Marinho, informando que tomou conhecimento que os árbitros não estão recebendo por completo o material de arbitragem para o CAMPEONATO BRASILEIRO 2017, o que está causando muito transtorno para os árbitros que precisam conseguir material emprestado de colegas que não estejam escalados. A CBF respondeu que a responsabilidade é da distribuidora do material e que já esta tomando as providências. Estamos em agosto e o principal torneio da CBF está no segundo turno. QUE VEXAME!, QUE FIASCO!. Este fiasco explica o outro FIASCO, que foi os dois testes que a CBF realizou em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol sobre o ÁRBITRO DE VÍDEO.  


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

TEMERÁRIA A SITUAÇÃO DO APITO

     Ausência de instrutores qualificados, vem impedindo o surgimento de talentos da magnitude de Sandro Meira Ricci - com a bola - foto: FIFA


  • No dia a dia encontro profissionais da imprensa, ex-atletas, torcedores que questionam o porquê de não haver renovação de árbitros no futebol brasileiro -  e, quando surge um apito promissor com raríssimas exceções, eis que ele exibe os malfadados “usos e costumes”  da maioria dos seus congêneres que está apitando.
  • A nossa resposta ao questionamento é simples e objetivo: Primeiro, no que concerne ao nosso futebol, nunca houve e não há projeto das federações de futebol para a formação de novos apitos e bandeiras - que dirá das escolas. Segundo, a composição dos instrutores das escolas que deve ser de excelência, porque é lá onde tudo começa, ou seja, é a base da formação – a composição dessas órgãos foram transformadas em “encosto” de ex-árbitros aposentados e/ou desempregados, que foram elevados a condição de “professores de arbitragem”.
  • Terceiro, a maioria desses “professores” está desatualizada em relação as REGRAS DE FUTEBOL, sobre as diretrizes do (The IFAB) e a cultura vigente dos jogadores de futebol do século 21 -  e, por extensão, dada a desatualização dos ditos “professores”, os futuros árbitros ficam alijados de como deve ser o modus vivendi e o modus operandi da arbitragem na atualidade. Sem projeto e sem professores com a qualificação exigida, o que se vê a cada temporada é uma legião de árbitros e assistentes malformados em todo o país. E o futebol brasileiro que se lixe.  
  • Além do exposto, há um outro óbice significativo que tem impedido a renovação na arbitragem do futebol pentacampeão. A política. E, quando falo da política, é porque a arbitragem vem sofrendo interferência, quando da indicação ao quadro da Seleção Nacional de Árbitros (Senaf). Tem apitos e bandeiras com potencial elevado, sendo preteridos em detrimento de alguns CABEÇAS DE BAGRE na arbitragem brasileira.

  • Todo mundo apregoa a necessidade da renovação no apito - mas, a partir do momento que a mudança é anunciada, o discurso dos dirigentes e, sobretudo, da própria mídia esportiva, muda radicalmente.
  • É inaceitável que a oxigenação num setor de tamanha relevância como é a arbitragem para o futebol, sofra a interferência da política, e em muitos casos o paternalismo da cartolagem que comanda o futebol detentor de cinco títulos mundiais. Paternalismo e indícios de amadorismo que, ficou explícito no encontro das comissões de arbitragens das federações e das escolas de formação de árbitros, realizado no último mês de maio em Curitiba. Se houver dúvidas, por favor leiam a ATA do aludido encontro.
  • Entendemos que enquanto a CBF não interferir na formação dos instrutores, na indicação de pelo menos um membro de cada escola vinculado a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), na didática empregada e estabelecer um curriculum com padrão de ensino de alto nível, de preferência sem as “baboseiras” do conteúdo da ATA de Curitiba, o tempo passará e a qualidade da confraria do apito do nosso futebol ficará onde está ou ainda mais abaixo.
  • PS: Me perguntaram a respeito de dois árbitros dirigindo uma partida de futebol (um árbitro em cada metade do campo de jogo), não é novidade. Quem se ater a ler a regra de 1873, quando foi fundado o (The IFAB), vai ver que já houve esta tentativa e não deu certo. A FIFA autorizou o mesmo experimento no Campeonato Paulista, há alguns anos atrás, DEU CHABU. Por quê? Porque cada ser humano tem uma mentalidade. No futebol não se inventa.
  • PS (2): Sobre os instrutores de arbitragem da América do Sul, é imperativo que todos sejam requalificados em similaridade aos professores europeus. As regras sofreram várias modificações e o futebol foi difundido em diferentes Continentes e culturas. Além da capacitação, que requer investimento financeiro, principalmente das associações, confederações e federações, se os denominados mestres, continuarem circunscritos a cultura do futebol da América do Sul,  dificilmente haverá renovação de excelência na arbitragem Sul-americana.

sábado, 12 de agosto de 2017

Ana Pérez, um antes e um depois na arbitragem sul-americana


Nesta quinta-feira, 10 de agosto, foi uma noite histórica para o futebol sul-americano. A primeira Assessora de Árbitros Internacional da CONMEBOL, Ana Pérez, cumpriu o objetivo traçado e o compromisso de realizar um excelente trabalho e deixou aberta as portas para mulheres que buscam, através de seu trabalho, chegar a importantes postos dentro do mundo do futebol.
A peruana marcou um antes e um depois na arbitragem Sul-Americana e deixou a todos uma lição "Devemos romper as barreiras, devemos deixar de lado os paradigmas...Tem que Acreditar Sempre".
Clique no link a seguir e observe o palestra da indigitada assessora - com o quarteto de arbitragem brasileiro que atuou no meio de semana, no confronto São Lorenzo (Argentina) x Emelec (Equador), pela Libertadores da América - http://www.conmebol.com/pt-br/ana-perez-um-antes-e-um-depois-na-arbitragem-sul-americana

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Conselho de Arbitragem da FPF faz balanço positivo da introdução do vídeo-árbitro


Federação Portuguesa de Futebol e  o  (The IFAB)), celebraram parceria no projeto do Aŕbitro de Vídeo - Crédito: (The IFAB)

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) pronunciou-se esta sexta-feira sobre alguns lances da primeira jornada que suscitaram dúvidas na opinião pública, e, através da conta de Twitter do projeto vídeo-árbitro, o organismo fez um balanço positivo da introdução de tecnologia nos jogos da Liga.
Num comunicado publicado na referida conta do Twitter, o Conselho de Arbitragem da FPF defendeu todas as decisões dos árbitros que recorreram à ajuda do vídeo-árbitro na primeira jornada, e explicou detalhadamente cinco lances, nomeadamente o lance entre Jardel e Vukcevic na área do SC Braga, e o golo anulado a Ricardo Horta na Luz.
O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) recordou ainda que é necessário a existência de um 'erro claro' para que haja intervenção do Vídeo-Árbitro, e explicou os dois lances polémicos do Benfica - SC Braga.
No caso da alegada grande penalidade de Vukcevic sobre Jardel, o Conselho de Arbitragem considerou que, "não há evidência que se trata de um erro claro, antes uma questão de interpretação sobre o contacto entre dois jogadores. Não existindo evidência de erro claro, prevalece a decisão do árbitro".

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

(MPT – RJ) MIRA A CBF


A ação do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro - conforme texto postado no APITO NACIONAL - que solicita cinco milhões de reais à confraria dos homens de preto que laboram nas competições da CBF, dada a exploração ilegal e análoga a escravidão das diferentes logomarcas estampadas na indumentária da arbitragem, atesta de maneira inafastável que este colunista estava correto, ao abordar em inúmeras colunas num pretérito recente, esta questão envolvendo a CBF e a arbitragem que trabalha nos diversificados torneios da entidade.

Já imaginaram se um “naco” desse montante acima fosse disponibilizado em cursos de capacitação continuada à todos os apitos e bandeiras da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf), nos últimos anos? Aliás, nunca, repito, nunca, o quadro nacional de arbitragem da CBF, foi requalificado numa temporada na sua totalidade. Pelo contrário: os cursos, seminários e/outros sempre foram direcionados para pequenos grupos.

A CBF afirma que o custo da implementação do experimento e treinamento do quadro da (Senaf), no que concerne ao ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), é muito caro. A ação do (MPT/RJ), além de clarificar a exploração indevida das publicidades na vestimenta da arbitragem, desclassifica a versão da CBF e expõe, que há dinheiro para requalificar a classe na questão das regras e treiná-la no que tange ao (AV).

Lembro que dos grandes centros futebolísticos do planeta, o futebol brasileiro e a CONMEBOL, são as únicas instituições que mantém suas esquadras de juízes e bandeirinhas no subdesenvolvimento no que concerne ao (AV).