domingo, 22 de outubro de 2017

“SÓ NO DIA DE SÃO NUNCA”

    Da esquerda para a direita José Maria Marin e Marco Polo Del Nero

Ricardo Teixeira comandou a CBF por mais de duas décadas e foi vice-presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA, por mais de dez anos. Acusado de vários crimes e investigado pelo (FBI-EUA), em 2012, Teixeira renunciou – saiu pela porta dos fundos da entidade que comandou durante anos.

Apesar da longevidade nos dois cargos nominados, e da fortíssima influência que exercia, a arbitragem do futebol detentor de cinco Copas do Mundo teve avanços medíocres.

Assumiu em seu lugar o comando do futebol brasileiro, José Maria Marin, que nada de concreto fez em benefício na melhora da qualidade da arbitragem brasileira. O "ápice" de Marin como dirigente máximo do nosso futebol, aconteceu em 2015 - no Congresso da FIFA em Zurique, quando o (FBI-EUA), invadiu o hotel onde se realizava o aludido congresso – e, por determinação da Justiça americana, prenderam vários cartolas que faziam parte do Comitê Executivo da entidade internacional, entre eles Marin.

Aliás, Marin foi deportado da Suíça para os EUA - onde está preso em prisão domiciliar e seu julgamento está marcado para os primeiros dias do mês de novembro do ano em curso.

Com a prisão de José Marin, foi alçado ao posto de presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que também é investigado pela Justiça dos EUA.

Sob a regência de Del Nero, esperava-se transformações de impacto no futebol brasileiro, sobretudo na arbitragem. Ledo engano. Del Nero que era um dos vices de Teixeira, manteve no comando da arbitragem nacional os mesmos dirigentes da gestão de Ricardo Teixeira e José Maria Marin. E, por conseguinte, nunca apresentou um projeto com o escopo de qualificar os homens que manejam os apitos e as bandeiras do futebol pentacampeão. 
  
E, para emperrar de vez a situação no setor do apito - Del Nero trocou a direção da CA/CBF, que era presidida pelo ex-árbitro Sérgio Corrêa, por Marcos Marinho. Marinho nunca foi árbitro e sequer dirigiu uma partida de futebol de menino de conjunto habitacional. Além do continuísmo na direção da CBF, o responsável maior pela Comissão de Árbitros, nunca exerceu a atividade de árbitro de futebol.

Saímos da CBF e chegamos até as federações de futebol. Nessas entidades, o modus operandi é similar ao da CBF. Presidentes das federações de futebol e das comissões de arbitragens só deixam seus postos, quando atingidos por doença grave, por morte ou então por decisão da Justiça.

Diante do cenário desolador que você acaba de ler, exigir da confraria do apito brasileiro, tomadas de decisões no campo de jogo próximas da uniformidade das REGRAS DE FUTEBOL, ou como queiram de melhor qualidade, é utopia. Ou melhor: “SÓ NO DIA DE SÃO NUNCA”!      

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CONMEBOL VAI IMPLEMENTAR O ÁRBITRO DE VÍDEO

Crédito: DFB
A exemplo da FIFA e das principais Ligas Europeias que procederam com profissionalismo na implantação dos testes do ÁRBITRO DE VÍDEO (AV), nos seus campeonatos, a CONMEBOL, primeiro lançou uma licitação às empresas que atuam na área – conhecida a vencedora da licitação foram realizadas várias reuniões com a direção da casa que comanda o futebol Sul-americano, onde definiu-se o cronograma dos testes em consonância com o Protocolo estabelecido pelo (The IFAB).

Ultimado os detalhes burocráticos, veio a convocação dos árbitros e assistentes, para participarem do treinamento do (AV) em duas fases, na sede da entidade em Luque (Paraguai). Treinamento que teve a presença de instrutores internacionais, que trouxeram Know-how sobre a tecnologia em tela.

Terminou o treinamento à arbitragem. E, conforme prometido pela CONMEBOL, os testes do ÁRBITRO DE VÍDEO, serão consumados nos prélios das semifinais e finais da Libertadores da América, que acontecem a partir da próxima semana.

Tudo foi realizado de acordo com o Protocolo do (The IFAB) – a CONMEBOL disponibilizou estrutura similar a FIFA me disse um membro da instituição, no que concerne ao treinamento do teste do (AV) aos árbitros. A hora e a vez é da arbitragem - que terá a responsabilidade de dar a resposta quando houver os quatros lances em que o (AV) deve interferir.

PS: O imbróglio envolvendo o árbitro Heber Roberto Lopes e o presidente do Grêmio/RS, Romildo Bolzan Júnior, tem que ser resolvido na JUSTIÇA COMUM. Esperar punição de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que é um autêntico “queixo suíço” e seu “efeito suspensivo”, significa acreditar no “DIA DE SÃO NUNCA”.  

Clique no link a seguir e observe como irá funcionar o árbitro de Vídeo na Libertadores - http://www.conmebol.com/pt-br/reuniao-informativa-sobre-sistema-var-na-argentina

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DESCRÉDITO É TOTAL!

    Da esquerda para a direita, Heber Roberto Lopes, Massimo Busacca (diretor de árbitros da FIFA),   Zico e Sandro Meira Ricci 

No último dia 2 de outubro, um membro da equipe da Juventus da Itália, teceu críticas a uma interferência do árbitro de vídeo na partida Juventus 2 x 2 Atalanta, pelo campeonato italiano. Incontinenti a Federação Italiana de Futebol, censurou o comportamento do dirigente da Juventus e anunciou que tomaria medidas disciplinares severas às pessoas que adotarem esse tipo de procedimento.

A UEFA tem sido implacável com atletas ou qualquer pessoa vinculada a um dos (52) filiados quando há pronunciamentos desrespeitosos a arbitragem – a punição é imediata em pecúnia e dias de suspensão. A Premier League (Inglaterra), adota comportamento similar a UEFA. A Bundesliga (Alemanha), idem. Na Espanha, abriu a “boca” contra a confraria do apito, a punição vem a “cavalo”. Na França, os atletas são orientados por ex-árbitros de como se comportar em relação a arbitragem no campo de jogo - e as diretorias dos clubes solicitam moderação dos jogadores. Na Holanda (KNVB), o árbitro é intocável.

Outrossim, independente da punição àqueles que se manifestam de forma inadequada contra a arbitragem os europeus implantaram nas suas competições, comissões de excelência para avaliar as decisões do árbitro e assistentes na direção dos prélios – comissões que são compostas por ex-árbitros, dirigentes, técnicos, atletas e integrantes da imprensa. Essa plêiade de analistas, reúne-se um ou dois dias após os confrontos - e analisa os prós e os contra da arbitragem rodada após rodada. Comprovada a deficiência do apito e/ou bandeira nos pilares técnico, físico, tático e psicológico, eles são submetidos a uma requalificação sobre as Regras de Futebol. E, dependendo da situação, são afastados das escalas “a francesa”.

O significado do que você acaba de ler, é exibido semanalmente nas Tvs de todo o planeta - os melhores atletas de futebol do mundo, estádios lotados e em perfeitas condições, gramados de primeira linha, diferente do futebol brasileiro e a certeza do consumidor/torcedor de que ele não comprou “gato por lebre”.  

Na contramão da prática do Velho Continente, no que concerne ao futebol, o presidente do Grêmio/RS, Romildo Bolzan, na tarde da terça (17), em entrevista à imprensa, colocou em “cheque” a capacidade e o caráter do árbitro Heber Roberto Lopes (SC), que vai dirigir nesta quarta (18), Corinthians/SP x Grêmio/RS. Inclusive acusou o indigitado apito de ser um “juiz caseiro”.
    
Independente do teor e do contexto que foi concedida a entrevista, o cartola do Tricolor dos Pampas, tomou a decisão que tomou, porque sabe que a direção da CBF é comandada por Marco Polo Del Nero, que é investigado por corrupção pelo (FBI/EUA). Bolzan Júnior, falou o que falou, porque tem conhecimento através da mídia das “falcatruas”, que os antecessores de Del Nero, Ricardo Teixeira que também é investigado pela Justiça dos (EUA) e José Maria Marin, preso pelos mesmos motivos no Congresso da FIFA em 2015, na Suíça e atualmente se encontra cumprindo prisão domiciliar na terra do Tio Sam, cometeram a frente da direção da CBF.

Diante de tudo que se leu até aqui, compreende-se em parte as declarações e a angústia do presidente gremista - Porém, isso não lhe confere o direito de atacar a moral do nominado árbitro. Pois até que se prove o contrário, Heber Roberto Lopes é um indivíduo HONESTO.

Perguntar não ofende:  A cartolagem que elegeu e reelegeu sucessivas vezes Ricardo Teixeira, elegeu José Maria Marin Maria e Marco Polo Del Nero é honesta ou é “INCAUTA”?

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ranking: arbitragem das rodadas 25 e 26

    Crédito: Bruno Cantini/Atlético/MG

A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou, nesta segunda-feira (16), as melhores equipes das 25ª e 26ª rodadas do Brasileirão. Os vencedores da temporada serão determinados pela soma da pontuação contabilizada durante todo o campeonato. O ranking está sendo elaborado a partir dos dados do sistema de análise de desempenho usado pela entidade. Confira:
ARBITRAGEM - BRASILEIRÃO - 25ª RODADA
Atlético-GO 1 x 2 Cruzeiro - 24 de setembro, domingo (16h), Olímpico Pedro Ludovico, Goiânia (GO)
Árbitro:
Heber Roberto Lopes (SC) 
Árbitro Assistente 1: Helton Nunes (SC)
Árbitro Assistente 2: Thiaggo Americano Labes (SC)
Quarto Árbitro: Johnny Barros de Oliveira (SC)
Árbitro Assistente Adicional 1: Celio Amorim (SC)
Árbitro Assistente Adicional 2: Edson da Silva (SC)
Santos 1 x 0 Atlético-PR - 23 de setembro, sábado (21h), Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Árbitro Assistente 1: Guilherme Dias Camilo (MG)
Árbitro Assistente 2: Sidmar dos Santos Meurer (MG)
Quarto Árbitro: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
Árbitro Assistente Adicional 1: Wanderson Alves de Sousa (MG)
Árbitro Assistente Adicional 2: Renato Cardoso da Conceição (MG)
Coritiba 2 x 3 Botafogo - 24 de setembro, domingo (16h), Couto Pereira, Curitiba (PR)
Árbitro: 
Braulio da Silva Machado (SC)
Árbitro Assistente 1: Kleber Lucio Gil (SC)
Árbitro Assistente 2: Henrique Neu Ribeiro (SC)
Quarto Árbitro: Alex dos Santos (SC)
Árbitro Assistente Adicional 1: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
Árbitro Assistente Adicional 2: Evandro Tiago Bender (SC)
ARBITRAGEM - BRASILEIRÃO - 26ª RODADA
Vasco 1 x 1 Chapecoense - 30 de setembro, sábado (16h), São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires (GO)
Árbitro Assistente 2: Leone Carvalho Rocha (GO)
Quarto Árbitro: Marcio Soares Maciel (GO)
Árbitro Assistente Adicional 1: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)
Árbitro Assistente Adicional 2: Osimar Moreira da Silva Junior (GO)
Atlético-PR 0 x 2 Atlético-MG - 1 de outubro, domingo (19h), Arena da Baixada, Curitiba (PR)
Árbitro: Wagner Reway (com a bola) (MT)
Árbitro Assistente 1: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
Árbitro Assistente 2: Fabio Rodrigo Rubinho (MT)
Quarto Árbitro: Renan Antonio Angelim Rodrigues (MT)
Árbitro Assistente Adicional 1: Marcos Mateus Pereira (MS)
Árbitro Assistente Adicional 2: Rafael Odilio Ramos dos Santos (MT)
Botafogo 2 x 3 Vitória - 1 de outubro, domingo (16h), Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: 
Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)
Árbitro Assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Árbitro Assistente 2: Cristhian Passos Sorence (GO)
Quarto Árbitro: Edson Antonio de Sousa (GO)
Árbitro Assistente Adicional 1: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Árbitro Assistente Adicional 2: Bruno Rezende Silva (GO)


ENTREGUEM O APITO AOS ASSISTENTES

    A persistir o atual cenário no Brasileirão, seria de bom alvitre entregar o apito aos assistentes - Crédito: FIFA

Quem está acompanhando o Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF das Séries (A e B), desta temporada, está observando em vários jogos o seguinte cenário: O árbitro central marca pênalti - é rodeado por vários atletas da equipe penalizada, que com gestos e/ou ações desaprovam sua marcação.

A seguir o atleta que cometeu a falta máxima é advertido com cartão amarelo  - posteriormente o árbitro apanha a bola e a coloca na marca penal. Cronometre quantos minutos já se passaram e o pênalti não foi cobrado.

Quando imagina-se que o penal será executado, o árbitro central e um dos bandeiras trocam informações - via ponto eletrônico. No diálogo estabelecido entre ambos, o bandeira informa que não houve a penalidade máxima.

Detalhe: O árbitro que marcou o penal estava entre três e cinco metros do lance - enquanto o assistente que informa que A FALTA FOI FORA DA ÁREA ou que foi apenas um choque casual, geralmente está posicionado entre vinte e cinco e trinta metros de onde ocorreu a infração.

Informados pelo árbitro que o pênalti não aconteceu, atletas, técnico, massagista, os membros do banco de reservas e até o presidente da outra equipe, “cercam” o assistente, o árbitro assistente adicional e o próprio árbitro com o dedo apontado na direção das suas faces e armam um FURDÚNCIO generalizado.

Em média essa “bagunça” protagonizada pela arbitragem, tem oscilado na paralisação de quatro a seis minutos dos jogos. Detalhe (2): Tanto na primeira como na segunda fase, os árbitros estão tendo a “pachorra” de acrescentar apenas cinco minutos no tempo de jogo - com raras exceções.

O (The IFAB) enfatiza que o árbitro é o guardião das regras - e o trabalho em equipe do quarteto ou sexteto de arbitragem, é condição sine qua non para se obter uma performance de sucesso num prelio  – no entanto, o que temos observado, sobretudo dos apitos, é insegurança, incompetência, transferência de responsabilidade e má formação da arbitragem nas duas principais divisões do principal torneio da CBF. É um “VEXAME” total a cada rodada.

Diante da “algazarra” institucionalizada  pela confraria dos homens de preto da (Senaf), neste 2017, urge a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (Enaf), iniciar em caráter emergencial um curso de requalificação aos (apitos) – lembrando-os das prerrogativas inerentes ao árbitro central, contidas na Regra (5)- no Manual REGRAS DE FUTEBOL 2017/2018.  

Ad argumentandum tantum – Até quando, Alício Pena Júnior, Ana Paula Oliveira, Cláudio Vinicius Cerdeira, Nilson Monção, Manoel Serapião Filho e Sérgio Corrêa, que exerceram na prática o mister da arbitragem, irão ficar calados com essa “algazarra” proporcionada pela arbitragem que atua no Campeonato Brasileiro?

Perguntar não ofende: Será que existe alguma comunicação externa, o que vem sendo negado sistematicamente pela CBF, que, avisa o árbitro assistente e, esse por extensão, alerta posteriormente o árbitro?

sábado, 14 de outubro de 2017

ARBITRAGEM: INSEGURANÇA, INCOMPETÊNCIA OU COMPLÔ?

   CA/CBF em recente reunião na sede da entidade - Foto: CBF

A sequência de erros de interpretação e aplicação das REGRAS DE FUTEBOL, perpetrados pela arbitragem, rodada após rodada no Campeonato Brasileiro de Futebol da CBF, nesta temporada, nas Séries (A e B), dá margem ao título desta matéria. É clarividente que o árbitro é humano, não uma máquina. Por isso tem o direito de errar. Porém, a arbitragem ultrapassou os limites do tolerável.

O que se viu no prélio Paraná Clube 2 x 1 Criciúma/SC - na sexta (13), em Curitiba, não é aceitável numa competição do futebol detentor de cinco Copas do mundo. Além dos erros notórios de interpretação do árbitro Igor Junio Benevenuto (MG), as cenas de indisciplina dos atletas no campo e fora dele contra a arbitragem, mostradas pela SportTV para todo o Brasil e pela GloboSat internacional, atestam de maneira irrebatível que a arbitragem brasileira atingiu o fundo do poço.

A ausência de concentração e controle emocional, exibiram o açodamento e a insegurança do árbitro Igor Benevenuto – sobretudo, no momento de intervir para cumprimento das regras e, especialmente, do seu espírito que é punir o infrator na partida que dirigiu.

Nominar as trapalhadas do árbitro Junio Benevenuto na mencionada peleja, tornam-se desnecessárias - porque o país já tomou conhecimento – o problema é que Benevenuto já tinha se envolvido em situação similar a de ontem, na 15ª rodada da Série (B), no Internacional/RS 1 x 0 Luverdense/MT.

Naquele jogo, além da paralisação de mais de cinco minutos e de ter “acertado” na sinalização, segundo a CA/CBF, Junio Benevenuto e demais componentes da arbitragem, dado o “furdúncio” e a invasão dos reservas e comissão técnica da Luverdense/MT, foram “conduzidos pelos invasores à pista do estádio BEIRA-RIO. Ninguém foi punido!

Mas os erros da arbitragem como dissemos acima, não ficam circunscritos apenas na Série (B) -  considerada a “menina dos olhos” da CBF - a Série (A), nas últimas cinco rodadas teve equívocos da confraria do apito em vários jogos.

Na 24ª rodada, no Corinthians/SP x Vasco da Gama, tivemos o gol consignado com a mão pelo atacante Jô. Na 25ª, São Paulo x Corinthians, a equipe do Morumbi foi prejudicada pela arbitragem. Coritiba x Botafogo, também teve erros. Sport x Vasco, a arbitragem errou e depois de uma enorme confusão consertou o erro. Bahia x Grêmio, Luiz Flavio de Oliveira errou e errou feio contra o Tricolor dos Pampas, na marcação de pênalti que não existiu. Na 26ª, Bahia x Coritiba, Pericles Bassol Cortes, deixou de assinalar pênalti indiscutível à equipe paranaense. Na 27ª, Atlético/PR x Atlético/GO, novamente a arbitragem errou – e no Corinthians x Coritiba, outra vez a “mão” que vai contra a essência do futebol, foi utilizada em benefício do time do Parque São Jorge.

Gostem ou não, com a narrativa dos diferentes erros da arbitragem e os consequentes prejuízos ao futebol brasileiro, é imperativo uma mudança de comportamento da CA/CBF, em relação a escolha dos apitos e bandeiras nesta reta final do Campeonato Brasileiro.
  
Já imaginaram se for feita uma compilação dos erros da arbitragem desde o início do Brasileirão, e os prejuízos que esses erros proporcionaram às equipes das Séries (A e B)?

Perguntar não ofende: A Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf/CBF), está insegura, é incompetente ou quer derrubar a CA/CBF?

ad argumentandum tantum – Alicio Pena Junior, Ana Paula Oliveira, Cláudio Cerdeira, Manoel Serapião, Nilson Monção e Sérgio Corrêa da Silva - exerceram a atividade de árbitro de futebol e teem consciência da bagunça que está acontecendo no setor do apito. Diante da debacle que solapa a arbitragem brasileira, irão tomar providências sobre os acontecimentos ou irão ficar taciturnos? 


[Reproduzo parte do texto que me foi enviado pela notável personagem da arbitragem brasileira, professor Gustavo Rogério Caetano,  ex-diretor da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol e ex-membro da Conmebol,  leitor do nosso Blog].  “Bicudo, este é o estágio atual de nossa arbitragem e nos perguntamos: É comodismo, é medo, é má formação, é má qualidade, é desconhecimento por má orientação? Que belo exemplo numa Primeira Divisão se está dando aos árbitros mais jovens que aos jogos assistem para aprendizado. Se numa Primeira Divisão do Brasileirão se vê coisas deste tipo, imaginem o que não acontece nas divisões menores”...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

UM “ESTRANHO” NO COMANDO DA CA/CBF?

                                                                           Crédito: CBF

Já imaginaram em pleno século 21, um engenheiro da construção civil, ser designado para comandar um grupo de astronautas no espaço? Um médico gastroenterologista dirigir um submarino com propulsão nuclear? Um economista receber a missão de resgatar um grupo de pessoas sequestradas pela marginalia? Permitir que uma pessoa sem conhecimento macro da Selva Amazônica, chefie um grupo de pessoas numa expedição? E, por derradeiro, dar a um motorista de ônibus, o mister de decolar com um Antonov AN-225? Pode? Pode, mas, é um risco 100% que tem tudo para dar “Chabu”.

Faço as colocações acima para chegar até o comandante da Comissão de Arbitragem da CBF, Marcos Marinho. O dirigente em tela, de acordo com informações que recebi de diferentes setores do futebol brasileiro, não foi árbitro e nunca apitou uma partida de pelada de menino de conjunto habitacional.

Como Marinho não é formado e não exerceu a atividade de árbitro de futebol - não vivenciou “in loco” os pilares técnico, físico, tático, psicológico inerentes à arbitragem.

E, por extensão, as inúmeras situações extra campo, que, fazem parte do cotidiano do homem de preto à frente de um prelio. Diante do exposto, pergunto: Como pode Marcos Marinho, comandar um grupo de arbitragem tão sibilino como é o da CBF?

Não se trata de fazer campanha contrária a Marcos Marinho – até porque ele tem o respaldo do presidente da CBF, Marco Polo Nero. Apenas noticiamos um fato que é verdadeiro. Fato que posiciona a CBF na contramão de outras entidades do futebol mundial como a FIFA, CONMEBOL, UEFA, CONCACAF e OCEANIA, que têm na direção de um dos setores mais importante do futebol - a arbitragem - ex-árbitros com Know-how na função.

PS: Comandar um contingente heterodoxo como é a arbitragem, exige do escolhido para tão importante missão, além da capacitação de excelência - profunda identidade com a categoria. Credenciais que gostem ou não, faltam à Marcos Marinho. Basta observar a avalanche de erros da arbitragem da CBF neste 2017, nas Séries (A) e (B). Os erros da arbitragem estão decidindo a tabela de classificação – a cada rodada é uma desgraça! 

ad argumentandum tantum - Aos áulicos que protestaram e tentaram justificar o injustificável, respondo: O texto não discute o caráter da pessoa de Marcos Marinho. A matéria elenca que quem ocupa o cargo da CA/CBF, deve preencher determinados requisitos que o sr. Marinho não preenche. Fico a imaginar o constrangimento por mais que não se manifestem a respeito, dos ex-árbitros Claudio Cerdeira que foi FIFA, e Alício Pena Júnior. Pesquisem onde, quantos anos eles apitaram e a qualidade das partidas - para hoje serem comandados por Marcos Marinho. 

domingo, 8 de outubro de 2017

Árbitro de Vídeo é utilizado em partida oficial

O curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) da CBF segue promovendo grande aprendizado aos participantes. Na tarde deste sábado (7), no Eco Resort Oscar Inn, em Águas de Lindóia (SP), foi disputado o duelo entre Brasilis-SP e Taquaritinga-SP. A partida,  válida pela 10ª rodada da 2ª Divisão do Campeonato Paulista Sub-20, contou com o auxílio da tecnologia na arbitragem.
No campo de jogo, o trio foi formado pelo árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araújo (CBF - SP) e os assistentes Daniel Paulo Ziolli (CBF - SP) e Bruno Salgado Rizo (CBF - SP). Na cabide com os monitores, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza foi o Árbitro de Vídeo e Anderson José de Morares Coelho ficou na função de Árbitro Assistente de Vídeo. Manoel Serapião Filho foi o Supervisor e Sérgio Corrêa ficou na supervisão geral.
Durante os 90 minutos, o Árbitro Assistente de Vídeo foi utilizado em alguns momentos e ajudou a sanar dúvidas. Além de checagens contínuas, houve quatro situações de interferência. Duas foram em lances de pênalti. Em uma, o árbitro marcou a penalidade e pediu o auxílio do VAR. Na terceira câmera foi possível ver que houve realmente um toque faltoso. Na outra jogada, o árbitro deu uma falta fora da área, bem próxima à linha da grande área. O árbitro de vídeo checou e foi constatado que a marcação estava correta. 
O instrutor Manoel Serapião avaliou a experiência como positiva.
– Vejo que a função foi bem desempenhada hoje. O VAR foi acionado em alguns momentos e ajudou a arbitragem. Todo este processo foi iniciado no início do curso de capacitação. Já foi possível notar uma evolução na comunicação entre campo e cabine e no cumprimento do protocolo. Mas só depois de muitos treinamentos a exaustão e atividades como as que temos desenvolvido ao longo dos dois últimos anos é que vamos alcançar a excelência. Seguimos trabalhando – destacou.
O líder do projeto de VAR no Brasil, Sérgio Corrêa, satisfeito com mais um evento oficial, relembrou que o experimento foi aprovado em 5 de março de 2016, na 130a reunião da IFAB e nos dias 1 e 8 de maio. Dois meses depois a CBF já realizou os primeiros experimentos off-line nas finais do Campeonato Carioca 2016.
– Fizemos vários testes nas categorias de base em Teresópolis e as duas finais do Campeonato Pernambucano em 2017. Vamos para a sexta turma na próxima semana, totalizando 114 Árbitros treinados e 19 supervisores. Com total apoio da CBF chegaremos lá – acrescentou.
A partida terminou com triunfo do Brasilis pelo placar de 2 a 1. Uma terceira equipe, formada pela arbitragem brasileira, segue evoluindo e também venceu. 

Nossa opinião –  A CA/CBF está n caminho certo no que concerne ao ÁRBITRO DE VÍDEO (AV). A entidade disponibilizou  estrutura de excelência à arbitragem, que está sendo treinada por pessoas qualificadas, incluso o local e toda a tecnologia. O que não pode acontecer quando for colocado em prática o experimento do (AV) no futebol brasileiro - é a repetição do “FIASCO” acontecido, nas duas partidas decisivas do Campeonato Pernambucano de Futebol este ano. Já que, segundo informações de quem esteve presente nos dois jogos, a pessoa designada para exercer as funções do (AV), estava mais perdida do que “cego em tiroteio”.
Fonte : Foto: CBF 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Quanto ganha um árbitro em Portugal?


Nos dias que correm, um dos temas dominantes no mundo da arbitragem prende-se com aquilo que os árbitros levam para casa no final do mês. Pela voz da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), a classe pede um aumento salarial à Liga e as conversas têm continuado sem haver entendimento, pelo menos por agora.

Ora, é no meio deste ‘turbilhão’ que Record dá a conhecer a forma como funciona a remuneração dos árbitros em Portugal. Logo para começar, importa explicar que todos os valores apresentados nestas páginas são brutos e que apenas os profissionais e internacionais têm a segurança de um rendimento garantido no fim do mês. Entre os 22 da Categoria C1, nove têm esse estatuto e auferem 2.500 euros como salário base, aos quais se juntam 500 euros de subsídio de treino e uma diária de 134 euros que se aplica quando os jogos acontecem em dias de semana. Os nove juízes que aqui se enquadram são Jorge Sousa (foto), Artur Soares Dias, Carlos Xistra, Hugo Miguel, Fábio Veríssimo, João Pinheiro, Tiago Martins, Luís Godinho e João Capela.
Foto - Porto24.pt

Clique no link a seguir e saiba tudo sobre a pecúnia dos apitos portugueses - http://www.record.pt/futebol/arbitragem/detalhe/saiba-quanto-ganham-os-arbitros.html

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Rodolpho Toski: destino traçado pela arbitragem

   Rodolpho Toski Marques - Crédito - JULIA ABDUL HAK/FPF

A arbitragem brasileira passa por um processo de renovação. Uma nova geração está surgindo e já rende bons frutos. Uma justificativa de tal afirmação é Rodolpho Toski Marques. Paranaense, o árbitro entrou para o quadro da FIFA neste ano de 2017, aos 29 anos. Conhecido por ter um perfil disciplinador, ele revela que a arbitragem apareceu cedo na sua vida.

– Na realidade comecei a apitar com 13 para 14 anos. Tentei jogar futebol e o meu pai logo cedo disse: 'Meu filho, você com a bola não vai ter jeito de ganhar dinheiro. Só tem uma maneira, vai ser árbitro de futebol!' Eu disse a ele: 'Você é maluco! Como vou ser árbitro com 13 anos de idade? Eu quero é jogar bola!' Aí ele foi lá, comprou um livro de regras, uma roupa de árbitro e fez eu decorar todas as regras. Enquanto eu não decorasse, ele todo dia vinha e falava: 'Qual é a regra 10? E a 8, é qual?' Eu errava e ele não me deixava ir pro campo ainda. Quando consegui acertar tudo, ele me botou para apitar um jogo de um clube da região metropolitana de Curitiba, fui muito bem nessa partida e daí comecei a me destacar nos campeonatos amadores. 

Me formei muito cedo pela Federação Paranaense de Futebol, com 17 para 18 anos, e fui fazendo jogos, treinando, me aprimorando, tentando sempre buscar o melhor para crescer dentro da arbitragem. Cheguei ao quadro da CBF e, neste ano, foi contemplado ao quadro da FIFA – destacou. 

Ao todo, Rodolpho Toski já fez 68 partidas em competições da CBF. Nesta quinta-feira (5), ele irá para o seu primeiro jogo de Eliminatórias da Copa do Mundo, na função de quarto árbitro do duelo entre Venezuela e Uruguai. Se um dia o paranaense disse que o pai, Ademar Marques, era louco por sugerir o ofício da arbitragem, hoje ele não se enxerga em outra função. 

– De maneira nenhuma! Por começar cedo acabei pegando muito gosto. E a arbitragem me deu tudo. Estudo, formação de caráter, de homem... Conheci pessoas que me ajudaram muito e agradeço tudo que eu tenho hoje pela iniciativa do meu pai no início e todas as pessoas que me apoiaram e deram todo o suporte para que eu conseguisse desenvolver essa atividade – acrescentou. 

Nos últimos dias, Rodolpho participou do curso de capacitação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) da CBF, em Águas de Lindóia (SP). Buscando sempre evoluir na carreira, ele falou sobre o contato com a tecnologia.

– É de suma importância esse aprimoramento com o Árbitro de Vídeo. É uma coisa nova no futebol e vai acrescentar muito nas questões claras de erro da arbitragem. O VAR vai corrigir equívocos do árbitro, acrescentará e minimizará bastante os erros. Vamos torcer para que dê tudo certo. Como os profissionais estão nos aprimorando, passando todos os protocolos, acredito que se forem cumpridos da maneira que o professor Serapião (Manoel, instrutor de VAR), o professor Sérgio Corrêa (líder do projeto de VAR no Brasil) e a FIFA pedem, terá o maior sucesso desde o início – finaliza.
Fonte: CBF

Nossa Opinião - Rodolpho Toski Marques foi revelado pelo ex-árbitro e ex-diretor da arbitragem da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Nelson Orlando Lehmkhul, em 2004. De lá para cá, apesar dos inúmeros cursos realizados pela (FPF), não sabemos o que aconteceu que a entidade paranaense não conseguiu revelar mais ninguém.

Nossa opinião (2) – No cenário nacional, Toski Marques foi descoberto, via o diretor do projeto do Árbitro de Vídeo da CBF, Sérgio Corrêa da Silva. Ressalto também a participação na promissora carreira do indigitado árbitro, do instrutor José Mocelin (RS), e de toda a CA/CBF.

 
Nossa opinião (3) - Em âmbito internacional, Rodolpho Marques vem sendo acompanhado, orientado e observado pelo membro do Painel Técnico Consultivo do (The IFAB), Manoel Serapião Filho, do instrutor da FIFA e membro da comissão de árbitros da CONMEBOL, Oscar Ruiz e do Comitê de Arbitragem da (CSF), presidido por Wilson Luiz Seneme.

Ad argumentandum tantum - Carlos Eugênio Simon, o melhor árbitro de todos os tempos do futebol pentacampeão mundial, me disse que: “Rodolpho Marques se lapidado com carinho pela CBF e a CONMEBOL - será em curto espaço de tempo, um dos melhores apitos da América do Sul”.