quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Quais serão os critérios utilizados pela CBF?

    Da esquerda para à direita, Heber Roberto Lopes, Massimo Busacca, Ex-atleta Zico e Sandro Meira  Ricci

A FIFA após análise detalhada do seu departamento de arbitragem, que é presidido pelo suíço Massimo Busacca (foto), decidiu extinguir a idade de 45 anos como limite à um árbitro para atuar em jogos de futebol. 

Mas, Busacca deixou especificado que se houver casos de árbitro e/ou assistente acima dos (45 anos), selecionado para atuar na Copa do Mundo, nas Eliminatórias do Mundial da Rússia, Mundial de Clubes e demais competições da instituição internacional, eles serão submetidos aos mesmos testes físicos, teóricos, práticos no campo de jogo e a todos os exames médicos, sem nenhum privilégio em relação aos que possuem idade inferior a 45 anos.

Já que a FIFA definiu os critérios no tema em tela, resta saber quais serão os utilizados pela CBF e as federações de futebol sobre o assunto - principalmente, no pilar físico e na Oftalmologia - já que há estudos científicos, que atestam que a partir dos 40 anos de idade, a maioria dos seres humanos perdem gradativamente ano após ano, parte da sua acuidade visual.


Ad argumentandum tantum: Levantei a questão da acuidade visual, porque ela é de fundamental importância ao árbitro e assistente, dada a velocidade empregada pelos atletas nas partidas de futebol do século 21. E, lamentavelmente, a arbitragem não buscou mecanismos que o colocassem em grau de igualdade com a dita velocidade, visando se antecipar as jogadas como requer a FIFA. 

Ad argumentandum tantum (2): Visando postar comentário correto sobre a acuidade visual, e as inúmeras nuances que podem atingir o ser humano, fomos ouvir um geneticista, um geriatra e um oftalmologista. Ponto.
 

Comissão debate análise e desempenho dos árbitros

                                                                    Crédito: Fernando Alves/CBF


A Comissão de Arbitragem da CBF e representantes da Escola Nacional de Arbitragem (Enaf), reuniram-se na quarta-feira (18) para debater critérios técnicos de análise e desempenho dos profissionais de arbitragem durante os jogos da temporada 2017. O grupo levantou pautas e fez observações com a finalidade de elaborar nova forma de avaliação dos árbitros e evitar disparidades durante a temporada.

– Nós verificamos que há muitas inconsistências nos relatórios produzidos e no resultado final, então procuramos especialistas na área da arbitragem. Juntos, com a estrutura que já temos, esperamos atingir o objetivo de valorizar as pessoas que atuam no apito qualificá-los ainda mais – afirmou Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem.

O árbitro Ítalo Medeiros de Azevedo (RN) acredita que construir um método de avaliação é necessário para evoluir o quadro de árbitros.
– A fórmula de análise de desempenho sofrerá mudanças para que, com um novo protocolo de avaliação, a gente possa partir para um método científico que nos dará um resultado mais preciso em relação ao comportamento da arbitragem no seu aspecto geral em todas as competições da CBF – concluiu.

Estiveram presentes à reunião Cláudio Cerdeira, membro da Comissão de Arbitragem; Ana Paula de Oliveira, secretária da Comissão de Arbitragem; José Roberto Wright, membro da Comissão Independente de Arbitragem; Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem; Ítalo Medeiros de Azevedo, árbitro do quadro da CBF; Sérgio Correa, líder do projeto de Árbitro de Vídeo; Manoel Serapião Filho, diretor-presidente da Enaf; Nilson de Souza Monção, diretor-secretário da Enaf; Paulo Jorge, ouvidor da CBF; e Claudio Freitas, secretário da Comissão de Arbitragem. 
FONTE: CBF

Nossa Opinião -  A decisão da CA/CBF é bem-vinda e visa otimizar o desempenho dos homens de preto do futebol pentacampeão.  Porém, como o próprio texto enfatiza, é imperativo uma nova cartilha de avaliação sobre o desempenho (tomadas de decisões dos árbitros e comportamento) com a realidade do futebol que se pratica na atualidade. A próxima medida é dar ciência do fato á arbitragem, e requalificá-los durante a temporada.
 
Nossa Opinião (2): Outra ação importantíssima da CA/CBF, é criar um novo quadro de assessores e delegados de arbitragem. O atual representa “MAIS DO MESMO”. E a principal medida, é a extinção de uma vez por todas, da VERGONHOSA designação dos dirigentes da Associação Nacional de Árbitros de Futebol (Anaf), dos dirigentes das associações de árbitros e sindicatos de arbitragem, para exercerem as funções de assessores e/ou delegados de arbitragem nas competições da CBF.

Nossa Opinião (3): Se a CBF que é detentora de cinco títulos mundiais, e sua comissão de arbitragem está falando sério - e almejam que as análises e/ou relatórios efetivados pelos assessores e/ou delegados de arbitragem, a respeito do desempenho homens do apito e das bandeiras seja justo, equilibrado e tecnicamente correto - urge dar fim nesta VERGONHA INOMINÁVEL, que é a designação de sindicalistas para as funções de assessor e/ou delegados.

PS: Aliás, parte do sindicalismo que gravita na arbitragem brasileira, agindo tal qual um hipócrita, FINGEM defender os verdadeiros interesses da categoria que os elegeu. Porque do contrário, não aceitariam exercer as aludidas atribuições.